INDL

Inventário do Hunsrückisch (hunriqueano) como Língua Brasileira de Imigração (IHLBrI) vai a campo

No último sábado, 20 de Maio, a equipe técnica do IPOL, responsável pela execução do Inventário do Hunsrückisch (hunriqueano) como Língua Brasileira de Imigração (IHLBrI) foi a campo.

Fonte: acervo próprio

Fonte: acervo próprio

O município de Antonio Carlos, Estado de Santa Catarina, faz parte da área de abrangência de Inventário. Assim, foi realizado o primeiro encontro com moradores locais interessados em fazer parte do projeto. Em especial, nessa primeira vez, todos participaram da testagem dos instrumentos de coleta, bem como foi feita a reunião de apresentação de intenções e expectativas.

Ao longo, das atividades, divulgaremos os resultados alcançados.

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Abertura do Seminário Inventário LIBRAS

Iniciou hoje, 08 de Maio de 2017, o Seminário LIBRAS

Mesa de abertura do Seminário do Inventário LIBRAS

Mesa de abertura do Seminário do Inventário LIBRAS

Na manhã dessa segunda-feira, teve início o Seminário do Inventário Nacional da LIBRAS.

A mesa de abertura contou com representantes das três instituições responsáveis pela realização do Inventário: Regina Helena Meirelles Santiago, Chefe da Divisão Técnica da Superintendência do IPHAN em Santa Catarina, Rosângela Morello, Coordenadora Geral do IPOL e Marianne Stumpf, Chefe do Departamento de Libras da UFSC. As convidadas apresentaram ao público a importância desse evento no cenário nacional de promoção das línguas pelo INDL, considerando o papel das instituições por elas representadas .

Após a abertura, foi composta a mesa-redonda: INVENTÁRIO NACIONAL DA DIVERSIDADE LINGUÍSTICA, com Regina Helena (IPHAN), Ana Paula Seiffert e Cintia Vilanova, Coordenadora Executiva e Gestora Executiva do IPOL, respectivamente, em especial no Inventário LIBRAS, e Ronice Quadros, Coordenadora da Produção e Pesquisa em LIBRAS/UFSC.  Foram tematizados aspectos históricos e metodológicos da política do INDL, além dos desafios implicados no processo de execução do Inventário da LIBRAS.

Para a participação do seminário foram convidados 27 surdos de referência que atuam diretamente na promoção da LIBRAS nas cinco diferentes regiões do país. Além deles, nesse primeiro dia, puderam participar professores, estudantes e interessados no tema. Assim, o auditório Henrique Fontes, do CCE/UFSC esteve completamente cheio durante todo o dia.

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Escola do Futuro é vanguardista na inclusão digital

Além de projetos de intervenção na comunidade, Escola da USP realiza pesquisas no Observatório da Cultura Digital

O Programa Acessa São Paulo, uma das mais importantes ações de inclusão digital do mundo, conta com a parceria da Escola do Futuro da USP – Foto: Divulgação / Acessa SP

O Programa Acessa São Paulo, uma das mais importantes ações de inclusão digital do mundo, conta com a parceria da Escola do Futuro da USP – Foto: Divulgação / Acessa SP

Em tese de doutorado da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, a Escola do Futuro, da USP, tem sua trajetória revisitada pela pesquisadora Fabiana Grieco. Em seu trabalho, ela analisa os principais projetos vinculados à Escola sob a ótica das Literacias de Mídia e Informação (MIL, na sigla em inglês), conceito relacionado à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Prédio onde fica localizado o Nace Escola do Futuro – Foto: Divulgação

Prédio onde fica localizado o Nace Escola do Futuro – Foto: Divulgação

Uma das principais conclusões alcançadas pela pesquisadora é a característica de vanguarda da Escola do Futuro, que desde a sua fundação, em 1989, desenvolve projetos pioneiros, como o Biblivirt, biblioteca de conteúdo aberto financiada pelo Sistema Fiesp e pela Fundação Roberto Marinho, o Acessa Escola e o AcessaSP, ambos voltados para a inclusão digital e financiados pelo governo do Estado de São Paulo.

