Hunsrückisch

Comunidade Hunsriqueana comemora a aprovação do Projeto para Inventário de sua Língua

Comunidade Hunsriqueana comemora a aprovação do Projeto para Inventário de sua Língua

Cleo Vilson Altenhofen

Cleo Vilson Altenhofen

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) divulgou no mês passado (ver notícia aqui) o resultado da habilitação e avaliação das propostas do Edital de Chamamento Público 004/2014 – Identificação, Apoio e Fomento à diversidade linguística no Brasil – Línguas de Sinais, Línguas de Imigração e Línguas Indígenas. Dentre as propostas aprovadas estão duas parcerias com o IPOL: o Inventário da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) e o Inventário do Hunsrückisch (hunsriqueano) como língua brasileira de imigração. Este último será desenvolvido pelo IPOL e pela UFRGS, e tem por base o Projeto ALMA, coordenado pelo prof. Cleo Vilson Altenhofen, o qual será ampliado desde a perspectiva do Inventário Nacional da Diversidade Linguística (INDL), abrangendo novas comunidades linguísticas, especialmente no Espírito Santo.

A notícia da aprovação do Projeto do Inventário do Hunsrückisch foi comemorada euforicamente pela comunidade Hünsriqueana. Como exemplo dessa celebração apresentamos a seguir a correspondência do prof. Cleo Vilson Altenhofen destinada àquela comunidade e demais parceiros envolvidos no Projeto.

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Libras e Hunsrückisch serão línguas inventariadas no âmbito do INDL

Libras e Hunsrückisch serão línguas inventariadas no âmbito do INDL

iphanO Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) divulgou o resultado da habilitação e avaliação das propostas do Edital de Chamamento Público 004/2014 – Identificação, Apoio e Fomento à diversidade linguística no Brasil – Línguas de Sinais, Línguas de Imigração e Línguas Indígenas.

Entre as propostas aprovadas estão o Inventário da Língua Brasileira de Sinais e o Inventário do Hunsrückisch (hunsriqueano) como língua brasileira de imigração, ambas com parceira do IPOL.

O Inventário da Libras é uma parceria entre o IPOL e a UFSC, e terá por foco a sistematização de dados sociolinguísticos dessa língua utilizando a produção acadêmica e a população envolvida em cursos de formação à distância da UFSC coordenados pelos profs. Ronice Quadros e Tarcisio Leite e uma coleta específica na região da grande Florianópolis.

O Hunsrückisch (hunsriqueano) será desenvolvido pelo IPOL e pela UFRGS, e tem por base o Projeto ALMA, coordenado pelo prof. Cleo Altenhofen, o qual será ampliado desde a perspectiva do Inventário Nacional da Diversidade Linguística (INDL). Além disso, abrangerá novas comunidades linguísticas, especialmente no Espírito Santo.

As pesquisas serão desenvolvidas por pesquisadores do IPOL e das instituições parceiras, em estreito diálogo com as comunidades de falantes, e com o IPHAN. O objetivo é que ambas as línguas sejam reconhecidas como referência cultural brasileira, como está previsto no âmbito da política do INDL.

Para a Coordenadora Geral do IPOL, Drª Rosângela Morello, “a realização desses projetos são importantes ações na direção da implementação do INDL e podem aportar novas contribuições tanto do ponto de vista metodológico quando das articulações políticas seja com os falantes, seja com instâncias do poder público, visando a plena instalação da política do INDL”.

O INDL foi criado pelo Decreto federal nº 7.387, de 09 de dezembro de 2010. De acordo com o relatório do Grupo de Trabalho que instituiu as diretrizes para o INDL,

O Inventário permitirá ao Estado e à sociedade em geral o conhecimento e a divulgação da diversidade linguística do país e seu reconhecimento como patrimônio cultural. Esse reconhecimento e a nomeação das línguas inventariadas como referências culturais brasileiras constituirão atos de efeitos positivos para a formulação e implantação de políticas públicas, para a valorização da diversidade linguística, para o aprendizado dessas línguas pelas novas gerações e para o desenvolvimento do seu uso em novos contextos.

Ao todo foram aprovados seis projetos nas três categorias. Quanto aos projetos propostos pelo IPOL e parceiros, o Libras foi classificado em 1º lugar na categoria Línguas de Sinais e Hunsrückisch foi o único a ser aprovado na categoria Línguas de Imigração.

Para maiores detalhes, baixe aqui o arquivo com o resultado da habilitação e avaliação de propostas do IPHAN.

Ipol realiza formação de recenseadores para o censo linguístico do município de Antônio Carlos-SC

Ipol realiza formação de recenseadores para o censo linguístico do município de Antônio Carlos-SC

Rosangela Morello e Ana Paula Seiffert

Rosangela Morello e Ana Paula Seiffert – Foto: Peter Lorenzo

Nos dias 24 de junho e 1º de julho, aconteceu a formação dos recenseadores que atuarão no censo linguístico da cidade de Antônio Carlos-SC.

A formação, realizada no Auditório da Secretaria de Saúde do município, foi executada pelo Ipol – Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística, sendo ministrada por Rosangela Morello, coordenadora do Ipol, Márcia R. P. Sagaz, coordenadora técnica do censo, e Ana Paula Seiffert, linguista.

Também estavam presentes na formação Altamiro Antônio Kretzer, secretário de Educação e Cultura, Lucia Scussel, coordenadora de Cultura, e Irani Hipólito, da Secretaria de Saúde do município.

