Política Linguística

IPOL Convida | Lançamento Documentário “Receitas da Memória”

O Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística – IPOL, convida para o lançamento do Documentário RECEITAS DA MEMÓRIA, realizado na região do Médio Vale do Itajaí, apresentando histórias, memórias e receitas de falantes das línguas de imigração da região. O fio que percorre a narrativa é o da alimentação e das receitas familiares mantidas há anos, ajudando a preservar a história e a memória das comunidades alemãs, italianas e polonesas como importante patrimônio cultural e linguístico do Brasil.
 
O documentário é uma produção do IPOL através do Edital PNPI/IPHAN 2014.
 
18h | abertura
18:30h | exibição
19 :30h | Debate com especialistas: “Para que documentar línguas, memórias e receitas?”

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Gociante Patissa: Em Angola línguas nacionais tem um “status” secundário

Política linguística deve ser revista para dar um estatuto as outras línguas nacionais, reivindica escritor e linguista Gociante Patissa. Para ele, promoveu-se o português e descurou-se das outras, promovendo a exclusão.

Fonte: DW

Fonte: DW

Autor de vários livros, entre poesia, crónicas e contos, preocupa-se também com a valorização das línguas angolanas. E dá especial atenção ao umbundo, sua língua materna. A língua oficial em Angola é o português, adotada como tal a partir da independência, em 1975. Entretanto, a seu ver, desde então as outras línguas foram sendo marginalizadas. A DW África conversou com Gociante Patissa sobre o assunto.

DW África: É linguista e o seu primeiro prémio deveu-se ao seu empenho na divulgação do Umbundo. Alia sempre a sua formação às suas obras?

Gociante Patissa (GP): É inevitável por um lado. Por outro lado, sou um ser insatisfeito em relação à questão da política linguística em Angola. Penso que criamos um monstro chamado língua portuguesa e descuramos do resto. E às vezes compreendo, penso que houve uma necessidade  ao longo dessas décadas de conseguir um equilíbrio enquanto nação, fazendo desse conjunto de nações uma só, já que por detrás da língua há outros fatores. Mas é altura de repensarmos, há pessoas que vão nascer, crescer  e morrer sem lhes fazer falta a língua portuguesa. Então, uso as técnicas científicas para ao meu nível promover a minha língua, o que é difícil porque temos ainda o problema da dualidade de grafias. Não entendo porque uma língua tem de ter duas grafias diferentes, vamos falar da colonização e da igreja, mas as línguas são anteriores a colonização e a igreja. O católico e o protestante falam a mesma coisa, mas quando chega a hora de codificar codificam diferente. Isso depois tem como consequência o desencorajamento da produção em línguas nacionais, como é que vão ler?

DW África: Ainda sobre a política linguística em Angola, no que se refere a promoção das outras línguas nacionais o que gostaria de ver melhorado?

GP: Muita coisa, primeiro é a questão da política do Estado e o Estado tem de assumir isso, mais do que tem feito até agora. Sei que há um estudo de harmonização. Em 2012 fui entrevistado por uma jornalista inglesa e soube através dela que tinha sido encomendado um estudo a um académico africano para a harmonização ortográfica das línguas de matriz Bantu. Até hoje, volvidos 20 anos, não se sabe pelo menos o ponto de situação. Depois é a maneira como se olha [para elas], o status secundário que é atribuído as línguas nacionais. O jornalismo, por exemplo, é feito em língua portuguesa, mas quando se fala em jornalismo em línguas nacionais na verdade não é jornalismo, é tradução a quente do texto em português e as deturpações que disso advém. Portanto, é preciso dar as línguas os estatutos que elas merecem. Tem de se fazer muita coisa, estou a reclamar do Estado porque ele é o decisor e quem superintende ao nível macro as políticas. Mas depois há também há questão do cidadão, por exemplo, na rua, eu falo muito bem o umbundo melhor até que o português, se eu saudar uma varredora de rua [em umbundo] ela vai-me automaticamente responder em português, porque ela interpreta que lhe estou a desqualificar. Naturalmente há algumas províncias que dão algumas expetativas, eu gosto de ir ao Humabo, lá há menos complexos do que há em Benguela e em outras províncias, mas ainda assim não satisfaz. É preciso dar um suporte a isso. Por dia a televisão tem cerca de meia hora de noticiário em umbundo, o que é meia hora? É nada.

