Educação

Escola do Futuro é vanguardista na inclusão digital

Além de projetos de intervenção na comunidade, Escola da USP realiza pesquisas no Observatório da Cultura Digital

O Programa Acessa São Paulo, uma das mais importantes ações de inclusão digital do mundo, conta com a parceria da Escola do Futuro da USP – Foto: Divulgação / Acessa SP

O Programa Acessa São Paulo, uma das mais importantes ações de inclusão digital do mundo, conta com a parceria da Escola do Futuro da USP – Foto: Divulgação / Acessa SP

Em tese de doutorado da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, a Escola do Futuro, da USP, tem sua trajetória revisitada pela pesquisadora Fabiana Grieco. Em seu trabalho, ela analisa os principais projetos vinculados à Escola sob a ótica das Literacias de Mídia e Informação (MIL, na sigla em inglês), conceito relacionado à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Prédio onde fica localizado o Nace Escola do Futuro – Foto: Divulgação

Prédio onde fica localizado o Nace Escola do Futuro – Foto: Divulgação

Uma das principais conclusões alcançadas pela pesquisadora é a característica de vanguarda da Escola do Futuro, que desde a sua fundação, em 1989, desenvolve projetos pioneiros, como o Biblivirt, biblioteca de conteúdo aberto financiada pelo Sistema Fiesp e pela Fundação Roberto Marinho, o Acessa Escola e o AcessaSP, ambos voltados para a inclusão digital e financiados pelo governo do Estado de São Paulo.

Criada por iniciativa do professor Fredric Michael Litto, a Escola, hoje vinculada à Pró-Reitoria de Cultura e Extensão — ela se enquadra como um Nace, Núcleo de Apoio às Atividades de Cultura e Extensão —, era inicialmente um laboratório relacionado ao Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da Escola de Comunicações e Artes.

MIL

Em seu trabalho, Fabiana analisa “os principais projetos [da Escola] sob a ótica das Literacias de Mídia e Informação”, a tradução para Media and Information Literacy. Em definição inserida na tese de doutorado, literacias são as “habilidades e competências requeridas no uso da mídia e informação”.

Segundo Fabiana, a Unesco já vem há algumas décadas trabalhando com o conceito de MIL. “Não é a utilização da tecnologia pela tecnologia. É o modo como eu me aproprio dela, pensando em promover a cidadania e o empoderamento, sobretudo de jovens e adultos que tenham condição não só de receber o produto midiático, mas de questioná-lo. E a Internet possibilitou que as pessoas não apenas recebessem, mas participassem da rede”, explica.

Pesquisa acadêmica

Com o trabalho recentemente apresentado — a defesa ocorreu na ECA, no dia 7 de abril —, Fabiana iniciou o doutorado na ECA em 2013, após um ano como aluna ouvinte. Ao cursar a disciplina da professora Brasilina Passarelli, atual coordenadora científica da Escola do Futuro, entrou em contato com o núcleo e resolveu mergulhar no projeto. Em sua tese, a pesquisadora remonta a trajetória da Escola com base em vasto levantamento, com mais de 600 documentos e 14 entrevistas com membros, além de consultas ao acervo histórico da Escola e ao material pessoal dos fundadores.

Em seu trabalho, Fabiana Grieco promoveu a ótica das Literacias de Mídia e Informação – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Em seu trabalho, Fabiana Grieco promoveu a ótica das Literacias de Mídia e Informação – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Vivendo a realidade do grupo desde o segundo semestre de 2013, quando ingressou como pesquisadora associada, Fabiana explica que a Escola se divide em dois braços. “A primeira é a pesquisa-ação, que são projetos de intervenção na comunidade, muito focados em levar tecnologia para as escolas públicas e privadas, sobretudo do Estado de São Paulo. A segunda é a pesquisa empírica [a partir da vivência com o tema]. Em 2007 foi criado o Observatório da Cultura Digital, um núcleo dentro da Escola do Futuro, para abarcar as pesquisas empíricas pensando em publicações acadêmicas indexadas”, diz.

