diversidade cultural

CineOP 2017: Noite de abertura é marcada por homenagens e pelo passado glorioso da Cinédia

OURO PRETO/MG 22.06.2017 – CINEOP – MOSTRA DE CINEMA DE OURO PRETO – Filme de Abertura. Desarquivando Alice Gonzaga. Local: Cine Vila Rica. Foto: Leo Lara/Universo Producao

A primeira imagem projetada na tela do Cine Vila Rica logo no início da cerimônia de abertura da tradicional Mostra de Cinema de Ouro Preto, na noite de quinta-feira (22), foi o rosto em primeiro plano da socióloga indígena Avelin Buniacá Kambiwá. Na face da mulher, uma lágrima escorre pela pintura de guerra feita com carvão e urucum enquanto ela fala sobre as lutas dos povos indígenas para sobreviver no Brasil ao longo dos últimos cinco séculos.

O brado de resistência de Kambiwá encontrou par e ressonância temática na poderosa performance musical do coletivo Negras Autoras, que usou a força do canto e da percussão para abordar a emergência da questão negra e de gênero no país.

Dedicada à noção de cinema como patrimônio, a CineOP chega a sua 12ª edição em 2017 com a proposta de debater a representação de grupos historicamente marginalizados ao longo de décadas de produção audiovisual no país. A pergunta “Quem conta a História no cinema brasileiro?” é o mote da mostra neste ano, que já em sua noite de abertura propôs um debate sobre o chamado “lugar de fala” e sobre protagonismo e representação de minorias na sétima arte.

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Funai seleciona instituições que queiram receber filmes indígenas para atividades arte-educativas

Foto: Acervo FUNAI

Instituições interessadas em realizar atividades arte-educativas por meio da exibição de filmes indígenas, com foco no povo Xavante, podem participar do processo de seleção da Funai que vai disponibilizar caixas de DVDs com sete filmes cada uma, por meio da Coordenação Regional (CR) Xavante. O material será distribuído gratuitamente para as 70 instituições selecionadas. As inscrições vão até dia 30 de junho de 2017.

As caixas foram produzidas pela Coordenação Técnica Local em Nova Xavantina/MT, com apoio do Museu do Índio, como parte do projeto “Cinema nas Aldeias Xavante: ver, ouvir e debater”, de 2015. Esse projeto promoveu sessões de cinema itinerante em aldeias Xavante da Terra Indígena Parabubure, em Campinápolis-MT, e distribuiu a coleção dos filmes exibidos para todas as escolas indígenas das nove terras indígenas do povo Xavante, por meio das Secretarias Municipais e Estadual de Educação.

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Filme ‘Larfiagem’, sobre língua criada em SC, será exibido no FAM, em Florianópolis

Sessão gratuita será no dia 20, na UFSC. Curta é dirigido por catarinense e resgata história de idioma inventado por meninos de Herval d’Oeste.

Larfiagem foi criada nos anos 1950 em Herval d’Oeste (Foto: Divulgação)

O curta “Larfiagem”, que conta a história da língua criada por meninos da cidade catarinense de Herval d’Oeste nos anos 1950, será exibido em Florianópolis na próxima terça-feira (20), dentro da programação do 21º Florianópolis Audiovisual Mercosul (FAM).

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Queens: o distrito nova-iorquino que fala mais de 160 idiomas

Com 2,3 milhões de habitantes procedentes de todos os continentes, o multicultural distrito de Queens, em Nova York, se apresenta como a área urbana com maior diversidade linguística dos Estados Unidos.

Localização Bairro Queens, NY, EUA.

Localização Bairro Queens, NY, EUA.

Segundo a prefeitura de Nova York, no Queens, onde quase metade dos moradores nasceu em outro país, são faladas mais de 160 línguas, especialmente espanhol, chinês, coreano, russo, italiano, tagalog (das Filipinas) e grego.

A pluralidade étnica do distrito, o mais extenso da cidade de Nova York, é tão grande que cada bairro pode ser identificado com os idiomas e dialetos falados por seus moradores. Um simples passeio por uma das principais avenidas do Queens se transforma em uma viagem por diferentes culturas e latitudes.

