Acordo Ortográfico

Português pode desaparecer? Pai do acordo ortográfico acha a questão “incompreensível”

ng7880560Augusto Santos Silva antecipou desafios e dificuldades ao português. Pai do acordo ortográfico diz que nunca esteve tão forte

Estará o “português de Portugal” condenado a desaparecer? Será o fechamento das vogais, que aparentemente fará que muitos dos nossos parceiros dos países de língua portuguesa não nos percebam, a sua sentença de morte? A questão foi levantada pelo próprio ministro dos Negócios Estrangeiros na cerimónia de lançamento do Novo Atlas da Língua Portuguesa, apresentado na última semana em Lisboa. Dúvidas que os linguistas, entre os quais o principal responsável pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, rotulam de “incompreensíveis”.

O Novo Atlas da Língua Portuguesa destaca toda a força da quarta maior língua do mundo, que atualmente tem 263 milhões de falantes, que deverão ser 490 milhões no final do século. Mas a cerimónia de lançamento desta obra ficou marcada pelos dissonantes sinais de apreensão do ministro Augusto Santos Silva, que apontou “problemas sérios” à difusão do português. Entre os “desafios e dificuldades” elencados pelo ministro dos Negócios Estrangeiros está o português de Portugal, “com o típico fechamento de vogais”, o que, na perspetiva de Santos Silva, “pode levar à incompreensão entre falantes de duas variantes da mesma língua”. Continuar lendo

Novo acordo ortográfico será cobrado no Enem: veja as principais mudanças

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Manuela desenvolveu técnica para gravar mudanças ortográficas (Foto: Mauro Akin Nassor/CORREIO)

O novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa será cobrado, pela primeira vez, no Enem deste ano

O novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa foi o primeiro assunto que o professor da disciplina ensinou, este ano, à turma de Manuela Marques, 17 anos, aluna do Colégio Vitória Régia. “Mas tenho que ficar sempre relembrando. E tem que se acostumar, né? O que mais tenho dificuldade é com o hífen, por isso estudo comparando. Acho que fica mais fácil”, conta a adolescente, que sonha cursar Psicologia na Universidade Federal da Bahia (Ufba).

Tanta preocupação com o tal acordo tem um motivo: essa é a primeira vez que as novas normas ortográficas serão cobradas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que acontece nos dias 5 e 6 de novembro. Continuar lendo

Novo acordo: velocidade máxima!

Por: Lúcia Vaz Pedro*

Depois do que se passou em Moçambique com a postura irrefletida de Marcelo Rebelo de Sousa acerca do novo acordo ortográfico e que desencadeou uma vaga de ataques a professores, a jornalistas, a órgãos da Comunicação Social, a estudiosos e até aos próprios alunos que, segundo parece, são analfabetos porque não sabem escrever a grafia antiga, aquela que já não se estuda nas escolas há alguns anos, urge, neste momento, fazer uma reavaliação da situação.

 Depois da polémica, o novo acordo ortográfico ganhou ainda mais velocidade. Na verdade, tanto Angola como Moçambique fizeram saber que não excluíram de todo a ideia de o ratificarem. Mais: referiram que é tudo uma questão de tempo.

Angola assinou o acordo, mas o Governo ainda não o ratificou, por razões culturais e históricas. Segundo o ministro das Relações Exteriores angolano, Georges Chikoti, tanto Angola como Moçambique registaram alguns progressos para a ratificação do Acordo Ortográfico, mostrando confiança em torno de um consenso. Além disso, Moçambique já organizou o seu vocabulário nacional, que é um dos instrumentos fundamentais para a implementação do acordo. Continuar lendo

Há meio milhão de alunos que só sabem escrever pelo novo Acordo

acordoCom cinco anos de aplicação, 500 mil alunos aprenderam a escrever segundo as regras do Acordo Ortográfico

Quando as aulas terminarem, nas primeiras semanas de junho, terão decorrido cinco anos letivos desde que o Acordo Ortográfico (AO) de 1990 foi aplicado nas escolas portuguesas. Começou em 2011-12, período que poderá parecer curto mas, na prática, equivale a dizer que há centenas de milhares de alunos do 1.º ao 5.º anos de escolaridade, totalizando mais de meio milhão – cem mil por ano letivo -, para os quais “corretamente”, em Português escreve-se sem consoante muda antes da letra t.

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O (des)acordo volta a rachar a língua portuguesa

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Foto João Carlos Santos

O Presidente dos consensos meteu a língua num vespeiro. Ao reabrir a discussão sobre Acordo Ortográfico, Marcelo Rebelo de Sousa reacendeu os ânimos de partidários e opositores. Aqui não há mesmo consensos possíveis

Texto: Christiana Martins, Com Isabel Leiria

Para quem gosta de gerar consensos, Marcelo Rebelo de Sousa escolheu mal o tema. O acordo ortográfico (AO) continua a mover paixões e a dividir os especialistas e a intenção do Presidente da República de promover nova discussão sobre o documento, caso falhem as vias diplomáticas de ver o texto ratificado por Angola e Moçambique, reavivou os ânimos de defensores e opositores.

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Malaca Casteleiro rejeita “fracasso” no Acordo Ortográfico

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Neste momento, não se deve mexer no que está feito”, defende o linguista.

O linguista Malaca Casteleiro rejeitou hoje qualquer “fracasso” relativamente ao Acordo Ortográfico, de que foi um dos principais impulsionadores, desvalorizou a demora na aplicação e defendeu que “não se deve mexer no que está feito”.

“Não há aqui nenhum fracasso. Há naturalmente um tempo de implementação do acordo que exige, digamos, percursos diferentes para os diferentes países”, afirmou, em declarações aos jornalistas, à margem da Conferência Internacional sobre Ensino e Aprendizagem de Português como Língua Estrangeira, que decorre na Universidade de Macau entre hoje e sábado.

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