Para explicar o primeiro braço do núcleo, a pesquisadora fez um mapeamento dos projetos de pesquisa-ação, dividindo-os em dois períodos: de 1989 a 2007 (com a coordenação do professor Fredric Litto) e de 2007 aos dias atuais (com a coordenação da professora Brasilina Passarelli). “O núcleo desenvolveu projetos pioneiros. A noção que a gente tem de tecnologia hoje é totalmente diferente. Era um período que não tinha Internet, mas [a Escola] já pensava em rede. A Escola do Futuro, ao invés de pensar na inteligência formal, acadêmica, estava estudando autores como Howard Gardner [psicólogo cognitivo e educacional americano], que falava em múltiplas inteligências”, aponta.

Um dos maiores projetos vinculados ao núcleo é o AcessaSP, financiado pelo governo de São Paulo e criado em 2000. O programa tem como objetivo aumentar a inclusão digital no Estado, por meio do “acesso às novas tecnologias da informação e comunicação (TICs), em especial à Internet”, com a abertura e manutenção de espaços públicos com computadores e acesso gratuito à Internet. Contando com a monitoria da Escola do Futuro nesses infocentros, o projeto foi premiado em 2013 com um milhão de dólares pela Fundação Bill & Melinda Gates, um dos mais importantes prêmios relacionados à inclusão.

Fonte: Jornal da USP

Manifesto ANPEd – Precisamos fortalecer políticas de apoio à formação de professores no diálogo entre a pós-graduação e a educação básica

A articulação entre a pós-graduação e a educação básica brasileira tem muitas formas. A escola é campo de pesquisa, mas, principalmente, é espaço-tempo de interlocução entre diferentes atores em busca da compreensão do fenômeno educacional e superação de suas contradições. Assim, é no fortalecimento de grupos de pesquisa que integram pesquisadores dos diferentes programas de pós-graduação e professores da educação básica que o conhecimento sobre a educação contemporânea pode avançar.

A ANPEd deu um passo importante no diálogo entre a pós-graduação, a pesquisa e docentes da educação básica ao deliberar, em Assembléia Geral de Associados, que professores da educação básica vinculados a grupos e/ou projeto de pesquisa institucionalizados podem inscrever trabalhos em co-autoria em nossas reuniões nacionais de pesquisa e pós-graduação.

Fonte: ANPED

Fonte: ANPED

Uma das políticas que favorece e tem incrementado esta relação é a possibilidade dos professores da educação básica cursarem mestrados e doutorados sem a perda dos vínculos com os sistemas educacionais e sem a redução de rendimentos. Isso possibilita uma sólida aproximação da pós-graduação com os sistemas de ensino, que pode inclusive ter continuidade depois que os professores terminam seus mestrados e doutorados, independente destes permanecerem ou não nas mesmas redes e escolas em que atuaram enquanto construíam sua formação como pesquisadores.

Esta possibilidade é dada pela acertada política de permitir que professores da educação básica tenham bolsa de mestrado e doutorado sem afastar-se integralmente de suas funções ou sem exonerar-se dos cargos. A Portaria Conjunta da CAPES e CNPQ, de 2010, foi um passo primordial para que os diferentes programas pudessem garantir condições de permanência e aprimoramento acadêmico destes professores e destas professoras da educação básica. O desenvolvimento de um pesquisador exige a compra de livros, a participação em eventos científicos e deslocamentos para campos de pesquisa. Neste sentido, a condição de bolsista é essencial.

O fortalecimento desta política e o reconhecimento da natureza da pesquisa em educação são elementos fundamentais para robustecer a pós-graduação em educação. Nesta direção, cabe lembrar o desafio posto pelo PNE aprovado pela Lei nº 13.005/2014 que, na meta 16, define a necessidade de “formar, em nível de pós-graduação, 50% dos professores da educação básica, até o último ano de vigência deste PNE, e garantir a todos(as) os(as) profissionais da educação básica formação continuada em sua área de atuação, considerando as necessidades, demandas e contextualizações dos sistemas de ensino” (BRASIL, 2014).

