Sociolinguística

‘Dia do Índio’: O que faz o Brasil ter 190 línguas em perigo de extinção

Känä́tsɨ (à esq.) e Híwa falam entre si uma língua que só eles conhecem | Foto: Liames/Unicamp

Moradores da fronteira do Brasil com a Bolívia, o casal Känä́tsɨ, de 78 anos, e Híwa, de 76, são os dois últimos falantes ativos da língua warázu, do povo indígena Warazúkwe.

Os dois se expressam mal em castelhano e português, e conversam entre si somente em warázu – embora seus filhos e netos que moram com eles falem em português e espanhol.

“Aquela casa desperta, para quem entra nela, uma sensação incômoda de estranheza, como se o casal idoso que vive nela viesse de outro planeta, de um mundo que eles nunca poderão ressuscitar”, escrevem os pesquisadores Henri Ramirez, Valdir Vegini e Maria Cristina Victorino de França em um estudo publicado na revista Liames, da Unicamp.

Com ajuda do casal idoso, esses linguistas da Universidade Federal de Rondônia descreveram pela primeira (e possivelmente a última) vez o idioma do povo Warazúkwe. Continue lendo

Portugal quer maior dinamização do Instituto Internacional de Língua Portuguesa

O presidente do instituto Camões defendeu hoje maior dinamização do Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), com sede em Cabo Verde, através de “discussões mais substanciais” e de uma “contribuição mais sustentada” para a promoção do Português.

“Portugal entende que há que dinamizar o IILP através de discussões mais substanciais nas suas reuniões, mas também através de uma contribuição mais sustentada para aquilo que é a promoção da Língua Portuguesa”, disse Luís Faro Ramos.

O presidente do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua está em Cabo Verde para participar na reunião ordinária do Conselho Científico do IILP, que decorre até quinta-feira, na cidade da Praia. Continue lendo

Publicação do IBGE: Panorama Nacional e Internacional sobre a Produção de Indicadores Sociais

Acesse pelo link abaixo a Publicação do IBGE: Panorama Nacional e Internacional sobre a Produção de Indicadores Sociais, com reflexões sobre estatísticas a respeito de grupos sociais específicos – crianças e adolescentes, jovens, pessoa com deficiência, investigação étnico-racial, povos indígenas, gênero de uso do tempo.

Panorama Nacional e Internacional sobre a Produção de Indicadores Sociais

A forma de ver as cores pode mudar dependendo do idioma que você fala

Aprender uma nova língua pode até mesmo alterar a maneira como nosso cérebro processa as tonalidades

Cores_pintura_visão (Foto: Pixabay)

A forma de ver as cores depende da língua que falamos. É o que mostrou um estudo publicado na PNAS, revista oficial da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos. De acordo com os pesquisadores, a percepção das cores está muito menos relacionado ao que vemos e muito mais relacionada à forma como nosso cérebro as interpreta.

Os cientistas destacam que desde que nascemos, aprendemos a categorizar objetos, emoções e cores usando a linguagem. Segundo eles, nossos olhos podem perceber centenas de cores, que dividimos em categorias para identificar e atribuir um significado.  Continue lendo

Entenda como as línguas são criadas (e por que desaparecem)

'Os Lusíadas', de Luís de Camões, clássico da língua portuguesa (Foto: Reprodução)

‘OS LUSÍADAS’, DE LUÍS DE CAMÕES, CLÁSSICO DA LÍNGUA PORTUGUESA (FOTO: REPRODUÇÃO)

Àmedida que se espalhavam pela Terra, grupos deHomo sapiens deixaram de conviver entre si e o seu jeito de falar também mudou. É que as línguas vivem em movimento. “Por que se separaram ninguém sabe, mas eles começaram a desenvolver características próprias de linguagem, mudar a fonética”, explica Thomas Finbow, professor de linguística da Universidade de São Paulo. E, sem contato nenhum, ao longo do tempo, o jeito de falar mudou tanto que eles já não conseguiam mais se entender.

Passaram a falar idiomas completamente diferentes. Essa mudança acontece quase sem querer — cada povo cria novos vocabulários e altera a pronúncia das palavras naturalmente, com o passar dos anos. “Isso pode ocorrer até por uma questão de eficiência articulatória — por exemplo, por ter um gasto energético menor ao colocar a língua de tal jeito na boca”, afirma Finbow. Continue lendo

Myanmar e Bangladesh fecham acordo para retorno de roghingyas

Governo birmanês anuncia acordo com país vizinho e afirma que retorno pode acontecer “tão logo seja possível”. Rússia critica acusações de “limpeza étnica” de EUA e ONU. Os governos de Myanmar e de Bangladesh assinaram um memorando de entendimento para o retorno de centenas de milhares de pessoas da minoria étnica rohingya que fugiram do território birmanês após intensa repressão das Forças Armadas, afirmou o Ministério do Exterior de Myanmar nesta quinta-feira (23/11).

“Estamos prontos para aceitá-los de volta tão logo seja possível, assim que Bangladesh nos enviar os formulários”, disse Myint Kyaing, secretário do Ministério do Trabalho, Imigração e População de Myanmar, à agência de notícias Reuters. Ele se referiu ao documento que os rohingyas devem preencher com seus dados pessoais antes de serem repatriados. Continue lendo

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