Literatura

Audiolivro é tema de debate durante a FLIP

Eduardo Albano, diretor de conteúdo do Ubook, participa de evento na Casa PublishNews e Café Literário na Casa Santa Rita de Cassia em Paraty. Plataforma também fará ação em parceria com a Saraiva durante o evento

Apesar de já existirem há certo tempo no mercado, os audiolivros, eBooks e impressão por demanda ainda despertam curiosidades tanto no mercado editorial quanto nos amantes dos livros. E é justamente para debater este tema que Eduardo Albano, diretor de conteúdo do Ubook, participa de dois debates no dia 28 julho na Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), que neste ano está na sua 15ª Edição e ocorrerá de 26 a 30 de julho.

Com o tema Tendência de audiolivros e e-books, o executivo apresentauma discussão atual sobre como a evolução digital vem agregando valor à leitura e conhecimento, o acesso ao conteúdo e como e-books e audiolivros têm conquistado seu espaço na vida dos leitores. O evento faz parte da programação Café Literário, promovido pela Saraiva, na Casa Santa Rita de Cássia, e contará também André Palme, Head of Brand do #coisadelivreiro, e mediação da escritora e jornalista Simone Magno.

No mesmo dia, o executivo participa de debate na Casa Publishnews, que irá promover a mesa “As velhas novas tendências: POD, e-books & afins”. O encontro será mediado por Bruno Mendes, do #coisadelivreiro. Os outros participantes da mesa de debate são: Carlos Henrique de Carvalho (BookPartners / OndBooks) e Raphael Secchin (Bibliomundi).

Eduardo Albano, diretor de conteúdo do Ubook, maior plataforma de audiolivros por streaming da América Latina, será o responsável por apresentar os números e tendências do setor de obras na versão em áudio. “O objetivo deste encontro é tentar responder se essas tendências são parte do passado ou do futuro e quais as oportunidades que elas trazem para editores e livreiros. Sobre o segmento de audiolivros, podemos adiantar que os números do setor têm se mostrado cada vez mais robustos e o brasileiro também têm aumentado a procura por este tipo de produto”, comenta o diretor de conteúdo do Ubook.

Albano, que é empreendedor, co-fundador do Ubook, e tem mais de 10 anos de experiência no mercado de tecnologia, acredita que um dos motivos para este avanço do setor é que o audiolivro tem inúmeras funcionalidades, dentre elas a otimização do tempo, afinal muitas pessoas desejam ler mais, estudar mais, e até mesmo aprender outros idiomas. “Com os dias cada vez ‘menores’ e mais restritos, as pessoas têm procurado algo que otimize e facilite o aprendizado. É aí que entra o audiolivro, prontinho para fazer parte da rotina diária das pessoas”, indica.

Com o audiobook todos aprendem e absorvem as ideias de uma determinada obra, apenas utilizando um fone de ouvido. E este mercado anda crescendo de forma considerável. Levantamento da Audio Publisher Association (APA), organização de comércio da indústria do audiobook nos Estados Unidos, divulgado em junho deste ano informa que as vendas de unidades de audiolivro cresceram 33,9% em 2016, frente ao ano anterior. Os dados mostram ainda que a procura por este produto continua expandindo: só nos Estados Unidos, mais de 67 milhões de americanos escutam audiolivros a cada ano. “O cotidiano tumultuado dos cidadãos dos grandes centros urbanos ajudou bastante nessa expansão. E o brasileiro não foge à regra, por isso temos a cada dia mais pessoas procurando por audiolivro”, avalia Albano.

Criado em 2014, o Ubook já é o maior aplicativo de audiolivros por streaming da América Latina, e conta com mais de 2 milhões de usuários cadastrados. São mais de 10 mil títulos disponíveis no catálogo, entre livros, revistas, podcasts, cursos e palestras.

Mais audiolivros na FLIP:

Para promover a parceria com o Ubook, a Saraiva estará com a iniciativa “Está indo embora da FLIP? O festival acabou, mas a literatura continua. Volte ouvindo um audiolivro da Saraiva”. Quem passar pelos postos de gasolina posicionados ao longo do trajeto de saída da cidade receberá um voucher com um mês grátis de assinatura no serviço de subscrição de audiolivros na plataforma.

Fonte: Segs

 

III Simpósio Internacional da Cátedra UNESCO para leitura e escrita

O  III Simpósio Internacional da Cátedra UNESCO para leitura e escrita acontece de 4 a 6 de outubro de 2017 na Universidad del Bío-Bío, no Chile. O evento marca a inauguração da Cátedra Unesco nessa instituição e tem como temas principais a alfabetização, compreensão leitora e ensino. Os investigadores interessados em submeter resumos têm até 23 de junho. 

