Programa cubano de educação faz sucesso e já alfabetizou nove milhões

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Erradicar o analfabetismo é o objetivo principal do programa cubano “Yo, sí puedo” (Sim, eu posso) para aprender a ler e escrever, que já acumula nove milhões de pessoas alfabetizadas.

O projeto foi implementado desde 2002 em mais de 30 países e existe em 19 línguas ou idiomas, entre elas inglês e português, bem como em línguas autóctones como aymara e quechua. “Yo, sí puedo” também existe em sistema Braille, para cegos.

Em conversa com a Prensa Latina, a Doutora em Ciências Pedagógicas Piedad Torres, da Cátedra de Alfabetização do Instituto Pedagógico Latino-americano e Caribenho, explicou que “Yo, sí puedo” está dividido em três momentos: alfabetização, nivelação e pós-alfabetização.

Explicou que a alfabetização ensina a ler e escrever e, além disso, oferece aos estudantes cultura geral e aspectos que lhes ajudarão a aprender como conduzir a educação de seus filhos, a proteção do meio ambiente, a história e identidade de seus países.

“Este programa ensina através da relação entre números e letras, considerando que os participantes compram e vendem como parte de sua vida diária, e ainda quando são analfabetos conhecem os números e os utilizam; a partir desse conhecimento, os números são vinculados a letras para facilitar o processo de ensino e aprendizagem”, afirmou.

O programa contém 65 vídeo-aulas que levam ao participante e ao facilitador todos os conhecimentos necessários para a autopreparação e a condução do processo com os alunos, assegurou a especialista.

Ela comentou que, em um segundo momento, a etapa de nivelação consta de 22 leituras que procuram sistematizar as habilidades de leitura e escrita, bem como o entendimento escrito, a expressão oral e alguns aspectos das operações matemáticas.

De acordo com Torres, a alfabetização em si mesma não contribui com a escolaridade do participante, por isso em um terceiro momento já são oferecidas matérias que equivalem a seis graus de escolaridade.

Essas matérias são língua, história e geografia do país onde se aplica, matemática, ciências naturais, noções de computação e de uma língua estrangeira.

Os três programas são contextualizados ao país onde se aplica, insistiu a especialista, e para isso são considerados os traços econômicos, políticos, sociais e culturais do país e principalmente os elementos culturais que ao final caracterizam a identidade do programa em si.

A segunda etapa do plano “Yo, sí puedo” foi aplicada na Bolívia, Nicarágua, Venezuela, Colômbia.

O método de alfabetização “Yo, sí puedo”, desenvolvido por Leonela Relys (1947-2015), a quem foi prestada homenagem permanente no Congresso Internacional Pedagogia 2015, demonstrou que é possível alfabetizar uma pessoa em sete semanas.

A Venezuela se destacou na alfabetização, ali predominou a vontade política e financeira, bem como uma participação ativa dos beneficiados. Dessa maneira, foram alfabetizadas um milhão de pessoas em pouco mais de cinco meses, feito realizado nas 34 línguas e etnias que existem no país.

Este programa recebeu o Prêmio Alfabetização 2006 Rei Sejong da Unesco, outorgado ao Instituto Pedagógico Latino-americano e do Caribe de Cuba, e além disso recebeu em 2012 o Prêmio Mestres 68 em sua XVIII edição.

Fonte: vermelho.org.br

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