Dissertação discute integração e identidade fronteiriça do Mercosul no âmbito do Programa Escolas Interculturais Bilíngues de Fronteira (PEIBF)

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Escolas participantes do PEIBF em Dionísio Cerqueira-SC-Brasil e Bernardo de Irigoyen-Misiones-Argentina (março de 2005) – Foto: Stela Maris Veiga (PEREIRA, 2014, p. 110).

Dissertação discute integração e identidade fronteiriça do Mercosul no âmbito do Programa Escolas Interculturais Bilíngues de Fronteira (PEIBF)

A dissertação de mestrado intitulada Programa de escolas interculturais bilíngues de fronteira: integração e identidade fronteiriça foi defendida no ano passado em Florianópolis-SC por Stella Maris Meira da Veiga Pereira, aluna do Programa de Pós-Graduação em Geografia, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis-SC, sob a orientação da Profª. Drª. Leila Christina Duarte Dias.

O trabalho de Stela Maris Veiga na fronteira teve início quando foi pesquisadora do IPOL. Vale lembrar que o IPOL participou do PEIBF entre 2005 e 2010 realizando assessoria pedagógica e técnica, bem como os primeiros diagnósticos sociolinguísticos sobre as línguas e suas comunidades de falantes das regiões de fronteira com a Argentina inicialmente e depois com o Paraguai, o Uruguai e a Venezuela.

Acesse aqui a dissertação na íntegra.

Apresentamos a seguir o Resumo da dissertação.

Resumo
Alicerçada no contexto social e histórico do território estudado, a dissertação objetiva examinar como a ideia de integração entre os Estados Nação do Mercosul, ao ser interpretada pelos atores da região de fronteira por meio do Programa de Escolas interculturais Bilíngües de Fronteira – PEIBF, revela interações construídas historicamente a partir da representação de fronteira distinta daquela concebida pelos Estados Nacionais, contemporaneamente. Além de revisão bibliográfica e pesquisa documental, foi realizado trabalho de campo na região fronteiriça e entrevistas com os atores do PEIBF; três entrevistas estruturadas e duas semiestruturadas. A criação do PEIBF faz parte de um momento da história da relação entre Brasil e Argentina que busca através de diversas iniciativas uma maior integração, sobretudo do ponto de vista econômico. A Fronteira passa a ser vista então com um território específico onde interações são facilitadas, propiciando fluxos de diversas ordens e não mais como uma linha que limita os dois países. O bilingüismo aparece como elemento facilitador dessa integração; a questão lingüística aparece assim de forma importante na fronteira. O papel da população local também é enfatizado na dissertação, pois, poucas vezes na história das políticas públicas dos dois países elas se utilizaram dos atores locais para a sua implantação. A questão territorial emergiu de forma central no trabalho, mostrando que na região fronteiriça existem relações de poder que emergem das diferenças das populações que lá habitam; diferenças culturais, econômicas, sociais; mas aquele território também se caracteriza por processos de cooperação explicados pela formação sócioespacial da região da fronteira. Especificamente sobre o PEIBF, as escolas em regiões de fronteira como instrumentos de integração encontram obstáculos importantes no território; também pareceu equivocada a intenção de utilizar as línguas oficiais dos dois países como elemento de integração das populações residentes na fronteira, pouco considerando a formacão socioespacial daquela região e não valaorizando um componente territorial e de identidade daquela população que é a comunicação através do portunhol.

Descritores: Escolas bilíngues de fronteira. Integração fronteiriça. Fronteira.

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