Objetivos do Simpósio

  • Gerar um espaço de reflexão e discussão sobre as mudanças, tensões e desafios no ensino e na pesquisa sobre leitura e escrita em L1 e L2.
  • Discutir resultados de investigação sobre os processos de compreensão e produção da fala, a partir de uma perspectiva interdisciplinar.
  • Debater o  ensino da leitura e da escrita na nova escola e contextos profissionais em L1 e L2, acadêmicos.
  •  Aprofundar relações acadêmicas entre pesquisadores da Cátedra UNESCO de Alfabetização, tanto nacional como internacionalmente.

Áreas temáticas

  •     Alfabetização e escrita acadêmica em graduação e pós-graduação
  •     Compreensão e produção de texto multimodal
  •     Leitura e Escrita nas disciplinas e profissões
  •     Estratégias de leitura e escrita
  •     Ler e escrever literatura
  •     Interação em sala de aula
  •     Centros de leitura e escrita
  •     Gêneros do discurso
  •     Modos de organização do discurso
  •     Ensino e avaliação em leitura e escrita em L1 e L2
  •     Ensino e aprendizagem de leitura e escrita em Inglês
  •     O desafio de articulação entre o ensino secundário e superior

Mais informações através do e-mail tercersimposio@ubiobio.cl e na página do III Simpósio Internacional da Cátedra UNESCO para leitura e escrita.

Fonte: Plataforma 9

Nanjing candidata-se a “cidade da literatura” da UNESCO

Fonte: Portuguese

Fonte: Portuguese

Nanjing, a capital da província chinesa de Jiangsu, espera poder vir a ser designada “cidade da literatura” pela UNESCO, de acordo com Long Xiang, vice-secretário do município da cidade chinesa.

Se for selecionada, Nanjing poderá tornar-se na primeira cidade chinesa a receber a designação, passando a ser parte da Rede de Cidades Criativas da UNESCO. Edimburgo foi a primeira cidade a ser escolhida.

Nanjing é um dos maiores focos de herança histórica e literária da China, contendo um local designado como herança cultural e 4 itens de herança cultural intangível, constatou Long durante o Fórum Internacional de Diversidade Literária e Desenvolvimento Sustentável, realizado na Universidade de Nanjing a 15 de maio.

Com uma história de 2500 anos, 450 dos quais enquanto capital da China, Nanjing é reconhecida enquanto cidade da poesia, do budismo e um centro literário da China, segundo relata o Yangtze Evening Post. Long disse ao jornal que Nanjing conta agora com 15 bibliotecas públicas, 100 centros culturais e 300 livrarias.

Enquanto centro de produção literária, Nanjing tem atraído vários poetas e escritores ao longo dos anos. A lista de poetas proeminentes da cidade inclui nomes como Li Bai (um dos expoentes máximos da poesia chinesa), Cao Xueqin, autor do romance clássico “Sonho do Pavilhão Vermelho”, e mesmo autores contemporâneos como Lu Xun e Ba Jin.

A Rede de Cidades Criativas da UNESCO foi lançada em 2004 para atribuir reconhecimento a cidades que se destaquem em um dos sete ramos criativos: arte popular, design, cinema, gastronomia, literatura, música e artes “media”. Até à data, a UNESCO designou 20 cidades no campo da literatura, incluindo Cracóvia, Edimburgo, Heidelberg, Cidade de Iowa, entre outras.

Fonte: Portuguese

Gociante Patissa: Em Angola línguas nacionais tem um “status” secundário

Política linguística deve ser revista para dar um estatuto as outras línguas nacionais, reivindica escritor e linguista Gociante Patissa. Para ele, promoveu-se o português e descurou-se das outras, promovendo a exclusão.

Fonte: DW

Fonte: DW

Autor de vários livros, entre poesia, crónicas e contos, preocupa-se também com a valorização das línguas angolanas. E dá especial atenção ao umbundo, sua língua materna. A língua oficial em Angola é o português, adotada como tal a partir da independência, em 1975. Entretanto, a seu ver, desde então as outras línguas foram sendo marginalizadas. A DW África conversou com Gociante Patissa sobre o assunto.

DW África: É linguista e o seu primeiro prémio deveu-se ao seu empenho na divulgação do Umbundo. Alia sempre a sua formação às suas obras?