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Diversidade Linguística brasileira é apresentada pelo Iphan ao governo francês

A realização de parcerias e de intercâmbios entre o governo brasileiro e francês na área da diversidade linguística é uma das intenções discutidas entre representante do Governo da França e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Fonte: IPHAN

Fonte: IPHAN

A experiência brasileira no campo da diversidade linguística foi tema de encontro solicitado pela embaixada da França no Brasil ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O grupo liderado pelo linguista Loïc Depecker, Delegado Geral da Língua Francesa e outras Línguas da França, foi recebido por diretores e técnicos dos Departamentos de Patrimônio Imaterial (DPI) e de Articulação e Fomento (DAF) do Iphan nesta segunda-feira, 13 de março, para a troca de conhecimento e perspectivas sobre o desenvolvimento de políticas linguísticas em ambos os países.

Um panorama sobre a realidade linguística brasileira, as categorias de línguas existentes no território nacional, e suas especificidades em relação à hegemonia da língua portuguesa foram abordadas pelo Iphan, que ressaltou o trabalho e os desafios do Inventário Nacional da Diversidade Linguística (INDL) – instrumento oficial de identificação, documentação, reconhecimento e valorização das línguas faladas pelos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira. Entre os projetos de inventários linguísticos conduzidos ou financiados pelo Instituto, estão os da Língua Talian, da Língua Guarani-Mbyá e o do povo Asurini do Trocará.

O Iphan destacou ainda a parceria com a Universidade Federal do Pará, que visa à elaboração de uma Plataforma Interativa de Dados sobre a Diversidade Linguística. O projeto em desenvolvimento objetiva, entre outras ações, formatar uma nova edição revista e ampliada do Mapa Etno-Histórico de Curt Nimuendajú, tanto em formato físico quanto digital.

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Lançamento do Documentário Receitas da Memória

IPOL te convida!

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Todos os particpantes receberão convites pelos correios ou pessoalmente.

Mais informações: ipol.comunicacao@gmail.com | (48) 3234-8056 | (48) 9.9161-1524

Ensino na língua materna é um benefício para todos

As línguas expressam quem as pessoas são e estruturam as suas identidades e pensamentos, declarou na terça-feira a chefe da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

Fotografia: Vigas da Purificação|Edições Novembro

Fotografia: Vigas da Purificação|Edições Novembro

Numa mensagem, por ocasião do Dia Internacional da Língua Materna, assinalado na terça-feira, Irina Bokova defendeu que a “educação e a informação na língua materna são essenciais para melhorar a aprendizagem e desenvolver a confiança e a auto-estima”.

Para Irina Bokova, estes são alguns dos “motores” mais poderosos para o desenvolvimento.
O pesquisador brasileiro Diogo Almeida, que estuda neurociência da linguagem, disse à Rádio ONU, a partir dos Emirados Árabes Unidos, onde é professor, que todo o ser humano, que é exposto dentro de uma comunidade linguística, vai aprender a língua da comunidade, sendo uma constante na experiência humana.
Esse processo de aprendizagem, de acordo com os últimos estudos sobre a linguagem, citados por Diogo Almeida, “é diferente da aprendizagem de outras habilidades que nós temos, outras faculdades cognitivas, como, por exemplo, aprender matemática na escola”. No seu entender, a aprendizagem da linguagem é bastante particular. Diogo Almeida afirmou que o multilinguismo é anterior ao processo de globalização e mencionou as diferenças entre a aprendizagem da língua materna e de outras numa época diferente da vida.
“Uma coisa que sabemos do desenvolvimento linguístico é que aprender a primeira língua é diferente do que aprender uma segunda língua mais tarde na vida”, acentuou o professor universitário.
A comemoração este ano do Dia Internacional da Língua Materna é dedicada à educação em várias línguas.  Segundo a Unesco, também é uma oportunidade para a mobilização em prol dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, especialmente o objectivo que defende a educação de qualidade para todos.

Fonte: Jornal de Angola

IV ENCUENTRO DE LENGUAS INDÍGENAS AMERICANAS (IV ELIA)

2017_03_09
Entre el 20 y el 22 de septiembre, en Santa Rosa de La Pampa (Argentina) se realizará el IV Encuentro de Lenguas Indígenas Americanas ELIA. Adjunto la 2da. circular invitándoles a acompañarnos en este nuevo ELIA. Como en el anterior Encuentro, Bariloche 2013, además de las Comisiones estamos organizando un Simposio sobre “Lenguas indígenas y educación”. Lxs interesadxs en participar en las Comisiones de Ponencias y los Simposios deberán completar la Ficha de inscripción, en la cual se incluye el Resumen de su trabajo, hasta el 30 de abril de 2017.
El correo para mayor información y consultas es: elia4.santarosa@gmail.com
Baixe a Segunda Circular aqui.

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