Tecnologias e Línguas

TV peruana lança telejornal apresentado em Aimara

O telejornal será apresentado pelos jornalistas Walter Escobar e Rita Choquecahua, ambos têm o aimara como língua materna. Fonte: Vermelho

O telejornal será apresentado pelos jornalistas Walter Escobar e Rita Choquecahua, ambos têm o aimara como língua materna. Fonte: Portal Vermelho

O jornal Jiwasanaka, em espanhol “Nosotros”, terá alcance nacional e as pautas serão relacionadas aos interesses das comunidades aimara: atualidades, clima, agricultura, saúde, além de notícias internacionais relacionadas principalmente a peruanos fora do Peru. 

Para produzir a nova atração da grade, a TV contratou uma equipe inteira de profissionais cuja língua materna é o aimara. Além disso, os dois âncoras, Rita Choquecahua e Walter Escobar, também são falantes aimara nativos, ou seja, esta é a “língua materna”. 

Tanto Rita como Walter têm uma longa trajetória como jornalistas apresentadores de programas em rádio e TV e se destacam por dar voz ao povo aimara.

Aimara, Aimará ou Aymara é um idioma falado por mais de dois milhões de pessoas da etnia Aimara concentradas principalmente na Argentina, Bolívia, Chile e Peru. Na Bolívia e no Peru é considerado idioma oficial junto ao Quíchua. 

Fonte: Portal Vermelho, Mariana Serafini

UNESCO promove alfabetização via rádio na Nigéria

Fonte: UNESCO

Fonte: UNESCO

A Organização da ONU para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) está a apoiar um programa de rádio que pretende levar a alfabetização à população da Nigéria que não tem oportunidade de frequentar o ensino. O programa Alfabetização Nigeriana pela Rádio (The Nigerian Literacy by Radio) está disponível na capital e conta com 36 emissoras, com aulas disponíveis em inglês, igbo, hausa e yoruba.

Segundo o site de notícias Rádio ONU, o projeto conta com o apoio dos governos locais, dos comissários de educação, de instituições públicas e da sociedade civil. Os professores recebem material de ensino e quem ouve tem acesso a livros para acompanhar as aulas.

O analfabetismo na Nigéria é um dos principais entraves ao desenvolvimento. Com este projeto, mais de 16 mil pessoas já foram alfabetizadas na Nigéria, refere a mesma nota.

Fonte: UNESCO

Escola do Futuro é vanguardista na inclusão digital

Além de projetos de intervenção na comunidade, Escola da USP realiza pesquisas no Observatório da Cultura Digital

O Programa Acessa São Paulo, uma das mais importantes ações de inclusão digital do mundo, conta com a parceria da Escola do Futuro da USP – Foto: Divulgação / Acessa SP

O Programa Acessa São Paulo, uma das mais importantes ações de inclusão digital do mundo, conta com a parceria da Escola do Futuro da USP – Foto: Divulgação / Acessa SP

Em tese de doutorado da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, a Escola do Futuro, da USP, tem sua trajetória revisitada pela pesquisadora Fabiana Grieco. Em seu trabalho, ela analisa os principais projetos vinculados à Escola sob a ótica das Literacias de Mídia e Informação (MIL, na sigla em inglês), conceito relacionado à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Prédio onde fica localizado o Nace Escola do Futuro – Foto: Divulgação

Prédio onde fica localizado o Nace Escola do Futuro – Foto: Divulgação

Uma das principais conclusões alcançadas pela pesquisadora é a característica de vanguarda da Escola do Futuro, que desde a sua fundação, em 1989, desenvolve projetos pioneiros, como o Biblivirt, biblioteca de conteúdo aberto financiada pelo Sistema Fiesp e pela Fundação Roberto Marinho, o Acessa Escola e o AcessaSP, ambos voltados para a inclusão digital e financiados pelo governo do Estado de São Paulo.

Criada por iniciativa do professor Fredric Michael Litto, a Escola, hoje vinculada à Pró-Reitoria de Cultura e Extensão — ela se enquadra como um Nace, Núcleo de Apoio às Atividades de Cultura e Extensão —, era inicialmente um laboratório relacionado ao Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da Escola de Comunicações e Artes.

MIL

Em seu trabalho, Fabiana analisa “os principais projetos [da Escola] sob a ótica das Literacias de Mídia e Informação”, a tradução para Media and Information Literacy. Em definição inserida na tese de doutorado, literacias são as “habilidades e competências requeridas no uso da mídia e informação”.

