Questões indígenas

Cinema é uma arma de luta para os povos tradicionais, diz diretora

O cinema e a narrativa cinematográfica são uma arma de luta para os povos tradicionais, pois são as suas memórias que colocamos nas histórias. A afirmação é da cineasta e ativista Dagmar Talga, que lançou o filme O Voo da Primavera como parte da programação do 20º Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica). O evento aconteceu até dia 10/06 na cidade de Goiás.

“A grande mídia não fala nada sobre esses povos e o cinema é um caminho que, nos últimos tempos, expressa mais a vida desses oprimidos nessa sociedade desigual”, disse. “E temos que entender o papel dessa opressão, não é só pela grande mídia, mas pela economia, política e até pela religião”, complementou.

O Fica é um evento onde todos os povos têm espaço. Durante a última semana, filmes produzidos por representantes de comunidades tradicionais e indígenas foram exibidos na Mostra Cinema dos Povos do Cerrado. Continue lendo

Acordos de conciliação são escritos em línguas indígenas em Roraima

No início de fevereiro, o juiz Aluízio Ferreira Vieira, do TJ/RR, expediu uma portaria que regulamenta a maneira como devem ser redigidos os termos de conciliação no Polo Indígena de Conciliação Maturuca, localizado na comunidade indígena Maturuca.

De acordo com a norma, os termos de conciliação devem ser redigidos na língua materna das partes, residentes da terra indígena Raposa Serra do Sol. O polo, atualmente, conta com 16 conciliadores, dentre os quais estão professores, agentes de saúde e lideranças das comunidades indígenas de diversas etinias, como Macuxi, Taurepang e Ingaricó.

Segundo o juiz Aluízio Ferreira Vieira, que é coordenador do polo, a portaria regulamentou a prática, que antes era feita de maneira informal. “Desta forma, ficam termos claros e o idioma deles é valorizado.” Continue lendo

Pesquisadores da UFU lançam dicionário que explica significados de termos de origem indígena utilizados no Triângulo Mineiro

Ipê, Paranaíba e Uberaba são nomes que constam no estudo que teve início em 1999.

Ipê, Paranaíba e Uberaba são um dos termos indígenas presentes no dia a dia de quem vive no Triângulo Mineiro. Para saber o significado dessas nomenclaturas de origem tupi, pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) lançaram um dicionário com origens, significados e aspectos histórico-culturais desses nomes.

O livro “Toponímia Tupi da região de Uberlândia no Triângulo Mineiro” foi lançado em abril deste ano e traz centenas de nomes de cachoeiras, rios, ruas, bairros e lugares presentes em Uberlândia e cidades do Triângulo Mineiro com origem tupi e seus respectivos significados. Continue lendo

As línguas faladas no Acampamento Terra Livre

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As línguas faladas no Acampamento Terra Livre

Cerca de 3.000 índios acamparam de 23 a 27 de abril, em Brasília, na 15ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL). Realizaram reuniões, rodas de conversas, plenárias e exposições no Memorial dos Povos Indígenas. Peregrinaram pelo Judiciário, Legislativo e Executivo e marcharam pela Esplanada dos Ministérios que tingiram de vermelho para simbolizar o sangue derramado no ininterrupto genocídio. Cantaram, dançaram, rezaram. Clamaram e reclamaram. No encerramento, projetaram a laser no Congresso Nacional, a principal reivindicação: “Demarcação Já” e “Terra Livre”.

por José Ribamar Bessa Freire(*)

No entanto, quem viu os noticiários da TV não tomou conhecimento da maior mobilização anual organizada pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) com apoio de órgãos indigenistas e socioambientais. A mídia, que minimizou ou ignorou olimpicamente o fato, estava concentrada no filho de Kate e William, nascido em Londres com 3,8 kg, às 11h01 como nos informou o deslumbrado correspondente da TV Globo, Pedro Vedova, com a precisão milimétrica do minuto. A expressão de fascínio do outro William, o Bonner, noJornal Nacional, era melosamente patética. Ele aparentava uma surpreendente intimidade com a coroa britânica. Continue lendo

Grupo Sonissini Mavutsini mistura música indígena com o reggae

O Sesc apresenta shows com a temática indígena durante este mês. Na sexta-feira (20), às 20h, quem mostrou o trabalho no teatro da unidade foi o grupo Sonissini Mavutsini. Os interessados devem retirar os ingressos gratuitos com uma hora de antecedência.

A ideia do grupo é misturar música tradicional indígena com o reggae. As composições são todas em Karibe e Tupi (línguas faladas no Xingu).

Tudo surgiu com o índio Lappa, da etnia Yawalapiti e que vive no Parque Nacional Indígena do Xingu. Desde criança, Lappa desenvolveu seu lado musical, tendo domínio do canto, da percussão indígena e da flauta.  Continue lendo

Livro traça o panorama dos indígenas na América Latina

Mapa Universalis Cosmographia (1507), em que aparece pela primeira vez o nome “América” para denominar a região recém-descoberta, em homenagem ao navegador italiano Américo Vespúcio – Mapa: Martin Waldseemüller / Library of Congress / Domínio públicovia Wikimedia Commons

Obra é fruto de debates realizados em 2017 pela Cátedra José Bonifácio do Centro Ibero-Americano da USP

A Editora da USP (Edusp) lançou nesta segunda-feira, dia 16, o livro O Mundo Indígena na América Latina – Olhares e Perspectivas. A publicação reúne análises sobre os povos indígenas da região, escritas por professores, pesquisadores e estudantes de pós-graduação da USP e de outras instituições latino-americanas.

O volume é resultado dos debates organizados pela Cátedra José Bonifácio em 2017, sob coordenação da socióloga, diplomata e política mexicana Beatriz Paredes. Essa é a quinta obra lançada pela cátedra, que é vinculada ao Centro Ibero-Americano (Ciba), órgão ligado à Pró-Reitoria de Pesquisa e ao Instituto de Relações Internacionais (IRI) da USP. Também nesta segunda-feira, dia 16, Beatriz Paredes passou a titularidade da cátedra para a ex-presidente da Costa Rica, Laura Chinchilla (leia mais aqui). Continue lendo

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