Outras fonias

Filme ‘Larfiagem’, sobre língua criada em SC, será exibido no FAM, em Florianópolis

Sessão gratuita será no dia 20, na UFSC. Curta é dirigido por catarinense e resgata história de idioma inventado por meninos de Herval d’Oeste.

Larfiagem foi criada nos anos 1950 em Herval d’Oeste (Foto: Divulgação)

O curta “Larfiagem”, que conta a história da língua criada por meninos da cidade catarinense de Herval d’Oeste nos anos 1950, será exibido em Florianópolis na próxima terça-feira (20), dentro da programação do 21º Florianópolis Audiovisual Mercosul (FAM).

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Linguistas lutam para reviver o cristang, dialeto português de mais de 500 anos

Grupo promove cursos e festival para reacender, em Cingapura e na Malásia, o interesse por língua que surgiu da mistura entre português, malaio e chinês; segundo pesquisadores, há apenas algumas poucas centenas de pessoas fluentes.

Wong é cofundador do Kodrah Kristang, um projeto que quer reviver a língua (Foto: Kodrah Kristang )

Wong é cofundador do Kodrah Kristang, um projeto que quer reviver a língua (Foto: Kodrah Kristang )

 dois anos atrás, o universitário Kevin Martens Wong, de Cingapura, mal tinha ouvido falar em uma língua falada por ancestrais seus.

O jovem linguista pesquisava línguas em extinção quando se deparou com um livro em cristang, também conhecida como papiá cristang ou português malaká. Ao aprofundar-se no assunto, percebeu que ela era falada por seus avós maternos.

Ele tinha ouvido um pouco de cristang na infância. Mas seus avós não eram fluentes, e sua mãe não falava a língua.

“Eu aprendi mandarim e inglês na escola – e meus pais falam inglês comigo. Então nunca reconheci este lado da minha herança”, disse Wong, que é metade chinês e metade português eurasiano – nome dado em Cingapura e na Malásia aos descendentes dos portugueses que chegaram no século 16 ao então sultanato de Malaca e se misturaram à população local.

Malaca, hoje um Estado da Malásia, tornou-se base estratégica para o comércio dos navegadores portugueses, que também ocuparam enclaves no Japão e na China.

O contato de Portugal com a região terminou na metade do século 17, quando os portugueses foram derrotados pelos holandeses, que tomaram Malaca. No século 18, o controle passou para os britânicos até que, em 1957, a Malásia declarou sua independência.

Cristang – o nome é uma referência a “cristão” – é uma língua crioula, ou seja, surge da mistura de várias outras. No caso, deriva do português, do malaio e tem elementos do chinês, como o mandarim e hokkien (um dialeto asiático).

No século 19, era falada por pelo menos 2 mil pessoas, afirma Wong. Hoje, calcula-se que apenas cerca de 50 em Cingapura e outras poucas centenas espalhadas pela Malásia sejam fluentes.

A principal razão apontada para o declínio é que a comunidade se tornou menos relevante economicamente.

Quando Malásia e Cingapura ainda eram colônias britânicas, muitos portugueses eurasianos encontraram trabalho no serviço público. Com isso, o inglês se tornou mais importante, e muitos começaram a desencorajar seus filhos a falar cristang.

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International Mother Language | Day 21 February

“On the occasion of this Day, I launch an appeal for the potential of multilingual education to be acknowledged everywhere, in education and administrative systems, in cultural expressions and the media, cyberspace and trade.” — UNESCO Director-General Irina Bokova

Students in a classroom at the Jabalia refugee camp in norhern Gaza Trip. UN Photo/Eskinder Debebe

Students in a classroom at the Jabalia refugee camp in norhern Gaza Trip. UN Photo/Eskinder Debebe

2017 Theme: Towards Sustainable Futures through Multilingual Education

To foster sustainable development, learners must have access to education in their mother tongue and in other languages. It is through the mastery of the first language or mother tongue that the basic skills of reading, writing and numeracy are acquired. Local languages, especially minority and indigenous, transmit cultures, values and traditional knowledge, thus playing an important role in promoting sustainable futures.

International Mother Language Day was proclaimed by the General Conference of the United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization (UNESCO) in November 1999 (30C/62).

On 16 May 2007 the United Nations General Assembly in its resolution A/RES/61/266 called upon Member States “to promote the preservation and protection of all languages used by peoples of the world”. By the same resolution, the General Assembly proclaimed 2008 as the International Year of Languages, to promote unity in diversity and international understanding, through multilingualism and multiculturalism.

International Mother Language Day has been observed every year since February 2000 to promote linguistic and cultural diversity and multilingualism. The date represents the day in 1952 when students demonstrating for recognition of their language, Bangla, as one of the two national languages of the then Pakistan, were shot and killed by police in Dhaka, the capital of what is now Bangladesh.

Languages are the most powerful instruments of preserving and developing our tangible and intangible heritage. All moves to promote the dissemination of mother tongues will serve not only to encourage linguistic diversity and multilingual education but also to develop fuller awareness of linguistic and cultural traditions throughout the world and to inspire solidarity based on understanding, tolerance and dialogue.

Fonte: United Nations

As 9 Línguas mais faladas em Angola

Fonte: PLUMANGOLA

Fonte: PLUMANGOLA

Angola a língua oficial é o português.

