CPLP

Países de língua portuguesa buscam livre circulação de cidadãos

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Portugal: ministérios envolvidos trabalharão para concretizar esse objetivo até a próxima cúpula (Jamie McDonald/Getty Images/)

A proposta, apresentada por Portugal, foi acolhida por todos os demais integrantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)

Por Estadão Conteúdo

Brasília – Os países de língua portuguesa vão trabalhar para concretizar, num prazo de até dois anos, um acordo que permita a seus cidadãos residirem, trabalharem e terem portabilidade de direitos sociais. Ou seja, será possível a um brasileiro morar e trabalhar em Portugal, por exemplo.

 “A ideia é permitir não apenas a estudante, mas a todo cidadão, circular no espaço da comunidade de países de língua portuguesa”, disse nesta terça-feira, 1º de novembro, o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa. Ele explicou que será possível residir e trabalhar, mas será necessário discutir situações específicas, e ver a equivalência de títulos acadêmicos e profissionais.

A medida se estende a direitos sociais, como, por exemplo, a previdência. Desta forma, um brasileiro que trabalha em Portugal poderia contar com os anos de trabalho (em qualquer dos países) para a sua aposentadoria global, explicou.

A proposta, apresentada por Portugal, foi acolhida por todos os demais integrantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) na reunião que se encerrou nesta terça no Palácio do Itamaraty. O documento da declaração final do encontro diz que os ministérios envolvidos trabalharão para concretizar esse objetivo até a próxima cúpula, daqui a dois anos, em Cabo Verde.

A CPLP é formada por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

XI Conferência de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)

cplpA XI Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP decorre, em Brasília, a partir de 31 de outubro até terça-feira, 02 de novembro, marcando a sucessão de Timor-Leste pelo Brasil na presidência da organização.

Na cimeira, os nove membros da CPLP deverão designar a próxima secretária-executiva, Maria do Carmo Silveira, indicada por São Tomé e Príncipe, depois de um acordo, proposto por Lisboa, que prevê que, no final do mandato de dois anos, caiba a Portugal apontar o nome para este cargo. Continuar lendo

Acontece hoje, na 24ª Bienal do Livro em São Paulo: Mesa de Discussão “Divulgação internacional da língua portuguesa: cenário e ações”

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Língua internacional por excelência, o português é hoje o quarto idioma mais falado do mundo, presente, sobretudo no Brasil, em Portugal e em vários países africanos. Observando a crescente importância cultural, econômica e geopolítica do idioma, os países de Língua Portuguesa se uniram há vinte anos para criar a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Entre 2016 e 2018, caberá ao Brasil a presidência temporária da entidade. Para tratar da crescente difusão dessa língua, abordando as iniciativas voltadas para a sua difusão, convidamos Gilvan Müller de Oliveira, ex-diretor do IILP (Instituto Internacional da Língua Portuguesa), Susanna Florissi, que é presidente da Câmara Brasileira do Livro e Coordenadora da CPCLP (Comissão de Promoção de Conteúdo em Língua Portuguesa) e João Hilton Sayeg de Siqueira, Coordenador Adjunto da Comissão Nacional do Instituto Internacional da Língua Portuguesa.

 SERVIÇO

Divulgação internacional da língua portuguesa: cenário e ações com Gilvan Müller de Oliveira, Susanna Florissi e João Hilton Sayeg de Siqueira

Atividade gratuita

Classificação etária: Livre

Data: 30 de agosto (terça-feira), às 16h

Local: Estande das Edições Sesc São Paulo

Entre as ruas G e H

Fonte: Email divulgação Edições SESC/Coordenação Editorial

 

Revista Platô discute Políticas Linguísticas na Guiné Equatorial

platoAcaba de ser lançado o Volume 3 – Número 6/2016 da Revista digital Platô – Revista do Instituto Internacional de Língua Portuguesa, que discute ” Políticas Linguísticas na Guiné Equatorial”. O número foi organizado pelas pesquisadoras Rosângela Morello e Susana Castillo-Rodriguez.

Na apresentação do Número, Rosângela Morello sintetiza os principais temas discutidos:

No primeiro artigo La colonización lingüística de España en Guinea Ecuatorial, que abre  o número, Susana Castillo Rodríguez apresenta um panorama da colonização linguística empreendida pela Espanha nos territórios que atualmente formam a Guiné Equatorial. Adotando uma perspectiva histórica, a autora caracteriza a atual situação linguística do país e argumenta que o imperialismo linguístico espanhol, articulando as ideologias da espanholidade, no início, e mais tarde a da hispanidade, é marcado por três momentos: a batalha contra o inglês, o monopólio do espanhol, língua colonial, como língua oficial e a obliteração das línguas nativas.

No texto seguinte, O estatuto do pichi na Guiné Equatorial,  Kofi Yakpo faz uma análise  da relação entre as políticas e as ideologias linguísticas relacionadas ao pichi, o crioulo de base lexical inglesa da Guiné Equatorial e a segunda língua nacional mais amplamente falada do país. Denunciando a ausência de políticas governamentais de apoio e fomento do pichi, o autor demonstra, no entanto, a crescente ampliação das funções dessa língua e a necessidade de questionar os valores negativos que a circundam, advindos dos processos de colonização.

Com o tema La situación lingüística de Guinea Ecuatorial: obstáculos para la implantación de una política lingüística exitosa, Mikel Larre Muñoz sinaliza alguns passos que poderiam ser dados, apresentando seus pontos positivos e negativos, para conceber e implantar uma política linguística integradora, que considere as distintas línguas do país, em especial, as línguas autóctones, de modo a modificar a atual situação.

apresentacaoEm seguida, Justo Bolekia Boleka, em La lengua bubi: ¿desaparición o rehabilitación? detalha os processos de instrumentalização da língua bubi para questionar o fato de que, embora esteja hoje amplamente descrita, essa língua não entrou em nenhum programa de ensino governamental. Para o autor, as investigações sobre o bubi não têm conduzido a políticas linguísticas e educacionais destinadas a promovê-la. Urge, então, segundo Bolekia, reconhecer a “oficialidade territorial” dessa e de outras línguas nacionais e propor programas educativos consistentes e ajustados à realidade multilíngue do país.

Ainda, o texto Os primeiros passos do português no mais novo país lusófono da CPLP, de Emmanuel R. Laureano, constitui um relato circunstanciado das ações voltadas a promoção da língua portuguesa no país. O autor mostra o crescente interesse pela língua portuguesa impulsionado por sua recente oficialização e pelo fato da Guiné Equatorial integrar, desde 2014, a Comunidade de Países de Língua Portuguesa – CPLP.

Por fim, em Políticas linguísticas e multilinguismo: usos e circulação do fá d´ambô nas redes das línguas da Guiné Equatorial,  Rosângela Morello apresenta e discute os resultados de um diagnóstico sociolinguístico sobre a língua fá d´ambô, realizado em Malabo e Annobón no âmbito de um protocolo de cooperação técnica assinado entre o Governo da Guiné Equatorial e o Instituto Internacional da Língua Portuguesa(IILP). Considerando a relação histórica entre o fá d´ambô e o português, a autora traça o perfil sociolinguístico de grupos de annoboneses e discute o funcionamento das línguas nas situações pesquisadas, visando a contribuir para gestão do fá d´ambô e demais línguas equatoguineanas.”

Leia a apresentação completa e acesse o número da Revista Platô: http://www.riilp.org/

Fonte: Blogue do IILP e Revista Platô

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