Dados do INEP, apresentados no Relatório do 1º ciclo de monitoramento do PNE (2016), informam que 67% dos professores da educação básica não têm qualquer formação em pós-graduação, e entre os que a têm, a maioria absoluta, só acessa formação em cursos lato sensu. Os professores de educação básica com mestrado representam apenas 1,3% dos professores no Brasil e os professores da educação básica com doutorado apenas 0,1% (INEP, 2016).

Tais dados evidenciam a necessidade de expansão da oferta de pós-graduação gratuita nos cursos lato sensu e a necessidade de ações firmes de expansão da oferta de mestrados e doutorados para professores da educação básica e, neste caso, a política de bolsas é elemento fundamental para o fortalecimento e a qualidade da formação.

Rio de Janeiro – 28 de março de 2017

Diretoria da ANPED e coordenação do FORPREd

2017.04.04.1

Fonte: ANPED

 

Inicia em Rio Azul curso de língua ucraniana online

(Foto: Divulgação / Assessoria de Comunicação)

(Foto: Divulgação / Assessoria de Comunicação)

Está em andamento, em Rio Azul, na Biblioteca Cidadã, as atividades do Curso de Língua Ucraniana, coordenados pelo Núcleo de Estudos Eslavos/NEES da Universidade Estadual do Centro Oeste em Rio Azul. O curso faz parte de um programa de ensino de língua estrangeira do NEES, coordenado pela professora Dra. Marileia Gartner, resultante das ações de internacionalização universitária entre a UNICENTRO e Universidade pedagógica Dragomanov, de Kyev /Ucrânia, que vem se desenvolvendo desde 2013, no Paraná, numa ação que fomenta e promove a indissociabilidade entre o ensino, a pesquisa e a extensão e concretiza a internacionalização da universidade. Nas edições anteriores o NEES ofertou cursos nos municípios de Irati, Prudentópolis, Curitiba e União da Vitória e agora o projeto se desenvolve em Rio Azul e Cascavel. O curso tem apoio da Representação Central Ucraíno Brasileira presidida por Vitorio Sorotiuk, da Prefeitura Municipal de Rio Azul e da Escola Sagrada Família das Irmãs SMI.

Em Rio Azul, o pólo de ensino de Língua Ucraniana conta com coordenação da professora Eugênia Osatchuk . A coordenação tecnológica dos cursos é de responsabilidade do professor Clodogil Fabiano Ribeiro/UNICENTRO. Em Rio Azul, as aulas iniciaram em dia 23 de Março, na Biblioteca Cidadã . O NEES entende que a promoção dos cursos é uma ação fundamental para o fortalecimento das ações de internacionalização e o diálogo democrático com as comunidades eslavas do Paraná, tanto para articulação social como para o desenvolvimento local em sua dimensão cultural e científica.

O curso é uma nova oportunidade para aprender a Língua Ucraniana. É do conhecimento de muitos que, de 1999 a 2014 essa Língua era ensinada no CELEM ( Centro de Línguas Estrangeiras Modernas) do Colégio Estadual Dr.Afonso Alves de Camargo, pela Professora Eugênia Osatchuk e por um curto período pelas professoras Gilmara Koslinsli Rossa e Valquiria Stodolny (ex alunas da Professora Eugênia).

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Ensino na língua materna é um benefício para todos

As línguas expressam quem as pessoas são e estruturam as suas identidades e pensamentos, declarou na terça-feira a chefe da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

Fotografia: Vigas da Purificação|Edições Novembro

Fotografia: Vigas da Purificação|Edições Novembro

Numa mensagem, por ocasião do Dia Internacional da Língua Materna, assinalado na terça-feira, Irina Bokova defendeu que a “educação e a informação na língua materna são essenciais para melhorar a aprendizagem e desenvolver a confiança e a auto-estima”.