Mas algumas regiões têm o estatuto de línguas nacionais, sendo as mais faladas:

Kikongo, Kimbundo, Tchokwe, Umbundo, Mbunda, Kwanyama, Nhaneca, Fiote, Nganguela etc.

 

 

 

Fonte: PLUMANGOLA

Compreender o patuá para contrariar o seu declínio

Fonte: IFT

Fonte: IFT

O especialista em crioulos de base portuguesa Alan Baxter regressou a Macau no ano passado para liderar a Faculdade de Humanidades da Universidade de São José. O interesse assumido por dialectos levou-o a concretizar um dos objectivos a que se propôs quando assumiu funções na USJ: criar um curso de patuá direccionado para todos aqueles que se interessem pelos seus fundamentos linguísticos.

Regressado recentemente a Macau para dirigir a Faculdade de Humanidades da Universidade de São José (USJ), Alan Baxter é um especialista em crioulos de base portuguesa que encontra em Macau “mais liberdade” para se entregar à pesquisa, transversal a toda a sua carreira dedicada ao estudo científico da Linguagem.

A proximidade que a cidade lhe oferece a uma mão cheia de línguas que se vão “encolhendo” pela Ásia fora fomenta a vontade de permanecer no território e de privar de perto com um dos crioulos que mais o cativa. Baxter entrega-se, por estes dias, ao patuá com o propósito de“criar mais consciência e também informar melhor a comunidade” sobre o crioulo local: “Não estou ensinando o patuá, o que estou fazendo é simplesmente mostrando o que o patuá abrange e engloba em termos linguísticos e sócio-históricos”, explicou ao PONTO FINAL. O académico propõe um curso de introdução ao maquista que será ministrado na USJ, no final deste mês e no início do próximo.

A formação começa com textos tradicionais e lengalengas do século XIX, explora as cartas da colectânea editada por Danilo Barreiros na década de 1940 e os pasquins de cariz sócio-político e cultural enviados ao jornais locais a partir de meados do século XIX. Também analisa os textos de teatro da virada do século XIX para o século XX até, gradualmente – e passando pelos contos de José dos Santos Ferreira – chegar à época contemporânea. Alan Baxter desenhou um curso sobre os fundamentos do crioulo de Macau, “aberto a todo o mundo”, garante: “Vamos fazer apreciação das estruturas sintácticas centrais, comentar o léxico, as diversas fontes de léxico que provêm de variedades do português de séculos passados, também palavras que são de origem, digamos, indiana, malaia, chinesa, e faremos uma apreciação da gramática nuclear”, explicou o linguista.

O núcleo da formação gira em torno de material escrito, contudo vai haver tempo para “tratar a pronúncia”, os áudios cedidos a Baxter por Graciete Nogueira Batalha no início da década de 1990 e os vídeos de falantes de patuá que residem na América do Norte.

Aparentadao ao “kristang” de Malaca, agregando o português e o chinês, mas também outras línguas da região, o patuá foi noutros tempos a língua corrente da comunidade macaense, mas o reforço da escolaridade e a evolução sócio-política do território fez com que o crioulo caísse em desuso.

O director da Faculdade de Humanidades da Universidade de São José assume que “gostaria de ver algumas disciplinas em torno da preservação e conservação de línguas minoritárias ameaçadas”: “Acho que, em Macau, onde o patuá é parte da tradição sócio-histórica, deveria haver algum interesse nas escolas. Há literatura em patuá, há lengalenga, há poesia. Essas coisas poderiam estar presentes. Não estou dizendo que ofereçam uma disciplina de patuá a nível de escola, mas acho que é uma pena que não haja mais interesse nesse sentido”, defendeu Alan Baxter. O académico considera que “esta parte da Ásia e o sudeste asiático oferecem muitos contextos interessantes para esse tipo de trabalho essencial, porque há muitas línguas que estão se encolhendo, estão perdendo falantes”.

Uma das vontades do docente australiano passa por oferecer, todos os semestres, um curso em torno do patuá: “Há muita coisa que se pode fazer, o curso não tem de ser exactamente como eu descrevi, essa é uma primeira versão, digamos. Depois a gente irá ajustando conforme a resposta da comunidade e os interesses”, apontou Braxter.

Miguel de Senna Fernandes, o advogado impulsionador da preservação do crioulo através das artes de palco e do grupo Dóci Papiaçám, vê com agrado o projecto do linguista com quem já desenvolveu projectos no âmbito da promoção do patuá: “Parto do princípio que é uma coisa boa. Eu, pelo menos, há mais de 20 anos que ando a lutar por isto e é claro que eu olho sempre para estas iniciativas com muito agrado. (…) Ainda bem que ele [Alan Baxter] abraça este novo projecto deste teor e desejo os maiores sucessos”. J.F.

Fonte: Ponto Final

Amazonas terá primeira escola pública bilíngue com idioma japonês, a ser inaugurada no início do ano letivo na rede estadual de ensino

Foto: Valdo Leão/Secom

Foto: Valdo Leão/Secom

Experiência pioneira em ensino bilíngue do japonês em colégios públicos brasileiros, a Escola Estadual de Tempo Integral Djalma da Cunha Batista, na zona leste de Manaus, será inaugurada marcando a abertura do ano letivo da rede estadual de educação em 2016. O anúncio foi feito pelo governador José Melo em janeiro, durante visita à obra da escola antes da entrega para a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) pela construtora. A volta às aulas dos mais de 515 mil estudantes do Amazonas ocorrerá no dia 15 de fevereiro em todo o Estado.

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