A avenida Roosevelt, no nordeste do Queens, atravessa bairros como Elmhurst, Jackson Heights e Corona, nos quais se concentram a maior proporção de imigrantes. Falantes de espanhol, nepalês, tibetano, javanês e indonésio compartilham um mesmo código postal.

A região está conectada com o centro da cidade pela linha 7 do metrô, conhecida como “International Express” pela significativa presença de turistas de diferentes países, em sua maioria chineses, equatorianos, mexicanos, colombianos e bengaleses.

“Há muita diversidade e você encontra muitas pessoas de seu próprio país. Isso torna a vida aqui mais cômoda”, disse Sudip Plama, um jovem nepalês que mora em Jackson Heights.

A grande diversidade demográfica e cultural do distrito se mostra em cada esquina: bancos, lojas e restaurantes com trabalhadores de raças diferentes, música vibrante e variedade, bem como panfletos e cartazes no transporte público em dezenas de idiomas.

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Plataforma mostra idiomas falados no mundo e sotaque de cada região

Localingual tem gravações de pessoas mostrando como elas falam nos mais diferentes lugares do mundo

Plataforma mostra idiomas falados no mundo e sotaque de cada região  |  Fonte: Shutterstock

Plataforma mostra idiomas falados no mundo e sotaque de cada região | Fonte: Shutterstock

Você tem curiosidade de saber qual idioma se fala em determinado país? E os sotaques de região? Então, temos uma dica imperdível. O Localingual é uma plataforma que mostra como cada língua é falada nas mais diferentes regiões. E o mais legal: todo o conteúdo pode ser acessado gratuitamente.

Inaugurada em janeiro de 2017, a plataforma reúne gravações enviadas por voluntários de diferentes localidades mundo afora. Até o momento, já foram registradas mais de 18 mil gravações. A ideia é que o projeto se mantenha colaborativo e cresça conforme as pessoas enviarem as suas próprias gravações, promovendo uma troca de culturas.

O criador do site é um ex-engenheiro de softwares da Microsoft, David Ding, que criou a plataforma como um grande mapa interativo. Você escolhe o país e, na sequência, navega pelas mais diversas regiões!

Fonte: Universia Brasil

[Luxemburgo] PLURILINGUISMO A PARTIR DE OUTUBRO NAS CRECHES (C/ÁUDIO)

A diversidade linguística vai ganhar mais destaque nas creches, no próximo ano letivo.

Desde o início do mandato do atual Governo, que o ministro da Educação, Claude Meisch, sublinha a importância da aprendizagem do luxemburguês e do francês nas creches, sem esquecer a valorização da língua materna.

A pequena infância é uma fase particularmente propícia à aprendizagem das línguas.

Segundo vários estudos, as crianças conseguem aprender várias línguas de forma intuitiva e natural.

Daí o Governo ter achado necessário introduzir, nas creches, a partir do mês de outubro de 2017, um programa educativo multilingue para as crianças, de 1 a 4 anos.

{ouça os áudios aqui}

O principal objetivo é familiarizar as crianças com o luxemburguês e o francês, diz o ministro da Educação. Valorizar e favorecer o desenvolvimento da língua materna é outro dos objetivos desta medida. Claude Meisch acrescenta que as crianças vão ser encorajadas a exprimir-se na sua língua materna. Outro ponto essencial para o sucesso deste programa de educação multilingue é a participação dos pais. {ouça os áudios aqui}

“Fazê-las ouvir hoje as línguas que falarão amanhã” é o lema deste programa de diversidade linguística.

Todas as crianças de 1 a 4 anos beneficiam de um enquadramento gratuito de 20 horas por semana, durante 46 semanas {ouça os áudios aqui}A Rádio Latina falou ainda com Cindy Martins de Oliveira, diretora de uma creche em Strassen, que participa desde Abril do ano passado num projeto piloto, já com o plurilinguismo introduzido.

A diretora sublinha que já se falavam várias línguas na creche, antes do projeto, só que agora as coisas são feitas de forma mais consciente. O reforço da diversidade linguística é válido a partir de outubro de 2017 em todas as creches e outras estruturas que aderiram ao sistema do “cheque-serviço”.

Redação Latina

Fonte: Rádio Latina

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