Gociante Patissa (GP): É inevitável por um lado. Por outro lado, sou um ser insatisfeito em relação à questão da política linguística em Angola. Penso que criamos um monstro chamado língua portuguesa e descuramos do resto. E às vezes compreendo, penso que houve uma necessidade  ao longo dessas décadas de conseguir um equilíbrio enquanto nação, fazendo desse conjunto de nações uma só, já que por detrás da língua há outros fatores. Mas é altura de repensarmos, há pessoas que vão nascer, crescer  e morrer sem lhes fazer falta a língua portuguesa. Então, uso as técnicas científicas para ao meu nível promover a minha língua, o que é difícil porque temos ainda o problema da dualidade de grafias. Não entendo porque uma língua tem de ter duas grafias diferentes, vamos falar da colonização e da igreja, mas as línguas são anteriores a colonização e a igreja. O católico e o protestante falam a mesma coisa, mas quando chega a hora de codificar codificam diferente. Isso depois tem como consequência o desencorajamento da produção em línguas nacionais, como é que vão ler?

DW África: Ainda sobre a política linguística em Angola, no que se refere a promoção das outras línguas nacionais o que gostaria de ver melhorado?

GP: Muita coisa, primeiro é a questão da política do Estado e o Estado tem de assumir isso, mais do que tem feito até agora. Sei que há um estudo de harmonização. Em 2012 fui entrevistado por uma jornalista inglesa e soube através dela que tinha sido encomendado um estudo a um académico africano para a harmonização ortográfica das línguas de matriz Bantu. Até hoje, volvidos 20 anos, não se sabe pelo menos o ponto de situação. Depois é a maneira como se olha [para elas], o status secundário que é atribuído as línguas nacionais. O jornalismo, por exemplo, é feito em língua portuguesa, mas quando se fala em jornalismo em línguas nacionais na verdade não é jornalismo, é tradução a quente do texto em português e as deturpações que disso advém. Portanto, é preciso dar as línguas os estatutos que elas merecem. Tem de se fazer muita coisa, estou a reclamar do Estado porque ele é o decisor e quem superintende ao nível macro as políticas. Mas depois há também há questão do cidadão, por exemplo, na rua, eu falo muito bem o umbundo melhor até que o português, se eu saudar uma varredora de rua [em umbundo] ela vai-me automaticamente responder em português, porque ela interpreta que lhe estou a desqualificar. Naturalmente há algumas províncias que dão algumas expetativas, eu gosto de ir ao Humabo, lá há menos complexos do que há em Benguela e em outras províncias, mas ainda assim não satisfaz. É preciso dar um suporte a isso. Por dia a televisão tem cerca de meia hora de noticiário em umbundo, o que é meia hora? É nada.

Continue lendo

“Rabhia”, o premiado livro de Lucílio Manjate

Fotografia: KUPHALUXA|MOVIMENTO LITERÁRIO MOÇAMBICANO

Fotografia: KUPHALUXA|MOVIMENTO LITERÁRIO MOÇAMBICANO

“Rabhia” descreve uma história de amor e de morte. “Uma história de guerra e de heróis, uma história de conspirações e do crime organizado, de tradições que chocam com a modernidade, de confronto de gerações.” Com esse livro, Manjate venceu a primeira edição do Prémio Literário Eduardo Costley-White, da Fundação Luso-americana para o Desenvolvimento (FLAD).

 

 

Confira a reportagem na íntegra: 

Moçambicano vence Eduardo Costley-White

(Per)cursos (inter)disciplinares em letras – Linguística e Literatura

conceitual

De 21 a 25 de agosto de 2017 acontecem quatro eventos coordenados, no Rio Grande do Sul, que se unem em torno de uma temática comum: discutir os “(Per)cursos (inter)disciplinares em Letras” face aos paradoxos da atualidade. Organizados pela Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), por meio do Programa de Pós-Graduação em Letras – Mestrado e Doutorado, dos Cursos de Letras e de Comunicação Social, e o Grupo de Trabalho Linguística e Cognição, da Associação Nacional de Pós-Graduação em Letras e Linguística (ANPOLL) são eles:

  • VIII Conferência linguística e cognição
  • VIII Colóquio nacional leitura e cognição
  • II Simpósio internacional de leitura, literatura e mídia
  • XVIII Semana acadêmica de letras

O objetivo geral dos eventos é contribuir para a reflexão conjunta e a articulação entre pesquisadores da área de Letras – Linguística e Literatura – e de suas interfaces, buscando mapear percursos traçados nas últimas décadas, assim como projetar novos caminhos para que a área continue contribuindo para o desenvolvimento educacional, científico e artístico.  Os investigadores interessados em submeter trabalhos têm até 31 de maio. Continue lendo

Receba o Boletim

Facebook

Visite nossos blogs

Clique na imagem

Clique na imagem

Clique na imagem

Visitantes

Arquivo