Sociolinguística

Securing a place for a language in cyberspace

 

Fonte: UNESCO

Fonte: UNESCO

Cyberspace is open to all languages of the world, since its infrastructure is not subject to a central authority which can decide how it should be used. In writing this article, the author tried to give an answer to the following question: how to ensure that a language which is poorly endowed in linguistic and/or information technology (IT) resources, not to mention human resources, may find its proper place in cyberspace and be active there?

Languages are first and foremost instruments for attaining educational and cultural autonomy. They allow the transmission of knowledge from one generation to another and are a strong force in disseminating cultures and traditions between and among various ethnic groups in highly diverse geographical areas. The mother tongue is also a primary vehicle for freedom of expression.

The disappearance of languages is a phenomenon which has been present throughout History. Even in officially monolingual countries, new policies are emerging to ensure expression in endogenous languages as a human right.

According to a study undertaken by Ethnologue, Africa is the continent with the highest linguistic diversity index in the world. There is evidence suggesting that global linguistic diversity has long been in decline. Another worrying factor is that, according to some estimates, half of all languages will have disappeared by the year 2050.

Information and communication technologies (ICT) play a key role in the linguistic transformations under way worldwide: they may provide an important vehicle for communication among the various linguistic communities. On the other hand, ICT may be an aggravating factor in the marginalization of languages in cyberspace. There are approximately 6,000 languages in the world, but 12 languages account for 98% of Internet webpages. English, with 72% of webpages, is the dominant language, according to a survey by O’Neill, Lavoie and Bennet in 2003.
After all, the challenge facing the international community is to overcome these tremendous obstacles in order to ensure the creation of a multilingual and culturally diverse cyberspace. To this end, UNESCO – with the assistance of the Latin Union and the intellectual contribution of the expert Marcel Diki-Kidiri – is publishing this technical document.

It is hoped that this publication, consistent with the Recommendation concerning the Promotion and Use of Multilingualism and Universal Access to Cyberspace adopted by the General Conference of UNESCO at its 32nd session, will facilitate decision-making conducive to the inclusion of new languages in cyberspace.

Download

Details

Fonte: UNESCO

Linguistas lutam para reviver o cristang, dialeto português de mais de 500 anos

Grupo promove cursos e festival para reacender, em Cingapura e na Malásia, o interesse por língua que surgiu da mistura entre português, malaio e chinês; segundo pesquisadores, há apenas algumas poucas centenas de pessoas fluentes.

Wong é cofundador do Kodrah Kristang, um projeto que quer reviver a língua (Foto: Kodrah Kristang )

Wong é cofundador do Kodrah Kristang, um projeto que quer reviver a língua (Foto: Kodrah Kristang )

 dois anos atrás, o universitário Kevin Martens Wong, de Cingapura, mal tinha ouvido falar em uma língua falada por ancestrais seus.

O jovem linguista pesquisava línguas em extinção quando se deparou com um livro em cristang, também conhecida como papiá cristang ou português malaká. Ao aprofundar-se no assunto, percebeu que ela era falada por seus avós maternos.

Ele tinha ouvido um pouco de cristang na infância. Mas seus avós não eram fluentes, e sua mãe não falava a língua.

“Eu aprendi mandarim e inglês na escola – e meus pais falam inglês comigo. Então nunca reconheci este lado da minha herança”, disse Wong, que é metade chinês e metade português eurasiano – nome dado em Cingapura e na Malásia aos descendentes dos portugueses que chegaram no século 16 ao então sultanato de Malaca e se misturaram à população local.

Malaca, hoje um Estado da Malásia, tornou-se base estratégica para o comércio dos navegadores portugueses, que também ocuparam enclaves no Japão e na China.

O contato de Portugal com a região terminou na metade do século 17, quando os portugueses foram derrotados pelos holandeses, que tomaram Malaca. No século 18, o controle passou para os britânicos até que, em 1957, a Malásia declarou sua independência.

Cristang – o nome é uma referência a “cristão” – é uma língua crioula, ou seja, surge da mistura de várias outras. No caso, deriva do português, do malaio e tem elementos do chinês, como o mandarim e hokkien (um dialeto asiático).

