Educação indígena

De Miranda para Amazônia, índios ensinam como salvar língua quase extinta

“Meu povo tem uma história muito triste, em relação à língua. No passado meu povo foi muito massacrado e proibido de falar a língua. Da nossa língua, hoje, nós só temos dois falantes”. O desabafo é do professor Raynney Datxe, indígena da etnia Apiaká da região amazônica, no norte de Mato Grosso

A forma de produção do material didático e a aplicação dele em sala de aula inspira outras iniciativas como a dos Apiakás, que querem evitar a extinção de sua língua materna. (Foto: Luciano Justiniano)

A forma de produção do material didático e a aplicação dele em sala de aula inspira outras iniciativas como a dos Apiakás, que querem evitar a extinção de sua língua materna. (Foto: Luciano Justiniano)

 

O povo dele não é o único a sofrer o massacre cultural. Na semana que passou, o professor veio junto com uma comitiva de educadores Apiaká a Miranda para aprender como preservar o pouco que restou da língua.

No Estado, a comitiva acompanhou o trabalho do Ipedi (Instituto de Pesquisa da Diversidade Intercultural) no resgate da língua e da cultura dos índios terena das oito aldeias de Miranda. Projeto daqui que já recebeu diversos prêmios nacionais por promover a preservação da língua terena, já em extinção.

Visitantes receberam exemplares do livro Kalivono e conheceram as práticas pedagógicas aplicadas em sala de aula. (Foto: Luciano Justiniano)

Visitantes receberam exemplares do livro Kalivono e conheceram as práticas pedagógicas aplicadas em sala de aula. (Foto: Luciano Justiniano)

Visitantes receberam exemplares do livro Kalivono e conheceram as práticas pedagógicas aplicadas em sala de aula. (Foto: Luciano Justiniano)

A tecnologia criada pelo Instituto consiste na na produção de material didático para educação infantil e alfabetização, tanto em português quanto em terena e pautados na cultura local.

O mesmo pode ser reaplicado para ajudar a salvar outras línguas indígenas em extinção no Brasil, como a língua dos Apiakás.

“Nosso objetivo na aldeia Babaçú, no município de Miranda, foi de conhecer como é que foi desenvolvido este projeto, porque no futuro nós queremos também fazer o mesmo”, afirma o professor Raynney Datxe.

Fonte: Campo Grande News

Comissão discute políticas de acesso e permanência dos indígenas nas universidades

Integrantes da Comissão da Universidade para Índios (Cuia) se reuniram para discutir as políticas atuais de acesso e permanência dos povos indígenas no ensino superior. O encontro aconteceu na Universidade Estadual de Maringá (UEM) e contou com representantes das sete instituições públicas de ensino superior do Paraná, mais a Universidade Federal do Paraná (UFPR), todos membros da Cuia. 

Os integrantes da Comissão se reúnem pelo menos cinco vezes por ano. Entres os assuntos debatidos estão as propostas de melhorias para o acesso dos povos indígenas às universidades. Além disso, são discutidas as deliberações de recursos oriundos da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, a fim de contribuir com a permanência indígena nas universidades públicas presentes no Estado. De acordo com a vice-presidente da Cuia, Isabel Cristina Rodrigues, tal auxílio se torna essencial para a continuidade da graduação.

A cada ano, uma universidade pública do Paraná fica responsável pela organização do Vestibular dos Povos Indígenas. Em 2017, a instituição organizadora é a UEM. Na reunião foram definidas as datas das provas, que estão previstas outubro, no distrito de Faxinal do Céu, localizado no município de Pinhão, na região Centro-Sul do Paraná.

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Contos animados são narrados em diferentes línguas indígenas

 

68 voces 68 corazones é uma série de contos narrados em diferentes línguas indígenas. com a premissa “ninguém pode amar o que não conhece”, o projeto foi criado, em 2016,  no méxico,  com o objetivo de estimular o orgulho, o respeito e o uso das línguas indígenas entre os falantes e os não falantes. esta ação também busca combater o preconceito. dirigido por gabriela badillo,  a série busca criar um projeto inclusivo, inspirado na  obra de escritorxs, como miguel león portilla, andrés henestrosa, hermenegildo lópez, isaac esau carrillo can, manuel espinosa sainos, entre outrxs. a série também tem como base contos da tradição oral dos povos indígenas do méxico

Confira alguns dos contos:

animação embasada no poema “cuando muere una lengua”, de miguel león portilla.
língua: náhuatl de la huasteca de hidalgo

 

animação embasada no conto “la última danza”, de isaac esau carrillo can.

