Hunsrückisch

Equipe do Inventário do Hunsrückisch (hunriqueano) como Língua Brasileira de Imigração (IHLBrI) chega em Piratuba, SC

Equipe IHLBrI em Piratuba, SC.

Equipe IHLBrI na Rádio Piratuba FM. Foto de Vagner Luiz Silva

A chegada da equipe do Inventário do Hunsrückisch (hunriqueano) como Língua Brasileira de Imigração (IHLBrI) em Piratuba, SC, foi cheia de atividades. Primeiro, a equipe participou do programa de entrevistas na Piratuba FM, 104,9 (ouça aqui) em dois dias da campanha de campo, sendo que no primeiro, foi apresentado o projeto e seus objetivos, e no segundo, sobre o andamento dos trabalhos, ouça as entrevistas abaixo

Entrevista 1:

Entrevista 2:

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Conclusão das ações em São João Do Oeste pela equipe do Inventário do Hunsrückisch (hunriqueano) como Língua Brasileira de Imigração (IHLBrI)

Equipe IHLBrI sendo recebida pelo Prefeito de São João do Oeste.

A Equipe do Inventário do Hunsrückisch (hunriqueano) como Língua Brasileira de Imigração (IHLBrI), composta pelos pesquisadores do IPOL, Chari Gonzales, Lívia Gomes, Mariela Silveira, Rodrigo Schelenker e Tamissa Godói, e da UFRGS, Ana Carolina Winckelmann, concluiu suas atividades na Cidade de São João do Oeste, após ter ótimas experiências e atuação excelente para a composição do Inventário do Hunsrückisch (hunriqueano) como Língua Brasileira de Imigração (IHLBrI).

Tudo só foi possível com a recepção calorosa da cidade, a qual, mesmo durante sua tradicional e importante Semana Alemã, nos recebeu com muita abertura e disponibilidade.

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Terceira campanha do Inventário do Hunsrückisch (hunriqueano) como Língua Brasileira de Imigração (IHLBrI)

Igreja em SJO, a qual é a maior igreja de madeira em uso da América latina. Fonte: acervo próprio

Terceira Campanha para constituição do Inventário do Hunsrückisch (hunriqueano) como Língua Brasileira de Imigração (IHLBrI)

E a equipe IPOL do Inventário do Hunsrückisch (hunriqueano) como Língua Brasileira de Imigração (IHLBrI) segue em plena atividade durante a 9ª Semana Alemã | 9. Deutsche Woche, que acontece do dia 15 ao dia 22 desse mês em São João do Oeste, em Santa Catarina, a qual faz a divulgação da história dos imigrantes alemães nessa região do Brasil, com peças de dança, teatro, decoração, alimentos e bebidas típicos. A cidade possui cerca de 6.260 habitantes e localiza-se no extremo Oeste Catarinense, com colonização alemã.

Nossa equipe aproveitou para conhecer essa importante semana para a Comunidade Alemã e também para dar continuidade nas ações de levantamento de dados que comporão o Inventário da língua hunriqueana, conforme o Guia INDL, tais como:

  • Caracterização territorial;
  • Identificação e caracterização da comunidade linguística;
  • Identificação e caracterização da língua de referência;
  • Diagnóstico sociolinguístico;
  • Avaliação da vitalidade linguística, revitalização e promoção.

A partir de agora, equipe passará os próximos 7 dias em campo, onde atuará intensamente para a pesquisa e documentação da língua.

 

Inventário do Hunsrückisch (hunriqueano) como Língua Brasileira de Imigração (IHLBrI) vai a campo

No último sábado, 20 de Maio, a equipe técnica do IPOL, responsável pela execução do Inventário do Hunsrückisch (hunriqueano) como Língua Brasileira de Imigração (IHLBrI) foi a campo.

Fonte: acervo próprio

Fonte: acervo próprio

O município de Antonio Carlos, Estado de Santa Catarina, faz parte da área de abrangência de Inventário. Assim, foi realizado o primeiro encontro com moradores locais interessados em fazer parte do projeto. Em especial, nessa primeira vez, todos participaram da testagem dos instrumentos de coleta, bem como foi feita a reunião de apresentação de intenções e expectativas.

Ao longo, das atividades, divulgaremos os resultados alcançados.

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O Hunsrüsckisch em Marechal Floriano, Espírito Santo

Por Edenize Ponzo Peres – pesquisadora associada ao IPOL

Nos meses de outubro e novembro de 2016, André Ricardo Kuster Cid, Reni Klippel Machado, Wagner Machado e eu estivemos em Marechal Floriano. O município, localizado na região serrana do Espírito Santo, dista 56 km da capital do estado, Vitória. Marechal Floriano foi colonizado por imigrantes alemães – vindos da Renânia – e também italianos – originários do Vêneto -, embora estes sejam em número menor, que aí chegaram em 1858 segundo registros da Prefeitura Municipal.

