Sociolinguística

7.000 idiomas para 7.000 milhões de pessoas. O mundo é um complexo xadrez linguístico

A Sociedade Linguística dos Estados Unidos contabiliza quase 7.000 línguas diferentes nos cinco continentes da Terra. 18 desses idiomas só não foram dados como extintos, porque têm apenas um falante.

“Olá”, “Bom dia”, “Boa tarde”, “Boa noite” ou “Obrigado”.

São expressões que utiliza todos os dias. E que se tornaram tão naturais que, provavelmente, nem repara.

Mas já alguma vez pensou quantas formas diferentes há no mundo para dizer tudo isto?

A Sociedade Linguística norte-americana elaborou um levantamento global e não chegou a um número exatamente definitivo.

Porque, apesar de toda a evolução humana e da tecnologia avançada que temos ao nosso dispor, a verdade é que os investigadores do mundo dito civilizado ainda não conseguem chegar a todo o lado. Continue lendo

Salvar o romanche antes que ninguém mais o fale

Há oitenta anos, 92 por cento dos eleitores (masculinos, pois na época só os homens tinham direito de voto) disseram “sim” ao reconhecimento do romanche como quarto idioma nacional. Hoje, apesar dos esforços, é uma língua ameaçada. Um grupo de interesse exige agora mais apoio do governo.

Porta com um cartaz em dois idomas

A maioria dos romanches também domina o alemão. (Keystone)

O romanche é o mais antigo idioma nacional ainda falado no país. Surgiu como uma mistura de latim popular e as línguas faladas na região que é hoje o cantão dos Grisões. Todavia, segundo a UnescoLink externo, o romanche está ameaçado de desaparecer. Apenas 0,5% da população domina o idioma, apesar de todo o apoio dado à sua sobrevivência.

Há oitenta anos a ameaça vinha de fora: concretamente, na forma do fascismo introduzido por Benito Mussolini. O ditador considerava o romanche um dialeto da Lombardia e, dessa forma, o cantão dos Grisões pertenceria à Itália, assim como o cantão italófono do Ticino. Continue lendo

O suíço-alemão da Pensilvânia: uma língua que persistiu

As comunidades Amish e Menonitas não sãos as únicas que falam dialetos suíço-alemães hoje, nos Estados Unidos. Para Douglas Madenford que falou o suíço-alemão da Pensilvânia a vida toda, uma recente tendência para recuperar a língua tradicional é uma prova de sua riqueza e durabilidade.

Um trator e o reboque em um campo de cultivo na Pensilvânia, Estados Unidos
Uma terra de tradições mantidas pelos antigos colonos: trator e o reboque em um campo de cultivo na Pensilvânia, Estados Unidos.

(AFP)

“Guder Mariye, liewe Kinner!” (Bom dia, crianças queridas!)

Começo quase todo os dias com essas quatro palavras. O mais interessante sobre essa declaração é que eu sou americano. Minha família imigrou para a colônia da Pensilvânia nos anos 1700 e ficou por aqui até hoje. Doze gerações depois, ainda falamos a língua que nossos antepassados trouxeram quando cruzaram o Atlântico: o suíço-alemão da Pensilvânia (Pennsylvaanisch Deitsch, ou PD). Continue lendo

Língua Cabo-verdiana vai ser classificada património nacional

O Instituto do Património Cultural (IPC), que integra o Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, vai trabalhar uma proposta para a oficialização da Língua Cabo-Verdiana no quadro da revisão constitucional que deverá acontecer nos próximos tempos. Antes, e como estratégia nesse sentido, já vai começar a trabalhar um dossier para classificação da Língua Cabo-verdiana como património imaterial nacional.

Em entrevista ao Expresso das Ilhas (ver edição nº 845 desta quarta-feira), o presidente do IPC avança que o dossier será trabalhado na mesma linha que outros dossiers de classificação de património imaterial, como foi o caso da festa de São João – cuja classificação aconteceu em finais de Novembro passado – e contemplará a realização de um inventário. Continue lendo

Crianças brasileiras preservam a língua e cultura maternas nas Arábias

“Que as crianças brasileiras ou de linhagem tenham oportunidade de conhecer e aperfeiçoar a língua e cultura brasileiras; e também auxiliar as famílias a entender os benefícios da manutenção da língua materna e promover os entendimentos do bilinguismo e do multiculturalismo”, é um dos objetivos da iniciativa A Hora do Conto em Dubai.
Pe. Olmes Milani – Dubai

Um dos desafios que os migrantes e expatriados enfrentam no exterior consiste em como manter viva a língua portuguesa e a cultura nas crianças, uma vez que elas frequentam escolas onde a língua comum é o inglês.  Para enfrentar esse desafio, não podia faltar a criatividade dos brasileiros.  Quem nos fala sobre isso é a Sra. Magaly Quadros.

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1º Congresso de Jovens Pesquisadores em Sociolinguística na América Latina

Nos dias 17 e 18 de maio de 2018, na cidade de Porto Alegre (RS – Brasil), será realizado o 1º Congresso de Jovens Pesquisadores em Sociolinguística na América Latina. Considerando a abrangência da área de Sociolinguística e a multiplicidade de contextos, experiências e trajetórias que compõem a América Latina, buscamos proporcionar um espaço de discussão dedicado especificamente a jovens pesquisadores (estudantes de pós-graduação), incentivando a integração latino-americana e a construção de uma rede de contatos e cooperação entre acadêmicos. Durante os dois dias de evento, jovens pesquisadores poderão compartilhar suas investigações, discutir resultados e construir um panorama dos estudos atualmente desenvolvidos em Sociolinguística na América Latina.

O evento contará com a presença do Dr. Heiko F. Marten, professor convidado da Tallinn University (Estônia), que realizará a conferência The Practical Application of a Holistic Model of Language Policy: The Case of Latvia e ministrará um workshop de três horas de duração, com o tema Researching Multilingualism in the Linguistic Landscape: Real-life Examples and Virtual Spaces.

Fonte: 1º Congresso de Jovens Pesquisadores em Sociolinguística na América Latina

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