língua: maya de yucatá

https://youtu.be/M5CnU0rL7dI

 

animação embasada no conto ch’ol de tradición oral
língua: ch’ol del estado de chiapas

 

animação embasada no conto “el chapulín brujo”, com narração tradicional do povo yaqui
língua: yaqui de sonora

 

animação embasada no conto “imagen de prometeo”, de andrés henestrosa.
língua: zapoteco da planície costeira de oaxaca

 

animação embasada no poema “muere mi rostro”, de manuel espinosa sainos
língua: totonaco de puebla

Fonte: Latitudes Latinas

 

Índios retomam luta por reconhecimento e querem lugar de protagonismo

Segundo o IBGE, em 2010, o Piauí possuía 2.944 pessoas que se autodeclaram indígenas; desses, 1.333 só em Teresina

 

Nada de penas, cocás, adereços pelos braços ou cintura. José Raimar, um índio da nação guajajara, veste uma blusa de mangas curtas de bom caimento, calça jeans, tênis e se apresenta com a serenidade de quem tem muito a contar. Seu principal argumento é sobre um processo de retomada que vem se solidificando a cada ano. Isso porque índios piauienses se organizam em busca do seu legítimo lugar de protagonismo dentro da história e ações desenvolvidas por governos e estudiosos também dão fôlego ao processo.

Raimar é natural do Maranhão, mas já mora no Piauí há muitos anos, onde constituiu família e redescobriu outros lados. Em Capitão de Campos, cidade localizada ao Norte do Estado, ele faz parte de uma das 60 famílias indígenas a ocuparem a região.

Mas a presença indígena não é exclusividade do município, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, o Piauí possui 2.944 pessoas que se autodeclaram indígenas; desses, 1.333 só em Teresina.

 “Quando a gente encontra um parente é uma emoção muito grande. Até pouco tempo, a verdade é que as pessoas tinham medo de se identificar com índios. Temos um histórico de massacre absurdo e, por isso, chegou-se ao ponto de dizer que no Piauí não tinha mais índio. Mas a presença do índio no Piauí é enorme, desde o índio que habitou essas terras e pescava no Rio Poti ao indígena de hoje, que está espalhado por todo o Estado e estamos lutando para identificar todos”, considera.

Raimar mora em Capitão de Campos com sua família (Foto: Elias Fontinele/O Dia)

Raimar mora em Capitão de Campos com sua família (Foto: Elias Fontinele/O Dia)

Apesar de ter direitos garantidos, os povos indígenas sofrem com a negligência ao cumprimento de tais conquistas. A Constituição de 1988 estabeleceu que a União tem competência privativa para legislar sobre populações indígenas. A carta magna garante o direito das comunidades indígenas de terem acesso ao Ensino Fundamental regular em língua portuguesa ou com uso de “suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem”. Ainda de acordo com a Constituição, o Estado brasileiro tem o dever de proteger as manifestações das culturas indígenas.

“Nós não queremos viver de favor, queremos nossa nação sendo respeitada. Aqui no Piauí, o índio foi massacrado e queremos a verdade como na época da ditadura, queremos um reconhecimento histórico do que aconteceu”, afirma.

A missão de preservar sua herança e cultura, Raimar faz muito bem. Do casamento com uma índia piauiense, a filha foi batizada com nome em tupi guarani, Taila Y’zar, que significa dona das águas. Mas o índio faz questão de lembrar que muito do Piauí remete, sem a maioria saber, a termos e heranças indígenas. É o caso das cidades Piracuruca, Piripiri, Ipiranga, que têm em seus nomes relação com a cultura tupi guarani. “Você fala e se reconhece porque o tupi guarani está dentro da gente. É algo bom de falar, de ouvir. Costumo dizer que se você se reconhece brasileiro, você tem de se reconhecer indígena. Quem não é índio é estrangeiro”, finaliza.

Etnias dos povos indígenas do Piauí são cariri e tabajara

De Norte a Sul do Estado, a população indígena ocupa territórios que, apesar de não serem reconhecidos pela União, guardam as memórias de suas ancestralidades. No Piauí, são duas as etnias atualmente identificadas: os tabajaras, das regiões de Piripiri, Lagoa de São Francisco e Capitão de Campos, ao Norte do Estado, e os cariris em Queimada Nova, ao Sul do Estado.

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Plurietnia e plurilingüismo no Brasil: o direito indígena à educação em sua própria língua

Entrevista de Aryon Rodrigues ao programa Tome Ciência (Rádio USP ). O arquivo sonoro está disponível no site ‘Canal Ciência’, do IBICT, que não deixa clara a data em que a entrevista ocorreu. Os programas foram produzidos de 1984 a 1989. O site inclui ainda vários outros programas interessantes (com temas arqueológicos, antropológicos etc.) nas seções “Amazônia e questões indígenas” e “História, filosofia, sociologia e antropologia”. [Para ouvir a entrevista, clique no player aqui.]

