Show de Fanta Konatê une ritmos africano e brasileiro

Ancestralidade e contemporaneidade africana e brasileira se misturam em ritmos, cantos e danças, no show que a cantora, compositora e bailarina Fanta Konatê fez no teatro do Sesc Sorocaba.

A cantora, compositora e bailarina fará show ao lado de percussionistas sorocabanos – DIVULGAÇÃO

O espetáculo faz parte da programação especial do projeto “Iorubrá Quilombo: Cultura, Território e Resistência”, que acontece no mês em que se comemora o Dia da Consciência Negra. O show reúne músicas autorais, em malinkê e sussú, línguas faladas na Guiné Conacri, que tratam de temas sociais atuais, baseados na realidade da África Ocidental e do Brasil, e sobre reflexões para o ser humano, como a valorização dos laços familiares, o exercício da solidariedade, o respeito à natureza e o desapego a bens materiais. “São músicas com mensagens universais, sobre valores que merecem serem compartilhados com todo mundo”, afirma a cantora.

Já a sonoridade das faixas mescla instrumentos como guitarra, violão, saxofone e bateria com djembê, tambor originário de Guiné Conacri, que alcança uma grande gama de sons diferentes.

Fanta, aliás, é filha de Djembefolá Famoudou Konatê, considerado o maior mestre vivo do instrumento em todo o mundo.

As músicas, inéditas, farão parte do primeiro DVD de Fanta Konatê e a Troupe Djembedon, banda que entre seus integrantes tem os percussionistas sorocabanos Barba Marques, Manu Batista e Fábio Serra. O álbum gravado ao vivo, ainda sem título, será lançado em março e está disponível para pré-venda pelo site www.embolacha.com.br.

Além de ocorrer na data em que é comemorado o Dia da Consciência Negra, Fanta Konatê, nascida em Guiné Conacri, na África, destaca que o show também é especial porque celebra seus 15 anos de carreira no Brasil. “Depois que eu cheguei ao Brasil, o primeiro show que fiz foi no Sesc Sorocaba [antes da inauguração do prédio, em 2012, o palco da unidade ficava em uma tenda provisória]. É a realização de um sonho e uma alegria enorme poder voltar”, comemora a artista, que veio morar no país depois de se casar com o percussionista brasileiro Luis Kinugawa, que também faz parte do grupo.

Além de cantora, compositora e bailarina, Fanta é fundadora do Instituto África Viva em São Paulo. Foi arte-educadora das ONGs Medecins Sans Frontiers e Enfants Refugiées du Monde, que assiste adolescentes que moram na rua e refugiados de guerra na Guiné.

Fanta também trabalhou em projetos sócio culturais no Brasil, como Fábricas de Cultura, Meninos do Morumbi, Quitutes e Batuques, e recebeu o Prêmio Luíza Mahin da Prefeitura de São Paulo em reconhecimento ao seu trabalho de difusão da cultura africana. Atualmente, a artista está construindo a ONG Instituto África Viva em Conacri, capital da Guiné, que visa promover a educação e ações de desenvolvimento humano sustentável, de acordo com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).

Fonte: Jornal Cruzeiro

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