Segundo Fabiana, a Unesco já vem há algumas décadas trabalhando com o conceito de MIL. “Não é a utilização da tecnologia pela tecnologia. É o modo como eu me aproprio dela, pensando em promover a cidadania e o empoderamento, sobretudo de jovens e adultos que tenham condição não só de receber o produto midiático, mas de questioná-lo. E a Internet possibilitou que as pessoas não apenas recebessem, mas participassem da rede”, explica.

Pesquisa acadêmica

Com o trabalho recentemente apresentado — a defesa ocorreu na ECA, no dia 7 de abril —, Fabiana iniciou o doutorado na ECA em 2013, após um ano como aluna ouvinte. Ao cursar a disciplina da professora Brasilina Passarelli, atual coordenadora científica da Escola do Futuro, entrou em contato com o núcleo e resolveu mergulhar no projeto. Em sua tese, a pesquisadora remonta a trajetória da Escola com base em vasto levantamento, com mais de 600 documentos e 14 entrevistas com membros, além de consultas ao acervo histórico da Escola e ao material pessoal dos fundadores.

Em seu trabalho, Fabiana Grieco promoveu a ótica das Literacias de Mídia e Informação – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Em seu trabalho, Fabiana Grieco promoveu a ótica das Literacias de Mídia e Informação – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Vivendo a realidade do grupo desde o segundo semestre de 2013, quando ingressou como pesquisadora associada, Fabiana explica que a Escola se divide em dois braços. “A primeira é a pesquisa-ação, que são projetos de intervenção na comunidade, muito focados em levar tecnologia para as escolas públicas e privadas, sobretudo do Estado de São Paulo. A segunda é a pesquisa empírica [a partir da vivência com o tema]. Em 2007 foi criado o Observatório da Cultura Digital, um núcleo dentro da Escola do Futuro, para abarcar as pesquisas empíricas pensando em publicações acadêmicas indexadas”, diz.

Para explicar o primeiro braço do núcleo, a pesquisadora fez um mapeamento dos projetos de pesquisa-ação, dividindo-os em dois períodos: de 1989 a 2007 (com a coordenação do professor Fredric Litto) e de 2007 aos dias atuais (com a coordenação da professora Brasilina Passarelli). “O núcleo desenvolveu projetos pioneiros. A noção que a gente tem de tecnologia hoje é totalmente diferente. Era um período que não tinha Internet, mas [a Escola] já pensava em rede. A Escola do Futuro, ao invés de pensar na inteligência formal, acadêmica, estava estudando autores como Howard Gardner [psicólogo cognitivo e educacional americano], que falava em múltiplas inteligências”, aponta.

Um dos maiores projetos vinculados ao núcleo é o AcessaSP, financiado pelo governo de São Paulo e criado em 2000. O programa tem como objetivo aumentar a inclusão digital no Estado, por meio do “acesso às novas tecnologias da informação e comunicação (TICs), em especial à Internet”, com a abertura e manutenção de espaços públicos com computadores e acesso gratuito à Internet. Contando com a monitoria da Escola do Futuro nesses infocentros, o projeto foi premiado em 2013 com um milhão de dólares pela Fundação Bill & Melinda Gates, um dos mais importantes prêmios relacionados à inclusão.

Fonte: Jornal da USP

Securing a place for a language in cyberspace

 

Fonte: UNESCO

Fonte: UNESCO

Cyberspace is open to all languages of the world, since its infrastructure is not subject to a central authority which can decide how it should be used. In writing this article, the author tried to give an answer to the following question: how to ensure that a language which is poorly endowed in linguistic and/or information technology (IT) resources, not to mention human resources, may find its proper place in cyberspace and be active there?

Languages are first and foremost instruments for attaining educational and cultural autonomy. They allow the transmission of knowledge from one generation to another and are a strong force in disseminating cultures and traditions between and among various ethnic groups in highly diverse geographical areas. The mother tongue is also a primary vehicle for freedom of expression.

The disappearance of languages is a phenomenon which has been present throughout History. Even in officially monolingual countries, new policies are emerging to ensure expression in endogenous languages as a human right.

According to a study undertaken by Ethnologue, Africa is the continent with the highest linguistic diversity index in the world. There is evidence suggesting that global linguistic diversity has long been in decline. Another worrying factor is that, according to some estimates, half of all languages will have disappeared by the year 2050.

