Sociolinguística

Livro em tupi moderno busca fortalecer o idioma na Amazônia

Pesquisadores visitaram o município de São Gabriel da Cachoeira, no Vale do Rio Negro, que tem línguas indígenas declaradas como co-oficiais – Foto: Arquivo

Alunos da USP traduziram histórias de diversas culturas para a língua indígena hoje falada na Amazônia.

Desde 2010, o professor Eduardo de Almeida Navarro, que há 24 anos leciona tupi na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, dá aos seus alunos a tarefa de traduzir um conto para o idioma nheengatu, o tupi moderno. Dessa produção, cerca de 35 histórias foram escolhidas para integrar o livro Histórias em Língua Geral da Amazônia, organizado pelo professor e por seu doutorando Marcel Twardowsky Ávila e publicado pelo Centro Ángel Rama de Estudos Latino-Americanos da USP. Continue lendo

Por que todo mundo não fala a mesma língua?

Muitas das línguas que você sabe que existem vieram de uma raiz comum

Porque as línguas foram surgindo nas várias regiões do mundo de forma independente. Algumas têm a mesma origem, como o hindu, o sueco, o inglês e o português. Eles vieram de uma grande língua comum, chamada proto-indo-europeu, que há milhares de anos era falada na Ásia. Esse idioma deu origem a quase todas as línguas ocidentais e algumas orientais. “Supõe-se que o indo-europeu tenha sido uma língua só, que foi se diferenciando com o tempo”, explica o professor de linguística Paulo Chagas de Souza, da Universidade de São Paulo. Continue lendo

Há línguas quase extintas. Como as podemos salvar?

O minderico é uma língua ameaçada em Portugal NUNO FERREIRA SANTOS

Em todo o planeta há línguas ameaçadas. Agora, uma equipa de cientista fez uma nova árvore evolutiva com algumas línguas do Sudeste asiático e do oceano Pacífico que devem ser preservadas. Também em Portugal há uma “quase extinta” que se tem procurado revitalizar.

Numa aldeia de Taiwan, existe uma língua que tem apenas 24 falantes, muitos deles já pessoas mais velhas. É o kavalan, considerado uma língua “quase extinta” e que ocupa o primeiro lugar de um ranking de línguas a preservar segundo um artigo na revista científica Royal Society Open Science. Construído por cientistas do Canadá, Reino Unido e da África do Sul, esse ranking é uma como árvore evolutiva para línguas de ilhas do Sudeste asiático e do oceano Pacífico. Continue lendo

Disputa entre idiomas trava o desenvolvimento da Argélia

Placas na Argélia usam vários idiomas para indicar a direção do zoológico (Foto: ECA International)

A mistura de línguas dificulta a comunicação na Argélia, um país marcado pela conquista árabe e pela longa colonização francesa

Para a maioria dos países, a questão da língua é tão simples como soletrar ABC. Não na Argélia. Os jardins de infância dificultam o aprendizado das crianças. A língua oficial do país é o árabe, mas poucas crianças falam árabe, portanto, sentem-se perdidas já no primeiro dia de escola. O berbere, a língua de cerca de um quarto dos argelinos, foi reconhecida oficialmente no ano passado, mas não se chegou a um consenso a respeito de qual dos seis dialetos seria ensinado nas escolas.

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O que o mundo perde quando morre uma língua

Quando Yang Huanyi faleceu, em 2004, morreu também o nushu, um sistema de escrita silábico conhecido apenas pelas mulheres de uma área remota da província chinesa de Hunan. Aos 98 anos, ela era a última detentora de um conhecimento passado de mãe para filha que, durante séculos, permitiu que as mulheres se comunicassem secretamente entre si e burlassem o controle dos homens, ainda que fossem proibidas de receber educação formal.

De acordo com o Atlas Interativo das Línguas em Perigo, da UNESCO, mais de 100 línguas desapareceram nos últimos 10 anos e outras 2.572 são consideradas vulneráveis ou em risco de extinção. Dessas, 519 estão em situação crítica e 51 são faladas por uma única pessoa. A organização afirma que uma língua morre a cada 14 dias. Nesse ritmo, metade dos 7.000 idiomas falados hoje no mundo desaparecerá até o final do século 21, alguns deles sem nunca terem sido gravados ou documentados. Continue lendo

V Congresso Internacional de Dialetologia e Sociolinguística (V CIDS)

Na segunda circular, informamos que o V Congresso Internacional de Dialetologia e Sociolinguística (V CIDS), a se realizar de 11 a 14 de setembro de 2018, na Universidade Federal da Bahia, com o tema “Diversidade Linguística: Pesquisa, Ensino e Interfaces”, homenageando o Professor Doutor Adolfo Esteban Elizaincín Eichenberger, da Universidad de la República, Montevidéu (Uruguai), e a Professora Doutora Maria Marta Pereira Scherre, da Universidade Federal do Espírito Santo e da Universidade de Brasília, já está com o site disponível:
V CIDS.

O V CIDS contará com 5 Conferências, 21 Mesas-Redondas, 20 Minicursos, Comunicações Individuais, Pôsteres, Lançamento de Livros e Revistas e Atividades Artístico-Culturais.

Baixe a Segunda Circular V CIDS  do evento.

Fonte: V CIDS

IPOL Pesquisa

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