No século 19, era falada por pelo menos 2 mil pessoas, afirma Wong. Hoje, calcula-se que apenas cerca de 50 em Cingapura e outras poucas centenas espalhadas pela Malásia sejam fluentes.

A principal razão apontada para o declínio é que a comunidade se tornou menos relevante economicamente.

Quando Malásia e Cingapura ainda eram colônias britânicas, muitos portugueses eurasianos encontraram trabalho no serviço público. Com isso, o inglês se tornou mais importante, e muitos começaram a desencorajar seus filhos a falar cristang.

Continuar lendo

Uff Hunsrickisch schreiwe: Entrevista mit Cléo Altenhofen / Escrever em Hunsrückisch: Entrevista com Cléo Altenhofen

O IPOL e o Grupo ALMA-H (Atlas Linguístico da Minorias Alemãs na Bacia do Prata: Hunsrückisch – http://www.ufrgs.br/projalma) da UFRGS iniciaram, em janeiro deste ano, os trabalhos para o Inventário do Hunsrückisch como língua brasileira de imigração, cujo objetivo é reunir um conjunto de informações sobre essa língua visando seu reconhecimento como Referência Cultural Brasileira. A pesquisa será realizada em várias cidades e comunidades dos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Espírito Santo.

profe-cleo

Cléo Altenhofen – Foto: SWR.de

A execução desse e de outros inventários traz à tona importantes debates sobre a especificidade das línguas brasileiras e seu futuro. Por “línguas brasileiras” compreende-se, de acordo com a política do Inventário Nacional da Diversidade Linguística (INDL/IPHAN/MINC), o conjunto das línguas presentes no país há pelo menos três gerações, sejam elas indígenas, afro-brasileiras, de sinais, crioulas ou de imigração.

Entre as questões em debate está a política de produção de escrita ou escritas da língua. Essa é uma questão central para grande parte das línguas brasileiras e foi fortemente tematizada no I Encontro Nacional de Municípios Plurilíngues, realizado em setembro de 2015, em Florianópolis. Para contribuir com esse debate, e avançar na implementação do INDL, o IPOL e parceiros têm a honra de publicar essa primeira entrevista com o professor Cléo Altenhofen, coordenador do Projeto ALMA-H / UFRGS, sobre as perspectivas para a escrita do Hunsrückisch (pt. hunsriqueano). Prevemos realizar outras entrevistas que serão oportunamente divulgadas.

Ortografia da língua brasileira de imigração alemã Hunsrückisch
Entrevista com Cléo Altenhofen
Por Willian Radünz (Graduando, UFRGS)

1. O Hunsrückisch é uma língua essencialmente falada. Uns diriam que é uma língua ágrafa, que não tem, pelo menos por enquanto, uma escrita definida. O que isso significa para a discussão sobre a “escrita do Hunsrückisch”?

A maioria dos falantes de Hunsrückisch de fato apenas fala sua língua e não a escreve, embora o pudesse, mesmo que só para anotar uma lista de compras do supermercado ou para terminar um e-mail com um “fosche Abrass”. Historicamente, quando se precisava escrever em alemão, por exemplo a ata de uma sociedade de canto, ou uma inscrição em uma sepultura, ou mesmo um ditado em um pano de prato, no caso um Wandschoner, se optava pela escrita em Hochdeutsch. Contudo, não se pode dizer que não há uma tradição escrita em Hunsrückisch. Basta lembrar os contos do Padre Balduíno Rambo, os poemas de Alfredo Gross e de Lily Clara Koetz, livros como o de José Inácio Flach, ou ainda diversos textos avulsos em jornais ou almanaques e revistas, como o Brumbärkalender e o Sankt Paulus Blatt. Eles fazem parte da história da língua Hunsrückisch, no Brasil. Ignorá-los é ignorar sua história e memória. Assim, temos aqui um primeiro princípio, fundamental para mim, ao discutir a escrita do Hunsrückisch: o respeito à sua história e coletividade. A consequência é que não podemos simplesmente inventar uma escrita nova, como se não tivesse havido nada antes. Porque, se quisermos compreender por que o Hunsrückisch é como é, temos que dialogar com a sua história e origem. O Hunsrückisch não foi inventado por nós, e sim herdado como uma construção coletiva de várias gerações.