Fonte: Biblioteca Digital Curt Nimuendajú

Liderança indígena do Acre lança livro sobre histórias contadas por Yawanawas

Obra lançada em Rio Branco sexta, 3/2, às 18h30, no Café Iris Tavares (Foto: Acervo pessoal)

Obra lançada em Rio Branco sexta, 3/2, às 18h30, no Café Iris Tavares (Foto: Notícias do Acre)

Liderança da Aldeia Mutum da Terra Indígena do Rio Gregório, Tashka Peshaho Yawanawa decidiu colocar no papel histórias que eram contadas pelo Pajé Tatá aos jovens daquele local. Assim, nasceu o livro Vakehu Shenipahu – Contos Infantis Yawanawa, que contém sete narrativas e ilustrações feitas pelas próprias crianças da aldeia.

A obra será lançada em Rio Branco nesta sexta-feira, 3, às 18h30, no Café Iris Tavares. O evento é aberto ao público.

Antes, Tashka lançou o trabalho na Aldeia Matrixã, em outubro de 2016. Na oportunidade, as crianças que colaboraram com os desenhos puderam ter acesso em primeira mão ao resultado.

Escrito em duas línguas – português e yawanawa (língua indígena) –,

o livro conta com 84 páginas e capa dura.

A publicação foi possível graças ao patrocínio da Forest Trends,

em parceria com a Associação Sociocultural Yawanawa.

O próximo passo será a tradução para o inglês, com apoio da editora americana Chronic.

De acordo com o autor, as histórias presentes no exemplar são passadas de geração em geração há muito tempo. “São narrativas que fazem parte do nosso mundo, que ensinam como amar e proteger a natureza. Por isso, é tão importantes que elas sejam conhecidas não só por nós indígenas, mas também por pessoas da cidade”, diz.

Ele destaca, também, a escolha em publicá-lo bilíngue: “É uma forma de preservar e fortalecer nossa língua, cultura e história. É um legado que o Tatá, como nosso líder espiritual, nos deixou”, afirma.

O livro contou, ainda, com a colaboração da indigenista Dedê Maia e de Caboco, artista plástico que Tashka conheceu durante viagem a Paris, na França.

Fonte: Notícias do Acre

VI CONEGOV – Conferência Sul­Americana em Ciência e Tecnologia aplicada ao Governo Eletrônico, na ACATE, em Florianópolis

teclin

A sexta edição da Conferência Sul­Americana em Ciência e Tecnologia aplicada ao Governo Eletrônico – VI CONeGOV acontecerá na cidade de Florianópolis, Brasil nos dias 26, 27 e 28 de outubro de 2016, no centro de eventos da ACATE.

A VI CONeGOV tem como tema principal o uso de Tecnologia Linguística focada em três áreas de aplicação: a Sociedade da Informação, a Engenharia Linguística e a Cultura & Educação Indígena. A grande novidade é o tema Cultura e Educação Indígena, onde haverá o intercâmbio de informações entre estudiosos da área e os membros fundadores da Cátedra UNESCO TECLIN – Tecnologias Linguísticas que teve o seu ato inaugural de assinatura no dia 30 de junho de 2015 em Madri (Espanha).

A Cátedra UNESCO TECLIN é coordenada pela Universidade Politécnica de Madri, parceira em vários projetos do i3G há vários anos. O Instituto i3G (nodo Brasil) é um dos membros fundadores, junto com a Universidade Católica de Temuco (nodo Chile) e da Universidade Técnica Particular de Loja (nodo Equador).

A VI CONeGOV tem um outro fator especial que é a realização do III Encontro Internacional da Cátedra UNESCO TECLIN – ­ Tecnologias Linguísticas. O evento tem como objetivo difundir o tema das Tecnologias Linguísticas como uma poderosa ferramenta para diminuir a exclusão digital de populações indígenas cujas as línguas estão em perigo de extinção. Também pretende levar ao conhecimento da sociedade estas tecnologias, divulgar publicamente na América Latina as atividades da recém inaugurada Cátedra (www.teclin.org) e pretende ampliar a rede de participantes da Cátedra no Brasil.

O evento conta com o apoio direto das seguintes instituições de ensino internacional: Universidade Politécnica de Madrid – UPM (Espanha), Universidade Tecnológica Particular de Loja (Equador), Universidade Católica de Temuco (Chile) e Universidade de FASTA (Argentina).