Criada por iniciativa do professor Fredric Michael Litto, a Escola, hoje vinculada à Pró-Reitoria de Cultura e Extensão — ela se enquadra como um Nace, Núcleo de Apoio às Atividades de Cultura e Extensão —, era inicialmente um laboratório relacionado ao Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da Escola de Comunicações e Artes.

MIL

Em seu trabalho, Fabiana analisa “os principais projetos [da Escola] sob a ótica das Literacias de Mídia e Informação”, a tradução para Media and Information Literacy. Em definição inserida na tese de doutorado, literacias são as “habilidades e competências requeridas no uso da mídia e informação”.

Segundo Fabiana, a Unesco já vem há algumas décadas trabalhando com o conceito de MIL. “Não é a utilização da tecnologia pela tecnologia. É o modo como eu me aproprio dela, pensando em promover a cidadania e o empoderamento, sobretudo de jovens e adultos que tenham condição não só de receber o produto midiático, mas de questioná-lo. E a Internet possibilitou que as pessoas não apenas recebessem, mas participassem da rede”, explica.

Pesquisa acadêmica

Com o trabalho recentemente apresentado — a defesa ocorreu na ECA, no dia 7 de abril —, Fabiana iniciou o doutorado na ECA em 2013, após um ano como aluna ouvinte. Ao cursar a disciplina da professora Brasilina Passarelli, atual coordenadora científica da Escola do Futuro, entrou em contato com o núcleo e resolveu mergulhar no projeto. Em sua tese, a pesquisadora remonta a trajetória da Escola com base em vasto levantamento, com mais de 600 documentos e 14 entrevistas com membros, além de consultas ao acervo histórico da Escola e ao material pessoal dos fundadores.

Em seu trabalho, Fabiana Grieco promoveu a ótica das Literacias de Mídia e Informação – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Em seu trabalho, Fabiana Grieco promoveu a ótica das Literacias de Mídia e Informação – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Vivendo a realidade do grupo desde o segundo semestre de 2013, quando ingressou como pesquisadora associada, Fabiana explica que a Escola se divide em dois braços. “A primeira é a pesquisa-ação, que são projetos de intervenção na comunidade, muito focados em levar tecnologia para as escolas públicas e privadas, sobretudo do Estado de São Paulo. A segunda é a pesquisa empírica [a partir da vivência com o tema]. Em 2007 foi criado o Observatório da Cultura Digital, um núcleo dentro da Escola do Futuro, para abarcar as pesquisas empíricas pensando em publicações acadêmicas indexadas”, diz.

Para explicar o primeiro braço do núcleo, a pesquisadora fez um mapeamento dos projetos de pesquisa-ação, dividindo-os em dois períodos: de 1989 a 2007 (com a coordenação do professor Fredric Litto) e de 2007 aos dias atuais (com a coordenação da professora Brasilina Passarelli). “O núcleo desenvolveu projetos pioneiros. A noção que a gente tem de tecnologia hoje é totalmente diferente. Era um período que não tinha Internet, mas [a Escola] já pensava em rede. A Escola do Futuro, ao invés de pensar na inteligência formal, acadêmica, estava estudando autores como Howard Gardner [psicólogo cognitivo e educacional americano], que falava em múltiplas inteligências”, aponta.

Um dos maiores projetos vinculados ao núcleo é o AcessaSP, financiado pelo governo de São Paulo e criado em 2000. O programa tem como objetivo aumentar a inclusão digital no Estado, por meio do “acesso às novas tecnologias da informação e comunicação (TICs), em especial à Internet”, com a abertura e manutenção de espaços públicos com computadores e acesso gratuito à Internet. Contando com a monitoria da Escola do Futuro nesses infocentros, o projeto foi premiado em 2013 com um milhão de dólares pela Fundação Bill & Melinda Gates, um dos mais importantes prêmios relacionados à inclusão.

Fonte: Jornal da USP

IPOL Convida | Lançamento Documentário “Receitas da Memória”

O Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística – IPOL, convida para o lançamento do Documentário RECEITAS DA MEMÓRIA, realizado na região do Médio Vale do Itajaí, apresentando histórias, memórias e receitas de falantes das línguas de imigração da região. O fio que percorre a narrativa é o da alimentação e das receitas familiares mantidas há anos, ajudando a preservar a história e a memória das comunidades alemãs, italianas e polonesas como importante patrimônio cultural e linguístico do Brasil.
 