As 17 recenseadoras que estavam presentes na formação são agentes de saúde do município. Sempre muito entusiasmadas, participaram ativamente de todas as etapas da formação: sensibilização linguística, metodologia de coleta e, em especial, aplicação do questionário-piloto em alguns munícipes. Também propuseram ajustes no intuito de aperfeiçoar esse que é um dos principais instrumentos do censo, o questionário.

A próxima etapa do censo linguístico será a formação dos digitadores, prevista para este mês. Já a coleta de dados iniciará em agosto.

Márcia Sagaz

Márcia R. P. Sagaz apresenta o questionário-piloto do censo – Foto: Peter Lorenzo

Antônio Carlos e a língua Hunsrückisch
Localizada a 32 km de Florianópolis e com uma população de 7.906 habitantes, segundo o IBGE (2010), Antônio Carlos foi a primeira cidade do Estado de Santa Catarina a aprovar uma lei cooficializando uma língua de imigração, o Hunsrückisch. A cooficialização foi aprovada, por unanimidade, por sua câmara municipal, em 09/02/2010, depois de muitas reuniões e da realização de três audiências públicas.

Para saber mais: Ipol realiza Censo Linguístico e Diagnóstico da Língua Hunsrückisch

Ipol realiza Censo Linguístico e Diagnóstico da Língua Hunsrückisch

Ipol realiza Censo Linguístico e Diagnóstico da Língua Hunsrückisch

antonio-carlos-scO Ipol – Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística – executará o censo linguístico e o diagnóstico da língua Hunsrückisch na cidade de Antônio Carlos, Santa Catarina. A iniciativa contará com a realização da Secretaria Municipal de Educação e terá apoio da Secretaria de Saúde do município.

Em mais um passo para a concretização do censo linguístico, o Ipol realizará a formação de recenseadores nos dias 24/06 e 01/07, no Auditório da Secretaria de Saúde de Antônio Carlos.

Localizada a 32 km de Florianópolis e com uma população de 7.906 habitantes, segundo o IBGE (2010), Antônio Carlos foi a primeira cidade do Estado a aprovar uma lei cooficializando uma língua de imigração, o Hunsrückisch. A cooficialização foi aprovada, por unanimidade, por sua câmara municipal, em 09/02/2010 (ver documento com a lei aqui), depois de muitas reuniões e da realização de três audiências públicas (nas comunidades do Louro, Rachadel e Centro).

Antônio Carlos é um dos 12 municípios brasileiros a empunhar uma política linguística de reconhecimento da história e da língua de grande parte de sua população como forma de aprofundar os vínculos identitários e planejar ações de desenvolvimento social e econômico pautado pelo fortalecimento das iniciativas locais.

Iniciativa semelhante foi realizada em Santa Maria de Jetibá, no Espírito Santo, que cooficializou também em lei municipal a língua pomerana em 2009 (ver texto da lei aqui), o que desencadeou uma série de ações, dentre as quais a realização do censo linguístico, protagonizado pela secretaria de educação do município em parceria com o Ipol.

rosangela-morello“Com a cooficialização do Hunsrückisch em Antônio Carlos”, afirma Rosangela Morello, coordenadora geral do Ipol, “tem início outra etapa em prol da regulamentação da lei e da implementação de ações para ampliar os âmbitos de usos da língua. São ações que visam a legitimar processos históricos da imigração no Brasil, reconhecendo sua importância na formação da sociedade brasileira”. Rosangela nos lembra também que a região onde atualmente se localiza o município era ocupada por indígenas Xokleng. A partir de 1830 recebeu imigrantes oriundos da região do Hunsrück, sudoeste da Alemanha, como aconteceu em outras localidades no Rio Grande do Sul (Ivoti, Sapiranga, Bom Princípio, Novo Hamburgo, Nova Hartz, Araricá, Presidente Lucena, Morro Reuter). A partir de 1840, açorianos acompanhados de escravos negros também se instalaram na região. Anos mais tarde, libaneses, ingleses e belgas também se estabeleceram no município. “Toda essa diversidade na formação de Antônio Carlos provavelmente é refletida nas línguas faladas por seus habitantes. É a valorização desse patrimônio linguístico que está no âmago da iniciativa de cooficializar a língua Hunsrückisch ou simplesmente ‘Hunsrücke’”, complementa Morello.

Para o levantamento de dados linguísticos no município, preveem-se duas etapas: o censo linguístico, que produzirá indicadores sobre a língua Hunsrückisch permitindo visualizá-la em suas funções básicas sociais e assim subsidiar e fundamentar a tomada de decisões sobre ela, e o diagnóstico sociolinguístico, que aprofundará o conhecimento sobre os usos do Hunsrückisch em Antônio Carlos, sobretudo quanto à sua modalidade escrita. Ambas as etapas poderão orientar a adoção de uma perspectiva para o ensino da língua no município, por exemplo, ou outras políticas linguísticas com vistas à preservação do patrimônio linguístico – oral e escrito – da cidade.

Imigração do Hunsrück para o Brasil é tema de filme na Alemanha

O filme A outra pátria (Die andere Heimat) foi selecionado para participar também do Festival do Rio 2013, que ocorre entre 26 de setembro e 11 de outubro, no Rio de Janeiro.

Edgar Reitz retrata em seu novo filme uma história de amor comovente. O pano de fundo para o filme é a Alemanha rural, em meados do século 19, quando aldeias inteiras, impulsionadas pela fome e pela pobreza, emigraram para a distante América do Sul. No centro da trama, dois irmãos que um dia são colocados de frente com uma importante questão: sair ou ficar em seu país?

leia mais em

http://forlibi.blogspot.com.br/2013/09/imigracao-do-hunsruck-para-o-brasil-e.html

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