Para Irina Bokova, estes são alguns dos “motores” mais poderosos para o desenvolvimento.
O pesquisador brasileiro Diogo Almeida, que estuda neurociência da linguagem, disse à Rádio ONU, a partir dos Emirados Árabes Unidos, onde é professor, que todo o ser humano, que é exposto dentro de uma comunidade linguística, vai aprender a língua da comunidade, sendo uma constante na experiência humana.
Esse processo de aprendizagem, de acordo com os últimos estudos sobre a linguagem, citados por Diogo Almeida, “é diferente da aprendizagem de outras habilidades que nós temos, outras faculdades cognitivas, como, por exemplo, aprender matemática na escola”. No seu entender, a aprendizagem da linguagem é bastante particular. Diogo Almeida afirmou que o multilinguismo é anterior ao processo de globalização e mencionou as diferenças entre a aprendizagem da língua materna e de outras numa época diferente da vida.
“Uma coisa que sabemos do desenvolvimento linguístico é que aprender a primeira língua é diferente do que aprender uma segunda língua mais tarde na vida”, acentuou o professor universitário.
A comemoração este ano do Dia Internacional da Língua Materna é dedicada à educação em várias línguas.  Segundo a Unesco, também é uma oportunidade para a mobilização em prol dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, especialmente o objectivo que defende a educação de qualidade para todos.

Fonte: Jornal de Angola

Ensino do português para as crianças como Língua de Herança: curso online para o Japão

Chega ao Japão um curso online para educadores (pais e professores) e pesquisadores interessados no Português como Língua de Herança (PLH).

O curso que está revolucionando a prática do ensino da língua portuguesa como “herança”, para pais, professores e pesquisadores, já muito divulgado nos Estados Unidos e Europa, chega ao Japão.

É um curso online onde “são abordados temas fundamentais como identidade, diversidade, cultura, imigração, identidade cultural, bilinguismo, conceitos sobre o ensino/aprendizado de línguas, o percurso do português como língua de herança e as especificidades do contexto dos falantes desta língua minoritária. Em suma, o que é, quem são os envolvidos e o porquê do ensino e manutenção de uma língua de herança são temas essenciais dessa fase”, de acordo com a explicação na página web.

Em 2014 Luzia Tanaka, pedagoga, de Sakai (Osaka), participou do curso e encontrou a resposta para o que buscava. “Já vou para o terceiro curso com a criadora e idealizadora. Acho que a gente discute pouco sobre o que ensinar uma língua de herança e precisamos trazer esta discussão para o Japão”, pontua.

Já faz 5 anos que ela está praticando o ensinamento com crianças e adolescentes na sua cidade. “No começo as crianças não queriam estudar o português. Não é só ensinar a língua, mas o fortalecimento da identidade. Depois, elas não querem mais deixar a escola. O trabalho não fica só entre 4 paredes. Fazemos trabalhos com crianças que moram em outros países”, explica. Luzia ganhou um prêmio PLH como professora na primeira turma, por seu trabalho realizado com as crianças brasileiras que vivem no Japão.

“Posso dizer da qualidade e segurança desse método”, enfatiza Luzia. A autora virá para o Japão para finalizar o curso.

O curso tem início em 27 de março e conclusão em 2 de junho deste ano, com um programa de 10 semanas. Luzia reforça: além dos professores das escolas formais, instrutores e pais são bem vindos para se abrirem para um novo aprendizado que traz riqueza e segurança. A inscrição pode ser feita através da página: http://www.brasilemmente.org/programa-de-formaccedilatildeo-plh—japatildeo.html

Para mais informações, falar com Luzia Tanaka coordenadora do Projeto Construir ARTEL de Sakai (Osaka), através do e-mail oficinaarteeducacao@gmail.com.

Assista ao vídeo da idealizadora do curso PLH-Português como Língua de Herança, Felicia Jennings-Winterle.