Continuar lendo

IV Congresso Internacional de Dialetologia e Sociolinguística

CIDS2016O IV Congresso Internacional de Dialetologia e Sociolinguística (IV CIDS) será realizado nos dias 7, 8 e 9 de setembro de 2016, na Universidade de Paris-Sorbonne, e terá como temática: “Variações, fraseologia e recursos“.

Prazo para submissão de resumo foi prorrogado até o dia 28 de fevereiro.

Para mais informações clique aqui para acessar o site do evento.

Contato: Secretaria IV CIDS (Brasil)/E-mail: cids2016.brasil@gmail.com

Fonte: IV CIDS 2016

Listas de gírias cariocas se espalham pela internet para ajudar estrangeiros

carioca

Álbum ‘Carioca Dictionary’ – Fonte: Página Rio2016 no Facebook

O próprio perfil oficial da organização dos Jogos Olímpicos no Facebook ostenta um álbum batizado de Carioca Dictionary

Francisco Edson Alves

Rio – Com a aproximação da Olimpíada e Paralimpíada de 2016, que terá o Rio de Janeiro como sede principal, estão surgindo na internet listas de gírias cariocas com traduções para os gringos, opa, estrangeiros. Bem humorados, os sites informam que a intenção é ajudar os turistas de fora a não ficarem ‘bolados’, quer dizer, confusos, ao dialogar com os nativos da Cidade Maravilhosa. Afinal de contas, segundo o último balanço do Ministério do Turismo, um quarto dos 2,4 milhões de ingressos já vendidos (600 mil) foram comercializados no exterior. Saca irmão? Epa, entende meu caro?

O próprio perfil oficial da organização dos jogos no Facebook ostenta um álbum, batizado de Carioca Dictionary. Nele, há a reprodução de páginas em forma de dicionário com a descrição de dialetos tradicionais, inventados na cidade. É o caso da palavra ‘vacilo’.

Continuar lendo

UNESCO promove encontro para a revisão do seu Índice de Vitalidade das Línguas

unesco

Grupo realizando gravação de vídeo com membros de uma comunidade linguística local – Foto: Frank Seidel.

A UNESCO, em cooperação com o SOAS World Languages Institute patrocinado pelo London Middle East Institute no Reino Unido, está organizando uma reunião de dois dias com peritos consultivos sobre a revisão do Índice de Vitalidade das Línguas da UNESCO, que será utilizado para o desenvolvimento do Atlas Mundial de Línguas da UNESCOGilvan Müller de Oliveira, professor da UFSC e assessor do IPOL, estará presente no encontro promovido pela Unesco, que será realizado esta semana em Londres.  Gilvan de Oliveira apresentará informações sobre a participação do IPOL e da UFSC na realização do Inventário da Língua Guarani Mbya e do Guia Metodológico do Inventário Nacional da Diversidade Linguística (INDL), além de outras iniciativas, e de como essas ações estão ajudando a analisar os índices de vitalidade das línguas brasileiras e propor novos encaminhamentos no campo das políticas linguísticas. 

Clique aqui para acessar o documento “Outline and Tentative Agenda”

Notícia relacionada: Vídeo: “Línguas em perigo: por que esse tema importa”

O principal objetivo do encontro é buscar aconselhamento especializado para a revisão do Índice de Vitalidade das Línguas da UNESCO e discutir novas medidas na elaboração de um quadro mais compreensível de vitalidade linguística e de avaliação de risco das línguas. A reunião, realizada nos dias 19 e 20 de novembro, no London Middle East Institute / School of Oriental and African Studies (SOAS) / University of London, é um seguimento ao encontro de peritos internacionais realizado pela UNESCO, pelo Intergovernmental Information for All (IFAP) e por outros parceiros em outubro de 2014, em Paris, França (ver notícia aqui), durante o qual foram fornecidas as recomendações para o Plano de Ação para o desenvolvimento do Atlas Mundial das Línguas da UNESCO.

