Questões indígenas

Sérgio Andrade, Felipe Bragança e a representação indígena no cinema nacional

O cinema brasileiro se voltou aos assuntos indígenas em dois dos principais filmes nacionais lançados em 2017.

Sérgio Andrade e Fábio Baldo trouxeram a relação desta população dentro de um contexto urbano e com a questão LGBT inserida neste cenário com a produção rodada em Manaus, “Antes o Tempo não Acabava”. Já Felipe Bragança foi até a fronteira Brasil-Paraguai juntando não-atores guaranis com a estrela global, Cauã Reymond, na aventura “Não Devore Meu Coração”.

No meio do processo de realização da ficção científica “A Terra Negra dos Kawá”, Sérgio Andrade encontrou Felipe Bragança visitando Manaus para um bate-papo com Diego Bauer, do Cine Set. Continue lendo

Professor Kaingang é primeiro docente indígena da Unicamp

O docente Selvino Kókáj Amaral é o primeiro indígena a dar aulas na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Selvino será um dos responsáveis pelas disciplinas Línguas Indígenas I e Tópicos de Línguas Indígenas, do curso de graduação em Linguística do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da instituição. O indígena dará aulas sobre seu idioma materno, o Kaingang, aprendido na comunidade onde nasceu, Terra Indígena do Guarita, que fica no noroeste do Rio Grande do Sul.

Selvino Kókáj Amaral é formado em magistério pela rede estadual e foi contratado por meio do Programa Professor Especialista Visitante em Graduação, da Pró-Reitoria de Graduação (PGR) da Unicamp. Como docente visitante, Selvino já ministra o curso extracurricular “Língua Kaingang viva: pesquisa e prática em uma língua Jê” e realiza palestras abertas ao público e reuniões de trabalho com docentes e alunos. Outra participação importante do indígena na Unicamp é na finalização de um dicionário escolar do dialeto Kaingang paulista, que já vem sendo elaborado pelo grupo de pesquisa liderado pelo docente Wilmar D’Angelis. Continue lendo

Indígenas conquistam espaço em universidades públicas brasileiras

Estudantes indígenas participam, neste sábado (28), de processo seletivo para ingresso em cursos da Universidade de Brasília (UnB). Ao todo, 716 candidatos tiveram inscrição homologada e concorrem a uma das 72 vagas em 21 cursos de graduação da UnB.

O chamado vestibular indígena é composto por duas fases: na primeira, prova objetiva e redação; na segunda, análise de documentação e entrevista. Ambas serão realizadas nas cidades de Brasília; Águas Belas, em Pernambuco; Baía da Traição, na Paraíba; Cruzeiro do Sul, no Acre; Manaus e Lábrea, no Amazonas; e Macapá.  Os 716 candidatos que tiveram a inscrição homologada concorrem a uma das 72 vagas em 21 cursos de graduação da universidade.

A UnB foi a pioneira na adoção do vestibular indígena, mas há três anos não realizava esse processo seletivo, que é parte do acordo de cooperação técnica entre a Fundação Nacional do Índio (Funai) e a Fundação Universidade de Brasília (FUB). Continue lendo

IX Colóquio Internacional “As Amazônias, as Áfricas e as Áfricas na Pan-Amazônia

As Amazônias e as Áfricas ensejam uma visão panorâmica de mundos marcados por uma grande heterogeneidade étnica, linguística e cultural. O desafio de transitar pelas temáticas que envolvem essas macro-regiões vem sendo assumido em diferentes edições do Colóquio Internacional que ora apresentamos. O evento tem se constituído em um fórum de discussões para inquietações acadêmicas, para o desafio de lidar com os conteúdos de Amazônia e África em sala de aula, mas também para os embates cotidianos sobre a questão do uso e posse da terra nessas regiões, bem como para a luta contra todo tipo de preconceito e pelo reconhecimento da diferença como elemento chave para a construção dos direitos à coisa pública e ao espaço público em condições dignas de cidadania.

Ao longo de quase uma década, o evento tem buscado não apenas o fortalecimento dos grupos de pesquisa existentes e o surgimento de redes interinstitucionais de pesquisas sobre as Áfricas e as Amazônias, mas também a ampliação dos debates e ações sobre a aplicação dos dispositivos constantes das leis 10.639, de 9 de janeiro de 2003 e 11.645, de 10 de março de 2008, que tornam obrigatório o ensino de Arte e História da África, dos afrodescendentes e dos povos indígenas nos diferentes níveis de ensino. Continue lendo

Professora indígena de Rondônia ganha prêmio de educadora do ano

PROFESSORA ELISÂNGELA DELL-ARMELINA SURUÍ É A EDUCADORA DO ANO DE 2017 (FOTO: RENATO PIZZUTTO/FVC))

As crianças da comunidade indígena Paiter, na cidade de Cacoal, a 400 quilômetros de Porto Velho (RO) estavam com dificuldades de aprender a ler e escrever. O povo, que teve o primeiro contato com o homem branco em 1968, mantém preservada boa parte de suas tradições, inclusive a língua, que ainda é a mais falada por lá.

O problema é que não existe muito material didático na linguagem dos Paiter, e os escritos em português eram muito difícil de ser assimilado pelas crianças. A professora Elisângela Dell-Armelina Suruí não viu outra alternativa e decidiu preparar o próprio material didático. Nasceu assim o projeto “MamugKoeIxoTig”.    Continue lendo

I Seminário de Línguas Indígenas do Sul da Mata Atlântica

Nos dias 13 e 14 de novembro acontecerá na UFSC o I Seminário de Línguas Indígenas do Sul da Mata Atlântica: Guarani, Kaigang e Xokleng, evento promovido pelo curso de Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica (UFSC) e pelo Programa de Pós-graduação em Linguística (UFSC). O objetivo do Seminário é promover diálogos/debates/falas a respeito das políticas que envolvem as línguas indígenas nos cursos de Licenciatura Intercultural Indígena bem como na esfera acadêmica de uma forma geral.
Teremos conferências, mesas-redondas e grupos de trabalho com a participação de professores e estudantes indígenas das três etnias.

Venha participar e aprender com todas elas e eles!

Fonte: EventBU

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