Fonte: Portal MIE

Concurso de redação da ONU é oportunidade ideal para jovens brasileiros discutirem cidadania e multilinguismo

As inscrições para o concurso de redação Muitas Línguas, Um Mundo, voltado para jovens universitários, seguem abertas até 16 de março. A iniciativa, promovida pela escola de inglês ELS Educational Services em parceria com o programa Impacto Acadêmico da ONU, é uma ótima oportunidade para jovens brasileiros se envolverem em questões de cidadania global e entendimento cultural e discutirem a importância do desenvolvimento de habilidades linguísticas. Brasileiros contam como foi a experiência em 2016.

As inscrições para o concurso de redação Muitas Línguas, Um Mundo, voltado para jovens universitários, seguem abertas até 16 de março.

Jovens brasileiros selecionados na edição passada do concurso Muitas Línguas, Um Mundo. Da esquerda para a direita: Leonardo Alves (espanhol); José Ildo de Oliveira Júnior (francês); Ellen Silva (espanhol); e Tom Claudino dos Santos (inglês). Foto: Arquivo pessoal/Tom Claudino dos Santos

Jovens brasileiros selecionados na edição passada do concurso Muitas Línguas, Um Mundo. Da esquerda para a direita: Leonardo Alves (espanhol); José Ildo de Oliveira Júnior (francês); Ellen Silva (espanhol); e Tom Claudino dos Santos (inglês). Foto: Arquivo pessoal/Tom Claudino dos Santos

A iniciativa, promovida pela escola de inglês ELS Educational Services em parceria com o programa Impacto Acadêmico da ONU, é uma ótima oportunidade para jovens brasileiros se envolverem em questões de cidadania global e entendimento cultural e discutirem a importância do desenvolvimento de habilidades linguísticas.

Na edição do ano passado, quatro brasileiros ficaram entre os sessenta vencedores selecionados como delegados para o Fórum Global de Juventude da ONU.

Na ocasião, eles participaram da criação de planos de ação relacionados à Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável em uma das seis línguas oficiais das Nações Unidas e apresentaram as propostas na sede da Organização em Nova York.

Para a mestranda em Ciências Sociais da Universidade de Brasília e uma das selecionadas do grupo de espanhol da edição passada, Ellen Silva, 27 anos, é muito importante os brasileiros participarem da seleção e contribuírem com as discussões propostas pelo concurso.

“Como somos um país de dimensões continentais e de muita importância na região, acredito que nós temos muito a contribuir nestes espaços. É importante estar lá para representar as especificidades e desafios que os países do sul global, de forma geral, apresentam, tais como a desigualdade social e dificuldades na consolidação de nossas democracias. Além disso, acho excelente que tenhamos cada vez mais brasileiros conectados em redes globais, trocando experiências, idéias e boas práticas que podem ser aplicadas no nosso contexto”, ressalta a jovem, que é de Brasília.

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PUEBLOS ORIGINARIOS DENUNCIAN QUE SE ELIMINÓ LA EDUCACIÓN BILINGÜE

EL MINISTRO DE EDUCACIÓN ESTEBAN BULLRICH DECIDIÓ ELIMINAR LA EDUCACIÓN INTERCULTURAL BILINGÜE EN LAS ESCUELAS INTERCULTURALES, PARA LOS PUEBLOS ORIGINARIOS ES UN CLARO RETROCESO Y UN ATROPELLO A SUS DERECHOS.

Fonte: El Federal

Fonte: El Federal

Las distintas comunidades de pueblos originarios en el país advierten que se está produciendo en estos días una segunda campaña del desierto. Usurpación de tierras ancestrales con violencia y represión, convivencia entre terratenientes y policía y la política que se instala como un instrumento para facilitar la expulsión de aborígenes de sus tierras. Ahora el Consejo Educativo Autónomo de Pueblos Originarios (CEAPI) denunció que el gobierno nacional eliminó los programas por los cuales se ofrecía educación bilingüe en las escuelas interculturales.