Continuar lendo

Simpósio: “Cartografia Sociolinguística Latinoamericana: condições de vitalidade e possibilidades de revitalização”

2cipialSimpósio: “Cartografia Sociolinguística Latinoamericana: condições de vitalidade e possibilidades de revitalização”

O Simpósio “Cartografia Sociolinguística Latinoamericana: condições de vitalidade e possibilidades de revitalização”, coordenado por Lorena Córdova Hernández (México, lorenacordova64@gmail.com) e Ananda Machado (Brasil, machado.ananda@gmail.com), faz parte da programação do II CIPIAL (Congreso Internacional Los Pueblos Indígenas de América Latina. Siglos XIX-XXI), que será realizado de 20 a 24 de setembro de de 2016, em Santa Rosa (La Pampa), Argentina (ver notícia aqui).

Para maiores informações acesse aqui a página do II CIPIAL e aqui sua página no Facebook.

Continuar lendo

Inicia nesta quarta o 1º Encontro Nacional de Municípios Plurilíngues (1ºENMP)

cartaz_30julInicia nesta quarta o 1º Encontro Nacional de Municípios Plurilíngues (1ºENMP)

Inicia nesta quarta, 23 de setembro, e vai até sexta, 25, o 1º Encontro Nacional de Municípios Plurilíngues (1ºENMP), que será realizado no Centro de Comunicação e Expressão (CCE – térreo do Bloco B) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis-SC.

Acesse a programação completa do 1ºENMP.

Continuar lendo

II Encontro Nacional ASLIB: Aportes da Linguística Histórica, da Sociolinguística e da Geolinguística para o Atlas Sonoro das Línguas Indígenas do Brasil

cartaz_IIenaslibII Encontro Nacional ASLIB: Aportes da Linguística Histórica, da Sociolinguística e da Geolinguística para o Atlas Sonoro das Línguas Indígenas do Brasil

De 24 a 26 de junho de 2015, Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia no Ensino Superior e na Pesquisa – INCTI, ICC Sul, Ala Sul, Subsolo, Sala BSS 137/155, Campus Universitário Darcy Ribeiro da UnB, Brasília-DF.

Para maiores informações acesse aqui a página do Encontro.

Encontro nacional para discussão sobre a interface de estudos histórico-comparativos, geolinguísticos e sociolinguísticos, com foco especial na dialetização das línguas nativas do Brasil e na ampliação de uma associação de pesquisadores em torno de um projeto do referido Atlas, uma iniciativa que tem sido levada adiante a partir de uma parceria entre pesquisadores do Laboratório de Línguas e Literaturas Indígenas da Universidade de Brasília e pesquisadores da Universidade Federal do Pará.

Continuar lendo

Walter Benjamin e as crianças na Era do Rádio

WB radioWalter Benjamin e as crianças na Era do Rádio

José Ribamar Bessa Freire

No momento em que a rádio nascia, no final dos anos 1920, uma emissora alemã convidou o filósofo marxista Walter Benjamin (1892-1940), de origem judaica, para fazer um programa dirigido a crianças.

Durante quatro anos, ele produziu 86 emissões com periodicidade variada, cujas gravações ficaram esquecidas até 1985, quando só então, depois de transcritas, foram publicadas na Alemanha. Agora, saiu em português “A hora das crianças. Narrativas radiofônicas de Walter Benjamin“. Bebi o livro de uma só talagada e quero compartilhá-lo aqui com o leitor do Diário do Amazonas.

Continuar lendo

Facebook

Visite site Oficial

1ºENMP (clique na imagem)

Receba o Boletim

Visite nossos blogs

Clique na imagem

Clique na imagem

Clique na imagem

Clique na imagem

Nossas publicações

Clique na imagem

Clique na imagem

Clique na imagem

Clique na imagem

Clique na imagem

Clique na imagem

Visitantes

Arquivo