Saiba mais sobre o evento em: http://www.i3g.org.br/conegov2016/

Fonte: Site do Evento

 

Índios interagem com pesquisadores internacionais no Congresso Revitalizando Culturas, em Palhoça

A primeira edição do Congresso Internacional Revitalizando Culturas ocorre até hoje, quinta-feira, 15, na Unisul Pedra Branca. Em paralelo, a universidade também promove a 13ª Semana Cultural Indígena. A abertura dos eventos contou com palestra do pesquisador indiano Murad Ahamad Khan, da Aligarh Muslim University. Ele publicou estudos que relacionam populações indígenas da Ásia e América Central.
O evento reúne alunos de todas as idades do Centro de Formação Tataendy Rupá, da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), da Comissão Guarani Yvyrupa (CGY), da Comissão Nhemonguetá, da AIMG de Biguaçu, além de pesquisadores de diferentes esferas do conhecimento. O tema geral do congresso abrange os ‘Povos Originários: Riquezas Sustentáveis?’. Continuar lendo

Mensagem da UNESCO para o Dia Internacional dos Povos Indígenas do Mundo

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Foto Portal UNESCO

Mensagem de Irina Bokova, diretora-geral da UNESCO, por ocasião do Dia Internacional dos Povos Indígenas do Mundo, 9 de agosto de 2016

A aprovação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e do Acordo Climático de Paris em 2015 estabeleceu uma nova e ambiciosa agenda para a construção de um mundo digno para todos, no que diz respeito ao planeta.

Essa agenda reconhece, pela primeira vez neste âmbito, os povos indígenas como grupos distintos, assim como o seu papel nos esforços mundiais para a construção de um futuro melhor para todos.

Nesta ocasião, prestamos homenagem aos 370 milhões de indígenas de todo o mundo e reafirmamos a determinação da UNESCO de salvaguardar e promover suas identidades, línguas e sistemas de conhecimento. Os povos indígenas são guardiões de uma rica diversidade cultural, e detêm uma espécie única de sabedoria sobre a vida sustentável e o respeito pela biodiversidade. O estímulo e o aproveitamento desse potencial pedem por uma educação inclusiva, equitativa e de qualidade para todos. A muitos indígenas ainda é negado o direito pleno a uma educação de qualidade. Crianças indígenas continuam a ter uma probabilidade menor de serem matriculadas na escola e, por outro lado, são mais propensas a apresentar resultados abaixo do esperado em relação a crianças não indígenas. Associada às barreiras socioeconômicas e culturais, com frequência essa marginalização cria um círculo vicioso de desvantagens. Essa lacuna moral e de desenvolvimento prejudica a humanidade como um todo.

O direito à educação é fundamental, como estabelece a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas (2007) e a Convenção da UNESCO Relativa à Luta contra a Discriminação no Campo do Ensino (1960). Os sistemas de conhecimento indígenas detêm muitas respostas para a atenuação das consequências da mudança climática, e a UNESCO continuará a recorrer a eles para reforçar a cooperação científica para a biodiversidade, assim como a educação para o desenvolvimento sustentável. Nosso principal desafio consiste em reunir essa riqueza de conhecimento e cultura para o benefício de todos, no pleno respeito aos direitos humanos. Esse é o mandato da UNESCO e o nosso compromisso renovado neste Dia Internacional.

Fonte: UNESCO Brasil

Especialistas da ONU defendem direito de indígenas à diversidade na educação

Os Estados precisam trabalhar de forma construtiva com os povos indígenas para enfrentar barreiras à educação, incluindo a estigmatização da identidade indígena, discriminação nas escolas e barreiras linguísticas entre estudantes e professores, disseram especialistas da ONU às vésperas do Dia Internacional dos Povos Indígenas, comemorado na terça-feira (9).

“É imperativo que as instituições educacionais sejam construídas com um padrão de direitos humanos que seja inclusivo e respeite as culturas, visões de mundo e línguas dos povos indígenas”, disseram.

pnudindigena

Especialistas da ONU chamaram atenção para o acesso de indígenas a um sistema educacional livre de discriminações. Foto: PNUD / Tiago Zenero

Aproximadamente dez anos depois de as Nações Unidas adotarem a Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas, crianças e jovens indígenas ainda não têm total acesso a formas adequadas de educação, alertou um grupo de quatro especialistas da ONU para os direitos indígenas em comunicado conjunto publicado na sexta-feira (5).

Em declarações às vésperas do Dia Internacional dos Povos Indígenas, comemorado na terça-feira (9), os especialistas pediram que os governos garantam sistemas educacionais livres de discriminação e culturalmente sensíveis aos povos indígenas, levando em conta suas línguas e suas histórias. Continuar lendo

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