Según se expresa en un comunicado, la Ceapi asume que el Ministro de Educación Esteban Bullrich al suprimir las Coordinadoras de las Modalidades del Sistema Educativo Nacional, se está “eliminando la modalidad de Educación Intercultural Bilingüe

“Con la eliminación de la Modalidad de Educación Intercultural Bilingüe, se frena y retrocede en la construcción de una educación respetuosa de nuestra identidad como Pueblos Originarios. Esta decisión del Ministro Bullrich, vulnera la Ley de Educación Nacional N° 26.206, violando el derecho Constitucional de los Pueblos Indígenas (conforme al art. 75 inc. 17 de la Constitución Nacional) ‘a recibir una educación que contribuya a preservar y fortalecer sus pautas culturales, sus lenguas, cosmovisión e identidad étnica para desempeñarse activamente en un mundo multicultural y a mejorar su calidad de vida’”, expresa la Ceapi en un comunicado.

“La Educación Intercultural Bilingüe (EIB) es una herramienta apropiada y sumamente necesaria para frenar el exterminio y la muerte de nuestra identidad étnica, cultural y lingüística. Por eso hemos decidido caminar con la EIB; porque creemos que esta Modalidad Educativa afirma nuestros pasos en la generación y búsqueda de proyectos de vida y de desarrollo integrales para superar nuestro atraso y marginalidad. Desde ese lugar proponemos una mirada distinta que aporte en la construcción de una sociedad respetuosa de la diversidad cultural y de la Pachamama que nos contiene a todos”, continúa el texto.

“Con la instalación de la Modalidad de EIB en el Sistema Educativo de la República Argentina, los Estados Nacional, Provinciales y de la Ciudad de Buenos Aires, habían comenzado a reparar siglos de postergación y de opresión de los Pueblos Originarios. Y esta responsabilidad le correspondía, principalmente, hasta ahora, al Ministerio de Educación y Deportes de la Nación, habida cuenta que muchas jurisdicciones solaparon e invisibilizaron por largo tiempo la problemática indígena” La decisión del Ministro de Educación vulnera el derecho de los niños miembros de las comunidades originarias a continuar educándose en su lengua.

Ramona Gimenez, maestra originaria de Pilagá (Formosa) en declaraciones al diario Infonews expresó que la medida del Estado Nacional produce “un tremendo daño, un retroceso en la construcción de una educación respetuosa de nuestra identidad como pueblos originarios”.

Estamos atravesando momentos difíciles a nivel del país por esta determinación injusta, que para mí es un atropello para nosotros, el no respetó a los pueblos indígenas y esto es responsabilidad del presidente Mauricio Macri, porque destruyó totalmente lo que hemos construido y que para nosotros no fue fácil”, sostuvo la maestra, quien se suma a la preocupación de los pueblos originarios de todo el país que están viendo cómo sus derechos son vulnerados, su historia atropellada por políticas discriminatorias, sus tradiciones y estilo de vida arrasados por el desmonte y la corrupción.

Fonte: El Federal

International Mother Language | Day 21 February

“On the occasion of this Day, I launch an appeal for the potential of multilingual education to be acknowledged everywhere, in education and administrative systems, in cultural expressions and the media, cyberspace and trade.” — UNESCO Director-General Irina Bokova

Students in a classroom at the Jabalia refugee camp in norhern Gaza Trip. UN Photo/Eskinder Debebe

Students in a classroom at the Jabalia refugee camp in norhern Gaza Trip. UN Photo/Eskinder Debebe

2017 Theme: Towards Sustainable Futures through Multilingual Education

To foster sustainable development, learners must have access to education in their mother tongue and in other languages. It is through the mastery of the first language or mother tongue that the basic skills of reading, writing and numeracy are acquired. Local languages, especially minority and indigenous, transmit cultures, values and traditional knowledge, thus playing an important role in promoting sustainable futures.

International Mother Language Day was proclaimed by the General Conference of the United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization (UNESCO) in November 1999 (30C/62).

On 16 May 2007 the United Nations General Assembly in its resolution A/RES/61/266 called upon Member States “to promote the preservation and protection of all languages used by peoples of the world”. By the same resolution, the General Assembly proclaimed 2008 as the International Year of Languages, to promote unity in diversity and international understanding, through multilingualism and multiculturalism.