Durante as visitas, gravamos entrevistas com as Secretarias de Educação e de Saúde, com funcionários da Câmara de Vereadores e com muitas pessoas da comunidade, na Sede e na zona rural, com o objetivo de descrever um pouco a sócio-história da língua hunsrückisch, falada pelos imigrantes alemães. Segundo os entrevistados, a principal causa da substituição do hunsrückisch pelo português foi o temor dos imigrantes e seus descendentes, causado pela proibição das línguas estrangeiras no Brasil, imposta pelo Governo de Getúlio Vargas, em 1938. Por outro lado, em vários distritos rurais de Marechal Floriano – como Santa Maria, Soído de Baixo e Boa Esperança – constatamos que o hunsrüsckisch ainda é falado, inclusive por jovens. Como exemplo, temos a família do Sr. Cornélio Littig, cujos membros somente conversam na língua ancestral. Assim como eles, há outras famílias na vizinhança que fazem o mesmo.

 Também foi possível observar o apreço dos moradores das localidades visitadas pelo  hunsrückisch, apesar de alguns terem dúvidas quanto a sua importância e à validade de transmiti-lo às gerações futuras.  Exemplo desse apreço é do Sr. Nilson Littig, dono de um bar no distrito de Soído de Baixo. Sr Nilson, falante  do hunsrückisch, estava atendendo os seus fregueses em língua portuguesa. Com a nossa chegada, ele passou a conversar em hunsrückisch com o André; as pessoas que estavam no bar e que também conheciam a língua se juntaram a nós, e passamos horas agradáveis falando na língua. Ao final, o proprietário nos informou que, a partir daquele dia, atenderia aos fregueses em português e em hunsrückisch, dependendo do conhecimento ou não da língua. Assim, a inibição inicial e a preocupação em desagradar os monolíngues em português desapareceram.

Por meio das entrevistas realizadas com a população e com as autoridades de Marechal Floriano, pudemos perceber que o município apresenta boas perspectivas para a o trabalho de revitalização e de manutenção do hunsrückisch. Ainda se encontram muitos falantes e a cultura alemã está bastante presente na vida da comunidade. A discriminação e o preconceito que os hunsrückianos sofrem por parte de quem não fala a língua ainda são grandes, mas acreditamos que o esclarecimento e o incentivo são boas armas em favor dessa língua minoritária.

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Foto antiga da cidade de Domingos Martins-Sede, comumente chamada de “Campinho”. A casa mais alta ainda existe e é a mais antiga da cidade, onde mora a família Schlenz, que fala o hunsriquiano em casa e em qualquer lugar onde encontrarem outros falantes. Foto sem data, coletada por André Ricardo Kuster Cid, durante a pesquisa na região.

 

 

Fonte: Edenize Ponzo Peres/Edição IPOL Comunicação

Equipe do Projeto Inventário do Hunsrückisch como língua brasileira de imigração realiza reunião

ipol2Na sexta-feira, dia 06 de maio de 2016, a equipe do Inventário do Hunsrückisch como língua brasileira de imigração se reuniu para discutir a elaboração dos instrumentos de pesquisa a serem utilizado no projeto.

Estavam presentes a equipe do IPOL: Rosângela Morello (coordenadora-geral), Cíntia Vilanova, Tamissa Godoi, Mariela Felisbino da Silveira, Alberto Gonçalves e Gilvan Müller de Oliveira. Também participaram por Skype Ana Paula Seiffert (também do IPOL) e a equipe de pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), instituição parceira do projeto: Cleo Vilson Altenhofen, Jussara Maria Habel, Angelica Prediger, Luana Cyntia dos Santos Souza, Lucas Löff Machado, Viktorya Zalewski Pietsch dos Santos, Eduardo Gonçalves Nunes e Gabriel Schmitt.LOGO_editavel

Esta foi a terceira reunião realizada pelo grupo e teve como foco o trabalho conjunto de análise e adequação dos instrumentos elaborados previamente a fim de torná-los adequados à perspectiva teórico-metodológica do Inventário Nacional da Diversidade Linguística (INDL). Após esta etapa, os mesmos já poderão ser aplicados em municípios do RS, PR, SC, MT e ES para levantamento de dados do Inventário, que é uma parceria entre o IPOL, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e a UFRGS.

Fonte: IPOL Comunicação

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