diversidade cultural

Revista Articulando e Construindo Saberes

A Universidade Federal de Goiás (UFG) publicou o segundo volume da Revista Articulando e Construindo Saberes, editada pelo Núcleo Takinahakỹ de Fomação Superior Indígena – Faculdade de Letras da UFG. Com periodicidade anual, a publicação traz nesta edição 35 artigos escritos por autores e autoras indígenas e não indígenas sob a perspectiva da interculturalidade, com a construção e articulação de saberes provenientes de diferentes áreas do conhecimento e de diferentes fontes culturais. A revista ter por propósito justamente o estímulo e a promoção do debate transdisciplinar sobre a interculturalidade, a inclusão social e a equidade na educação superior.

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O Inventário do Hunsrückisch como Língua Brasileira de Imigração no sul do Brasil

Monumento do Cooperativismo. Pesquisadores da esquerda para a direita: Jussara, Gabriel e Ana.

Além dos estados de Santa Catarina e Espírito Santo,  também o Rio Grande do Sul recebeu pesquisadores do Inventário do Hunsrückisch (hunsriqueano) como Língua Brasileira de Imigração (IHLBrI ) durante o mês de agosto.

Entre os dias 01 e 03 de agosto, Jussara Habel, Gabriel Schmitt e Ana Winckelmann  que compõem a equipe do Inventário e do Projeto ALMA-H (Atlas Linguístico-Contatual das Minorias Alemãs na Bacia do Prata: Hunsrückisch) esteve em Nova Petrópolis, RS, para as pesquisas.

A equipe de pesquisadores chegou em Nova Petrópolis, RS, no dia 01 de agosto de 2017 com várias atividades agendadas. Inicialmente, a equipe foi até a Prefeitura para preencher o questionário sociológico e para ouvir as autoridades locais sobre a importância da língua alemã falada em Nova Petrópolis. Durante a tarde, foram recebidos pela Rádio Imperial FM, 104.5, para explicar os objetivos do trabalho aos ouvintes (Conferir entrevista abaixo).

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O PERU APROVA A POLÍTICA NACIONAL DE LÍNGUAS ORIGINARIAS, TRADIÇÃO ORAL E INTERCULTURALIDADE

Fonte: acervo pessoal

Por Gerardo Chinchay – colaborador

No dia 9 de agosto, como parte da celebração do Dia Internacional dos Povos Indígenas, o Presidente da República do Peru, Pedro Pablo Kuczynski aprovou, através do decreto supremo N° 005-2017-MC, a “Política Nacional de Lenguas Originarias, Tradición Oral e Interculturalidad”, que visa a garantir os direitos linguísticos dos falantes de línguas indígenas no territorio nacional incorporando mudanças e melhorias no funcionamento da administração pública e serviços públicos.

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Congresso Internacional Humanidades nas Fronteiras

Fonte: Divulgação

A primeira edição do “Congresso Internacional Humanidades nas Fronteiras: imaginários e culturas latino-americanas” é um evento realizado em parceria entre a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) e a Universidade do Oeste do Paraná (UNIOESTE), integrando o Programa de Pós-Graduação em Literatura Comparada (UNILA) e o Programa de Pós-Graduação Sociedade, Cultura e Fronteiras. O evento se justifica por constituir um espaço para a difusão e para o intercâmbio da construção de saberes produzidos na área de humanidades e letras. O título Humanidades nas Fronteiras tem aqui um duplo significado interrelacionado: indica, primeiro, a exigência de reflexão teórica em pesquisas interdisciplinares, inseparável da tematização da cultura como um fenômeno relacional que não se limita às fronteiras entre saberes (científicos e não científicos, eruditos e não eruditos, disciplinares ou não, locais ou não).

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CineOP 2017: Noite de abertura é marcada por homenagens e pelo passado glorioso da Cinédia

OURO PRETO/MG 22.06.2017 – CINEOP – MOSTRA DE CINEMA DE OURO PRETO – Filme de Abertura. Desarquivando Alice Gonzaga. Local: Cine Vila Rica. Foto: Leo Lara/Universo Producao

A primeira imagem projetada na tela do Cine Vila Rica logo no início da cerimônia de abertura da tradicional Mostra de Cinema de Ouro Preto, na noite de quinta-feira (22), foi o rosto em primeiro plano da socióloga indígena Avelin Buniacá Kambiwá. Na face da mulher, uma lágrima escorre pela pintura de guerra feita com carvão e urucum enquanto ela fala sobre as lutas dos povos indígenas para sobreviver no Brasil ao longo dos últimos cinco séculos.

O brado de resistência de Kambiwá encontrou par e ressonância temática na poderosa performance musical do coletivo Negras Autoras, que usou a força do canto e da percussão para abordar a emergência da questão negra e de gênero no país.

Dedicada à noção de cinema como patrimônio, a CineOP chega a sua 12ª edição em 2017 com a proposta de debater a representação de grupos historicamente marginalizados ao longo de décadas de produção audiovisual no país. A pergunta “Quem conta a História no cinema brasileiro?” é o mote da mostra neste ano, que já em sua noite de abertura propôs um debate sobre o chamado “lugar de fala” e sobre protagonismo e representação de minorias na sétima arte.

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Funai seleciona instituições que queiram receber filmes indígenas para atividades arte-educativas

Foto: Acervo FUNAI

Instituições interessadas em realizar atividades arte-educativas por meio da exibição de filmes indígenas, com foco no povo Xavante, podem participar do processo de seleção da Funai que vai disponibilizar caixas de DVDs com sete filmes cada uma, por meio da Coordenação Regional (CR) Xavante. O material será distribuído gratuitamente para as 70 instituições selecionadas. As inscrições vão até dia 30 de junho de 2017.

As caixas foram produzidas pela Coordenação Técnica Local em Nova Xavantina/MT, com apoio do Museu do Índio, como parte do projeto “Cinema nas Aldeias Xavante: ver, ouvir e debater”, de 2015. Esse projeto promoveu sessões de cinema itinerante em aldeias Xavante da Terra Indígena Parabubure, em Campinápolis-MT, e distribuiu a coleção dos filmes exibidos para todas as escolas indígenas das nove terras indígenas do povo Xavante, por meio das Secretarias Municipais e Estadual de Educação.

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