O documentário é uma produção do IPOL através do Edital PNPI/IPHAN 2014.
 
18h | abertura
18:30h | exibição
19 :30h | Debate com especialistas: “Para que documentar línguas, memórias e receitas?”

Dúvidas, fale conosco:

ipol.comunicacao@gmail.com

ipol.secretaria@gmail.com

Facebook: IPOL

Iphan lança Guia de Pesquisa e Documentação da Diversidade Linguística Brasileira

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Estudiosos, profissionais e comunidades linguísticas podem contar agora com o Guia de Pesquisa e Documentação do Inventário Nacional da Diversidade Linguística (INDL), publicação que integra as ações comemorativas dos 80 anos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A edição está estruturada em dois volumes.  O primeiro, denominado Patrimônio Cultural e Diversidade Linguística, de caráter teórico e conceitual, é composto de seis capítulos, e traz uma apresentação geral da Política da Diversidade Linguística; o processo de inclusão de línguas no INDL, além das diferentes dimensões que constituem um inventário linguístico, seus conceitos estruturantes, orientações para organização dos arquivos audiovisuais, incluindo ainda abordagens utilizadas para documentação linguística, como técnicas de pesquisa e de tratamento de dados. Continue lendo

Equipe do Projeto Inventário do Hunsrückisch como língua brasileira de imigração realiza reunião

ipol2Na sexta-feira, dia 06 de maio de 2016, a equipe do Inventário do Hunsrückisch como língua brasileira de imigração se reuniu para discutir a elaboração dos instrumentos de pesquisa a serem utilizado no projeto.

Estavam presentes a equipe do IPOL: Rosângela Morello (coordenadora-geral), Cíntia Vilanova, Tamissa Godoi, Mariela Felisbino da Silveira, Alberto Gonçalves e Gilvan Müller de Oliveira. Também participaram por Skype Ana Paula Seiffert (também do IPOL) e a equipe de pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), instituição parceira do projeto: Cleo Vilson Altenhofen, Jussara Maria Habel, Angelica Prediger, Luana Cyntia dos Santos Souza, Lucas Löff Machado, Viktorya Zalewski Pietsch dos Santos, Eduardo Gonçalves Nunes e Gabriel Schmitt.LOGO_editavel

Esta foi a terceira reunião realizada pelo grupo e teve como foco o trabalho conjunto de análise e adequação dos instrumentos elaborados previamente a fim de torná-los adequados à perspectiva teórico-metodológica do Inventário Nacional da Diversidade Linguística (INDL). Após esta etapa, os mesmos já poderão ser aplicados em municípios do RS, PR, SC, MT e ES para levantamento de dados do Inventário, que é uma parceria entre o IPOL, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e a UFRGS.

Fonte: IPOL Comunicação

Publicação do IPHAN aborda Diversidade Linguística no espaço Ibero-Americano

Anais5O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) acaba de lançar os Anais do Seminário Ibero-Americano da Diversidade Linguística, evento ocorrido no ano de 2014, em Foz do Iguaçu, Paraná. Disponibilizado em meio digital para acesso livre, a publicação apresenta contribuições de pesquisadores, gestores públicos e de representantes das comunidades linguísticas, estando subdividida em três eixos principais.

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Proteção às línguas e tradições indígenas

tupiA relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre os direitos dos povos indígenas, Victoria Tauli-Corpuz, visita o Brasil entre 7 e 17 de março para identificar e avaliar as principais questões que os índios enfrentam no País. Na segunda-feira, 7 de março, no Ministério da Cultura (MinC), o ministro da Cultura, Juca Ferreira, e dirigentes da pasta, estiveram reunidos com Victoria para esclarecer as ações do MinC em relação aos povos indígenas. Na ocasião, a presidenta do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Jurema Machado, falou sobre o trabalho de reconhecimento e promoção da tradição indígena no Brasil.

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Inventário irá promover língua pomerana em nível nacional

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Foto: Leonardo Meira

Por: Leonardo Meira

Com um trabalho intenso, de mais de 10 anos, a língua pomerana finalmente será reconhecida no Inventário das Línguas Brasileiras. Bastante discutida, debatida e avaliada, a proposta foi uma das 20 selecionadas no Edital de Chamamento Público do Conselho Federal Gestor do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, do Ministério da Justiça.

