Crianças imigrantes aprendem a nova língua

Fredye Chrisostome, 6 anos, diz que o português não é uma língua fácil: 'Mas eu já sei a letra G, a letra do cachorro e da tartaruga também'

Fredye Chrisostome, 6 anos, diz que o português não é uma língua fácil: “Mas eu já sei a letra G, a letra do cachorro e da tartaruga também”

Alunos haitianos do 1º ao 5º ano do fundamental são atendidos com aulas de português no contraturno, através do projeto da UEL em parceria com a Secretaria de Educação de Cambé

Na Escola Municipal Professora Lourdes Gobi Rodrigues, em Cambé (região metropolitana de Londrina), cerca de 15 crianças haitianas, do 1º ao 5º ano, estão sendo acompanhadas de perto na aprendizagem da língua portuguesa.
A cada aula, eles vão se familiarizando com a nova língua e, por enquanto, o conteúdo é direcionado com base nas necessidades apontadas por eles. Nesta semana, por exemplo, eles vão aprender as formas de apresentação, os dias da semana e as cores.

A ideia do projeto nasceu após relatos das equipes pedagógicas sobre a dificuldade das crianças em aprender e se comunicar na Língua Portuguesa, pois elas estão matriculadas nas turmas regulares da escola, no período vespertino. E a proposta só foi possível pela parceria entre a Secretaria de Educação de Cambé e a UEL (Universidade Estadual de Londrina), por meio do projeto de extensão Be UEL.

A coordenadora do Be UEL, Viviane Bagio Furtoso, explica que o projeto é do curso de Letras Estrangeiras Modernas e tem o objetivo de implementar ações para internacionalização da universidade. Para ministrar as aulas, que tiveram início há duas semanas, uma aluna do curso foi selecionada como estagiária.  Continue lendo

Medalhista na Olimpíada Internacional de Linguística, carioca de 15 anos fala quatro idiomas e aprende outros quatro

João Henrique acumula 13 medalhas olímpicas Foto: Arquivo pessoal

Aos 15 anos, o carioca João Henrique Fontes já acumula 13 medalhas olímpicas. Mas as provas que ele venceu não exigiram esforço físico. Foram, isso sim, verdadeiras maratonas de raciocínio. A última delas foi disputada há 20 dias, na República Tcheca. Um dos oito representantes do Brasil na Olimpíada Internacional de Linguística, o jovem voltou para casa com a medalha de prata.

A vitória é resultado de anos de estudo, motivados por um interesse nato por idiomas. João começou a ler precocemente, aos 3 anos, e desde então foi incentivado pelo pai a estudar japonês. Com o tempo, tomou gosto pela coisa. Hoje, o adolescente fala, escreve e entende bem quatro línguas: inglês, francês, alemão e japonês. E já está aprendendo outras quatro: espanhol, italiano, mandarim e russo.

— Sempre gostei de aprender línguas. Meu pai me apresentou o japonês. O francês era ensinado na minha primeira escola. Comecei a estudar alemão pela internet, e fiz curso de inglês desde pequeno. Hoje, aprendo muito sozinho, assistindo a vídeos ou comprando bons livros — diz João.

O adolescente, que mora na Tijuca e cursa o 2º ano do ensino médio no Colégio Militar, também tem aulas particulares em casa: às terças, de mandarim, às quintas, de japonês, e às sextas, de francês. Ainda faz natação e estuda piano. Continue lendo

UNESCO lança site para ano internacional das línguas indígenas

A iniciativa tem como objetivo a preservação das histórias, tradições e memórias dos povo

Foto: Agência Brasil / Wilson Dias

O Dia Internacional dos Povos Indígenas, celebrado anualmente em 9 de agosto, foi a ocasião para a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) lançar um site especial dedicado ao Ano Internacional das Línguas Indígenas, que será comemorado por membros e parceiros da agência da ONU durante 2019.

Grande parte das línguas faladas por povos indígenas continuarão a desaparecer em um ritmo alarmante. Sem medidas apropriadas para abordar esse problema, a contínua perda de línguas e de suas histórias, tradições e memórias reduzirão consideravelmente a riqueza da diversidade linguística no mundo. Continue lendo

Idioma Iorubá é oficialmente patrimônio imaterial do Rio

Projeto de Lei evidencia a importância da preservação dos vestígios imateriais das presenças negras africanas no Brasil

O rei Ooni Adeyeye Enitan Ogunwiusi, Ojaja ll de Ifé, líder espiritual para o povo iorubá, autoridade religiosa e detentor de grande influência política na Nigéria, recebendo homenagens de entidades Afro no Cais do Valongo, no Rio
O rei Ooni Adeyeye Enitan Ogunwiusi, Ojaja ll de Ifé, líder espiritual para o povo iorubá, autoridade religiosa e detentor de grande influência política na Nigéria, recebendo homenagens de entidades Afro no Cais do Valongo, no Rio – Paulo Carneiro/Parceiro/Agência O Dia

Rio – O idioma Iorubá, praticado nas religiões afro-brasileiras, agora é patrimônio imaterial do Estado do Rio. O Projeto de Lei, que foi aprovado na Assembleia Legislativa (Alerj), evidencia a importância da preservação dos vestígios imateriais das presenças negras africanas no Brasil. Continue lendo

Taiwan adotará inglês como segundo idioma oficial em 2019

Primeiro-ministro disse que a medida visa “impulsionar a competitividade internacional”

Taipé – O primeiro-ministro de Taiwan, William Lai, anunciou que em 2019 o inglês será adotado como segunda língua oficial “para impulsionar a competitividade internacional”.

A medida no território, que até agora tem só o chinês mandarim como língua oficial, ajudará a superar as barreiras idiomáticas para quem estuda no exterior ou faça negócios internacionais, entre outros intercâmbios, destacou Lai em entrevista ao jornal “UDN” publicada nesta segunda-feira. Continue lendo

Carta do I Encontro Regional do Inventário do Hunsrückisch e II Encontro de Falantes do Hunsrückisch

Carta do I Encontro Regional do Inventário do Hunsrückisch e II Encontro de Falantes do Hunsrückisch

 

O Brasil, país bilíngue desde 2005 (português/Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS), é muito rico em diversidade linguística. Apesar de uma história orientada para o monolinguismo que oficializou e aparelhou somente a língua portuguesa como língua de ensino e oficial, o censo demográfico realizado em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta a existência de cerca de 274 línguas indígenas no país, inclusive línguas indígenas de sinais, como a dos Ka´apor. Pesquisas indicam, ainda, aproximadamente 56 línguas faladas por descendentes de imigrantes, há pelo menos três gerações, em vários municípios brasileiros, como é o caso do talian, pomerano, hunsrückisch, polonês, russo, entre outras. Igualmente há as línguas afro-brasileiras e as que se intercalam, como é o caso dos crioulos Galibi Marworno, Karipuna do Norte e Palikur, falados na região do Oipoque, na fronteira do Brasil com a Guiana Francesa, e do Portunhol, na fronteira com países hispano falantes.

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