International Mother Language Day has been observed every year since February 2000 to promote linguistic and cultural diversity and multilingualism. The date represents the day in 1952 when students demonstrating for recognition of their language, Bangla, as one of the two national languages of the then Pakistan, were shot and killed by police in Dhaka, the capital of what is now Bangladesh.

Languages are the most powerful instruments of preserving and developing our tangible and intangible heritage. All moves to promote the dissemination of mother tongues will serve not only to encourage linguistic diversity and multilingual education but also to develop fuller awareness of linguistic and cultural traditions throughout the world and to inspire solidarity based on understanding, tolerance and dialogue.

Fonte: United Nations

UNESCO promove cúpula em Buenos Aires sobre futuro da educação na América Latina e Caribe

Agência Brasil - ABr - Empresa Brasil de Comunicação - EBC

UNESCO promove cúpula em Buenos Aires para discutir futuro da educação na região. Foto: Agência Brasil

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e o Ministério da Educação e Esportes da Argentina realizam esta semana (24 e 25) em Buenos Aires evento que reunirá ministros latino-americanos e caribenhos para discutir o futuro da educação na região.

A UNESCO elogiou os avanços em educação promovidos pelos países latino-americanos e caribenhos na última década, mas alertou que mais esforços devem ser feitos no sentido de se atingir uma educação básica universal. A agência da ONU também enfatizou a necessidade de os países modernizarem seus sistemas educacionais tendo em vista o surgimento de novas tecnologias.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e o Ministério da Educação e Esportes da Argentina realizam esta semana (24 e 25) em Buenos Aires evento que reunirá ministros latino-americanos e caribenhos, organizações internacionais e da sociedade civil para discutir o futuro da educação na região e formas de atingir os objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.O evento “E2030: Educação e habilidades do século 21” ocorrerá no palácio San Martín, sede do Ministério de Relações Exteriores da Argentina, e será a primeira cúpula regional sobre o objetivo número 4 da Agenda 2030, que busca garantir educação inclusiva e de qualidade e a promoção de oportunidades de aprendizagem para todos durante a vida.

Durante os diálogos, os participantes receberão detalhes dos objetivos globais e sobre o relatório “Educação 2030 — Diretrizes para a Ação”, aprovado pela comunidade internacional em novembro de 2015 durante o Fórum Mundial da Educação. O documento oferece a governos e parceiros diretrizes para transformar compromissos em ações, de acordo com a UNESCO. A cúpula dará origem a uma declaração final com a visão regional para a educação até 2030, que guiará as estratégias e programas no âmbito nacional. Continue lendo

Revista Texto Livre: Linguagem e Tecnologia recebe submissões de artigos, resenhas e ensaios para os números de 2017

textolivreA Revista Texto Livre: Linguagem e Tecnologia recebe submissões de artigos, resenhas e ensaios para os números de 2017:

– até 06 de março para o primeiro número;

– até 31 de agosto para o segundo número e

– em fluxo contínuo sobre diversos temas, sendo os artigos aprovados publicados na edição seguinte à avaliação e edição de texto.

A revista Texto Livre: Linguagem e Tecnologia, ISSN 1983-3652, Qualis B2, é um periódico do Grupo Texto Livre, da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (Brasil), e visa à publicação semestral de textos inéditos nas áreas de Linguística, Educação (inclusive Educação a Distância), Cultura Livre, Software Livre, na interface com as Tecnologia da Informação e, sobretudo, abordagens interdisciplinares. A revista recebe textos em português, inglês, espanhol e francês, que são submetidos à avaliação do Conselho Editorial, segundo as normas para contribuições.

As diretrizes para os autores podem ser encontradas no seguinte endereço: http://www.periodicos.letras.ufmg.br/index.php/textolivre/about/submissions#authorGuidelines

Indexações: http://www.periodicos.letras.ufmg.br/index.php/textolivre/announcement/view/74

Atenciosamente,

Equipe Editorial  http://www.periodicos.letras.ufmg.br/index.php/textolivre/

Fonte: Email de Divulgação

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