África

Quase 90% das crianças em Moçambique começam a estudar sem saber falar português

Cerca de 90% das crianças moçambicanas começam a frequentar as aulas sem saber falar a língua portuguesa, o que constitui um obstáculo para o processo de ensino e aprendizagem, indicam dados do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano. Os dados foram divulgados na quarta-feira durante o Fórum Nacional Bilingue pela ministra da Educação e Desenvolvimento Humano, Conceita Sortone, citada esta quinta-feira pelo diário O País.

A governante entende que esta pode ser uma das causas dos maus resultados nas escolas do ensino primário no país, propondo o ensino bilingue como a solução para o problema. “Um olhar atento sobre as nossas estatísticas permite perceber, claramente, o quanto os nossos concidadãos não podem usufruir dos serviços de saúde, de justiça e acesso à informação porque não conseguem permanecer no sistema de ensino por não saberem falar a língua portuguesa”, disse Conceita Sortone. Continue lendo

Educadores criam app que resgata alfabeto angolano

Serviço Lançamento do app Alfabantu
Crédito: divulgação

Projeto desenvolvido por professores negros mostra novas práticas educacionais por meio da tecnologia

Para resgatar e exaltar a ancestralidade de povos africanos, os educadores Odara Dèlé, de 29 anos e Edson Pereira, de 31 anos, lançam, no próximo dia 21 de novembro, o aplicativo Alfabantu, voltado ao público infantil, para auxiliar na alfabetização por meio de jogos digitais através da língua falada pelo povo kimbundu. O aplicativo estará disponível, inicialmente, para sistema Android e o download é gratuito.

A cerimônia de lançamento acontece Ação Educativa, com uma mesa sobre “Tecnologias e Línguas Africanas” com participação dos criadores do projeto e de Carlos Machado e Mwalala Kalele. A entrada é gratuita. Continue lendo

Palestra “A Língua Portuguesa, Identidades e Diferenças: um olhar a partir de Moçambique

“De acordo com dados do Ethnologue, maior catálogo de línguas do mundo, a língua portuguesa é falada como língua materna por aproximadamente 250 milhões de pessoas. Soma-se a esse número um número de aprendizes da língua como segunda língua ou língua estrangeira. A língua portuguesa que, em priscas eras, era a língua de Camões e de uma comunidade linguística presente nos domínios do Velho Mundo, é hoje a língua de muitos outros poetas e povos que, devido a variadas situações de contato por meio de empreitadas colonizadoras dos Portugueses e de uma herança histórica, apropriaram-se dela, transformaram-na e imprimiram à língua as novas cores e matizes de suas línguas-culturas.

Apesar do caráter dinâmico da língua portuguesa, viva e em constante estado de mudança, resguarda-se certa unidade mantida pelos gestores dessa língua tão pluricêntrica. Falamos português no Brasil, fala-se em Portugal, em Cabo-Verde, Angola, Moçambique, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor Leste, compondo a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – CPLP, em diversos territórios asiáticos, tais como Macau (atualmente sob soberania da China), Diu, Damão e Goa (atualmente sob soberania da Índia), e em outras regiões do mundo com os quais compartilhamos essa ‘unidade’ da língua, ao mesmo tempo em que construímos tantas identidades e demarcamos as diferenças.

Essa palestra, voltada ao público acadêmico e demais interessados, tematiza as políticas linguísticas em torno da língua portuguesa com enfoque em Moçambique, visando a prover conhecimento ao público participante em torno do tema proposto, bem como estabelecer relações entre essa língua-cultura e as língua (s)-cultura(s) do português no Brasil.”

Fonte: http://palestra-unioeste.webnode.com/saiba-mais-sobre-a-palestra/

 

 

A luta de três irmãs que tentam manter vivo idioma que só elas sabem falar

Katrina Esau conseguiu criar forma escrita do N|uu para poder ensiná-lo aos mais jovens

Katrina Esau luta para salvar a vida de sua língua materna.

A idosa sul-africana, de 84 anos, é apenas uma de três pessoas no mundo capazes de falar fluentemente o N|uu, uma das línguas faladas pela comunidade San, também conhecida como Bushmen. Todas as pessoas pertencem à mesma família.

O N|uu é considerado a língua original do sul da África, mas está em uma lista da ONU de idiomas considerados “sob risco de extinção”.

“Quando era pequena, só falava N|uu e ouvia um monte de gente falando-a também. Mas agora isso mudou”, diz Esau, que vive na cidade de Upington, na província sul-africana de Northern Cape.

Por séculos, os San circularam livremente pela região vivendo da caça e da coleta de vegetais. Hoje, porém, as práticas desapareceram. Seus descendentes dizem que a língua é uma das últimas ligações entre eles e a história de seu povo.

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Lessons from Africa prove the incredible value of mother tongue learning

Sixty-five years ago a group of students paid with their lives in a fight for language. A number of students were shot and killed by police while demonstrating in defence of their language, Bengali (also called Bangla). The students wanted Bengali to be formally recognised as one of the two national languages in what was then Pakistan and is today Bangladesh.

Since 1999, the anniversary of the tragedy has been marked every year on February 21 by UNESCO as International Mother Language Day.

African research has made a valuable contribution to the framing of 2017’s International Mother Language Day theme: “Towards sustainable futures through multilingual education”.

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BBC vai emitir em 11 línguas e uma é a da Coreia do Norte

bbc

Foto BBC/Público

As redes sociais e os conteúdos digitais vão ser outra das apostas da cadeia britânica.

A cadeia britânica BBC vai reforçar a sua aposta em África, mas também no Leste europeu, na Rússia e na Ásia, incluindo a Coreia do Norte. No total, prepara-se para emitir em 11 novas línguas, naquela que é a maior expansão da cadeia desde 1940.

O serviço mundial da BBC (BBC World Service, no original) prepara-se, agora, para emitir em países da África subsariana e da Península Arábica. As novas línguas introduzidas serão oromo (falado na Etiópia e no Quénia), amárico (Etiópia e partes do Oriente Médio), guzerati (Índia e Paquistão), igbo (Nigéria), coreano, marata (Índia), pidgin, panjábi (Índia e partes do Paquistão), telugo (Índia), tigrínia (Etiópia e Eritreia) e iorubá (Nigéria, Benim, Togo e Serra Leoa). Continue lendo

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