Europa

Línguas dravídicas faladas na Índia existem há 4.500 anos

Nova Deli – As línguas dravídicas, faladas por 220 milhões de pessoas na Índia e países vizinhos, existem há 4.500 anos, descobriram investigadores do instituto Max Planck, que esperam compreender melhor como surgiram e se disseminaram, informou a Lusa

Fundamentais para perceber a dispersão dos seres humanos a partir de África, os 80 idiomas e dialectos da família dravídica são falados no sul e centro da Índia mas também no Paquistão, Afeganistão e Nepal.

As quatro línguas mais faladas têm tradições literárias seculares, a mais antiga dos quais é o Tamil, cuja evolução está documentada em poesia, canções, textos religiosos e seculares.

“O estudo das línguas dravídicas é crucial para perceber a pré-história na Eurásia, uma vez que influenciaram outros grupos de línguas”, notou a linguista Annemarie Verkerk, do Instituto Max Planck para as Ciências da História Humana.

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Herança da colonização na África é obstáculo à ‘francofonia’ de Macron

Presidente francês propõe união entre escritores, mas a literatura francesa nunca dependeu de autores do país

Francofonia

A escritora franco-marroquina Leila Slimani  Foto: Ludovic Marin/Reuters

Os alemães não falavam da França, mas da “Grand Nation”. Desde seus dias radiantes, essa grande nação mudou e hoje a encontramos nas vizinhanças do Oceano Pacífico, mais do que na região do Mediterrâneo. Hoje, em 2018, todo o universo fala inglês, para grande tristeza dos “velhos ranzinzas” da França, que não se conformam com o fato de não mais ditarem ao mundo as regras da retórica, da polidez, ou os conceitos da filosofia.

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Lisboa vai receber Enciclopédia do Migrante, projeto que reune 400 histórias de oito países

Uma enciclopédia com 400 testemunhos de migrantes, entre os quais 100 portugueses, vai integrar o espólio da Câmara Municipal de Lisboa, numa iniciativa que reuniu oito cidades de quatro países para trazer um novo olhar sobre as migrações.

O projeto, transnacional e cofinanciado pela União Europeia, junta Portugal, Espanha, França, Inglaterra e Gibraltar, tendo por base um conceito artístico da autoria de Paloma Sobrino, convidada em 2007 para abordar a questão da migração de um ponto de vista mais íntimo.

O início faz-se com migrantes de um bairro em França a escreverem cartas, para progressivamente ir-se alargando até chegar a 400 migrantes de oito cidades (Brest, Rennes, Nantes, Gijon, Porto, Lisboa, Cadis e Gibraltar) em quatro países europeus.

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O “griko”, uma das heranças gregas da Itália que se recusa a morrer

No sudeste da Itália, o “griko” luta por sua sobrevivência: uma língua remanescente da herança grega na época romana em perigo de extinção, apesar de fazer parte das minorias linguísticas históricas reconhecidas pelo parlamento italiano em 1999.

Para a Unesco é uma língua “severamente em perigo”, só falada “pelas gerações mais velhas”, mas nove povoados de Salento (na Apúlia, sudeste da Itália) o mantêm vivo com distintas iniciativas culturais.

Como, por exemplo, as do Parco Turistico Culturale Palmieri (de Martignano, província de Lecce), que pretende “tornar atrativa a língua” através de atividades como o carnaval griko, que faz referências às raízes gregas do povoado e cujo responsável, Pantaleo Rielli, descreve como “muito popular, livre e gratuito”.

Além disso, a associação de Martignano (de menos de duas mil pessoas) organiza anualmente o festival de cinema das línguas minoritárias “Evò ce Esù”, (do griko, “Eu e tu”).

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