O Inventário da Língua Pomerana (ILP) se alinha à Política do Inventário Nacional da Diversidade Linguística (INDL), desenvolvida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e toma por base o Guia para Pesquisa e Documentação, que orienta essa política.

Sua concepção e proposta de execução é parte de uma parceria que vem se consolidando desde 2007, e que envolve o Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística (IPOL), sediado em Florianópolis, Santa Catarina, e instituições e pesquisadores do Espírito Santo, estado onde estão concentradas as comunidades pomeranas focalizadas na proposta. Continue lendo

Uff Hunsrickisch schreiwe: Entrevista mit Cléo Altenhofen / Escrever em Hunsrückisch: Entrevista com Cléo Altenhofen

O IPOL e o Grupo ALMA-H (Atlas Linguístico da Minorias Alemãs na Bacia do Prata: Hunsrückisch – http://www.ufrgs.br/projalma) da UFRGS iniciaram, em janeiro deste ano, os trabalhos para o Inventário do Hunsrückisch como língua brasileira de imigração, cujo objetivo é reunir um conjunto de informações sobre essa língua visando seu reconhecimento como Referência Cultural Brasileira. A pesquisa será realizada em várias cidades e comunidades dos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Espírito Santo.

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Cléo Altenhofen – Foto: SWR.de

A execução desse e de outros inventários traz à tona importantes debates sobre a especificidade das línguas brasileiras e seu futuro. Por “línguas brasileiras” compreende-se, de acordo com a política do Inventário Nacional da Diversidade Linguística (INDL/IPHAN/MINC), o conjunto das línguas presentes no país há pelo menos três gerações, sejam elas indígenas, afro-brasileiras, de sinais, crioulas ou de imigração.

Entre as questões em debate está a política de produção de escrita ou escritas da língua. Essa é uma questão central para grande parte das línguas brasileiras e foi fortemente tematizada no I Encontro Nacional de Municípios Plurilíngues, realizado em setembro de 2015, em Florianópolis. Para contribuir com esse debate, e avançar na implementação do INDL, o IPOL e parceiros têm a honra de publicar essa primeira entrevista com o professor Cléo Altenhofen, coordenador do Projeto ALMA-H / UFRGS, sobre as perspectivas para a escrita do Hunsrückisch (pt. hunsriqueano). Prevemos realizar outras entrevistas que serão oportunamente divulgadas.

Ortografia da língua brasileira de imigração alemã Hunsrückisch
Entrevista com Cléo Altenhofen
Por Willian Radünz (Graduando, UFRGS)

1. O Hunsrückisch é uma língua essencialmente falada. Uns diriam que é uma língua ágrafa, que não tem, pelo menos por enquanto, uma escrita definida. O que isso significa para a discussão sobre a “escrita do Hunsrückisch”?

A maioria dos falantes de Hunsrückisch de fato apenas fala sua língua e não a escreve, embora o pudesse, mesmo que só para anotar uma lista de compras do supermercado ou para terminar um e-mail com um “fosche Abrass”. Historicamente, quando se precisava escrever em alemão, por exemplo a ata de uma sociedade de canto, ou uma inscrição em uma sepultura, ou mesmo um ditado em um pano de prato, no caso um Wandschoner, se optava pela escrita em Hochdeutsch. Contudo, não se pode dizer que não há uma tradição escrita em Hunsrückisch. Basta lembrar os contos do Padre Balduíno Rambo, os poemas de Alfredo Gross e de Lily Clara Koetz, livros como o de José Inácio Flach, ou ainda diversos textos avulsos em jornais ou almanaques e revistas, como o Brumbärkalender e o Sankt Paulus Blatt. Eles fazem parte da história da língua Hunsrückisch, no Brasil. Ignorá-los é ignorar sua história e memória. Assim, temos aqui um primeiro princípio, fundamental para mim, ao discutir a escrita do Hunsrückisch: o respeito à sua história e coletividade. A consequência é que não podemos simplesmente inventar uma escrita nova, como se não tivesse havido nada antes. Porque, se quisermos compreender por que o Hunsrückisch é como é, temos que dialogar com a sua história e origem. O Hunsrückisch não foi inventado por nós, e sim herdado como uma construção coletiva de várias gerações.

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