Information and communication technologies (ICT) play a key role in the linguistic transformations under way worldwide: they may provide an important vehicle for communication among the various linguistic communities. On the other hand, ICT may be an aggravating factor in the marginalization of languages in cyberspace. There are approximately 6,000 languages in the world, but 12 languages account for 98% of Internet webpages. English, with 72% of webpages, is the dominant language, according to a survey by O’Neill, Lavoie and Bennet in 2003.
After all, the challenge facing the international community is to overcome these tremendous obstacles in order to ensure the creation of a multilingual and culturally diverse cyberspace. To this end, UNESCO – with the assistance of the Latin Union and the intellectual contribution of the expert Marcel Diki-Kidiri – is publishing this technical document.

It is hoped that this publication, consistent with the Recommendation concerning the Promotion and Use of Multilingualism and Universal Access to Cyberspace adopted by the General Conference of UNESCO at its 32nd session, will facilitate decision-making conducive to the inclusion of new languages in cyberspace.

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Fonte: UNESCO

Google Tradutor usa redes neurais para traduzir sem transcrever

A versão mais recente do Google sobre tradução automática pode facilitar a comunicação entre as pessoas que falam uma língua diferente, traduzindo a fala diretamente para o texto em uma linguagem que entendem.

A tradução automática da fala normalmente funciona convertendo-a em texto e depois traduzindo-a em texto em outra língua. Mas qualquer erro no reconhecimento de voz levará a um erro na transcrição e um erro na tradução.

Pesquisadores do Google Brain, o braço de pesquisa de pesquisa do gigante de tecnologia, se voltaram para redes neurais para cortar o passo médio. Ao ignorar a transcrição, a abordagem poderia potencialmente permitir traduções mais precisas e mais rápidas.

A equipe treinou seu sistema em centenas de horas de áudio em espanhol com o texto correspondente em inglês. Em cada caso, ele usou várias camadas de redes neurais – sistemas de computador vagamente modelados no cérebro humano – para combinar seções do espanhol falado com a tradução escrita. Para fazer isso, analisou a forma de onda do áudio espanhol para saber quais partes pareciam corresponder com que pedaços de inglês escrito. Quando foi então solicitado a traduzir, cada camada neural usou esse conhecimento para manipular a forma de onda de áudio até que ela foi transformada na seção correspondente do inglês escrito.

Fonte: Meio Ambiente Rio

Fonte: Meio Ambiente Rio

Padrões correspondentes

“Aprende a encontrar padrões de correspondência entre as formas de onda na língua de origem eo texto escrito”, dizDzmitry Bahdanau , da Universidade de Montreal, no Canadá, que não estava envolvido com o trabalho.

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MADE Collective apresenta proposta inovadora para a fronteira entre México e EUA

Fonte: ARCH DAILY

Fonte: ARCH DAILY

O estúdio MADE Collective apresentou formalmente aos governos do México e EUA sua proposta para a fronteira entre os dois países, cujo objetivo é oferecer uma resposta resistente às problemáticas que envolvem os limites entre ambos através da criação da primeira Co-nação regenerativa aberta do mundo.

O projeto, intitulado Otra Nation, é ia co-nação compartilhada entre os cidadãos do México e EUA, sustentada por seus respectivos governos. Ambas as nações oferecerão uma parcela de terra e um investimento inicial, que compreende infraestruturas e serviços, financiado 50% pelo México e 50% pelos Estados Unidos.

Dos arquitetos:

Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, o planeta presenciou um enorme aumento das barreiras físicas. Estas cicatrizes visuais são ainda mais profundas quando duas nações compartilham uma história rica e uma relação ativa. México e Estados Unidos sempre foram mais prósperos quando suas respectivas forças trabalham em conjunto. Propomos um “Novo Acordo” transnacional para construir uma “co-nação” inovadora baseada no empoderamento econômico local, na independência energética e infraestrutura e transporte revolucionários.

Fonte: ARCH DAILY

Fonte: ARCH DAILY

Fazendo uso de termos como “regeneração”, “co-nação”, “sistema aberto”, “controle biométrico” e “interconexão”, o coletivo explica sua proposta apresentando seus objetivos, contexto, as problemáticas ambientais e econômicas, e os enfoques sociais, culturais e tecnológicos.

No website não é divulgada a identidade dos membros do MADE Collective, que se apresenta como uma equipe nacional interdisciplinar de arquitetos, construtores, designers, engenheiros e urbanistas do México e Estados Unidos, que juntos já propuseram projetos para mais de 40 países.

Fonte: ARCH DAILY

Fonte: ARCH DAILY

Fonte: ARCH DAILY

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