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Disputa entre idiomas trava o desenvolvimento da Argélia

Placas na Argélia usam vários idiomas para indicar a direção do zoológico (Foto: ECA International)

A mistura de línguas dificulta a comunicação na Argélia, um país marcado pela conquista árabe e pela longa colonização francesa

Para a maioria dos países, a questão da língua é tão simples como soletrar ABC. Não na Argélia. Os jardins de infância dificultam o aprendizado das crianças. A língua oficial do país é o árabe, mas poucas crianças falam árabe, portanto, sentem-se perdidas já no primeiro dia de escola. O berbere, a língua de cerca de um quarto dos argelinos, foi reconhecida oficialmente no ano passado, mas não se chegou a um consenso a respeito de qual dos seis dialetos seria ensinado nas escolas.

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Clube Poliglota reúne amantes de idiomas para conversas em outras línguas

Trupe de Maceió se reúne duas vezes por mês; feira acontece na capital alagoana para ensinar iniciantes

Clube Poliglota se reúne para bate-papo em outras línguas

FOTO: DIVULGAÇÃO

Eles se encontram duas vezes por mês e, quando estão juntos, todas as línguas são permitidas. É mais ou menos assim que funciona o Clube Poliglota de Maceió, surgido em  2013 a partir de encontros para a prática de inglês, os chamados English Meetings. Seria no ano seguinte, porém, que todos os idiomas passariam a ser bem vindos.

Danilo Belo Daniel é fundador da iniciativa e conta que a ideia surgiu a partir da necessidade de praticar “Foi devido à necessidade de praticar inglês, sendo que não tinha muita oportunidade para isso aqui em Maceió e, como todos nós sabemos se não praticarmos algum idioma vamos esquecendo gradativamente do que aprendemos”. Continue lendo

Professor Kaingang é primeiro docente indígena da Unicamp

O docente Selvino Kókáj Amaral é o primeiro indígena a dar aulas na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Selvino será um dos responsáveis pelas disciplinas Línguas Indígenas I e Tópicos de Línguas Indígenas, do curso de graduação em Linguística do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da instituição. O indígena dará aulas sobre seu idioma materno, o Kaingang, aprendido na comunidade onde nasceu, Terra Indígena do Guarita, que fica no noroeste do Rio Grande do Sul.

Selvino Kókáj Amaral é formado em magistério pela rede estadual e foi contratado por meio do Programa Professor Especialista Visitante em Graduação, da Pró-Reitoria de Graduação (PGR) da Unicamp. Como docente visitante, Selvino já ministra o curso extracurricular “Língua Kaingang viva: pesquisa e prática em uma língua Jê” e realiza palestras abertas ao público e reuniões de trabalho com docentes e alunos. Outra participação importante do indígena na Unicamp é na finalização de um dicionário escolar do dialeto Kaingang paulista, que já vem sendo elaborado pelo grupo de pesquisa liderado pelo docente Wilmar D’Angelis. Continue lendo

O que o mundo perde quando morre uma língua

Quando Yang Huanyi faleceu, em 2004, morreu também o nushu, um sistema de escrita silábico conhecido apenas pelas mulheres de uma área remota da província chinesa de Hunan. Aos 98 anos, ela era a última detentora de um conhecimento passado de mãe para filha que, durante séculos, permitiu que as mulheres se comunicassem secretamente entre si e burlassem o controle dos homens, ainda que fossem proibidas de receber educação formal.

De acordo com o Atlas Interativo das Línguas em Perigo, da UNESCO, mais de 100 línguas desapareceram nos últimos 10 anos e outras 2.572 são consideradas vulneráveis ou em risco de extinção. Dessas, 519 estão em situação crítica e 51 são faladas por uma única pessoa. A organização afirma que uma língua morre a cada 14 dias. Nesse ritmo, metade dos 7.000 idiomas falados hoje no mundo desaparecerá até o final do século 21, alguns deles sem nunca terem sido gravados ou documentados. Continue lendo

Preservação do ‘nosso alemão’ na literatura

Solange é natural de Venâncio mas reside em Santa Maria do Herval A intenção do projeto é que as novas gerações possam estudar esse idioma e ver o modo de escrever adaptado à realidade das colônias da América Latina.

Quem é de origem alemã está acostumado a ouvir e conversar em alemão dentro de casa. Mas com o tempo esse hábito de utilizar a segunda língua mais falada no Brasil está se perdendo. Foi justamente com esse propósito que a Sociedade Internacional de Linguística nomeou, em 2004, um grupo para realizar um projeto com intuito de preservar o ‘nosso alemão’ conhecido por Hunsrik – Platt Taytx.

Foto: Ana Carolina Becker / Folha do Mate
Solange é natural de Venâncio mas reside em Santa Maria do Herval

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A EIDE é a primeira escola pública luxemburguesa a integrar o Português como disciplina curricular

O Português é uma das línguas de opção curricular na Escola Internacional de Differdange (EIDE), Luxemburgo, um estabelecimento de ensino público recentemente aberto.

O Português é, desde a abertura da escola, uma das quatro línguas maternas que integram o currículo ali apresentado, sublinha a diretora-adjunta da EIDE, Elisabeth Da Silva, de origem portuguesa.“O interesse pela língua foi manifestado desde o início, o que é um forte motivo de orgulho”, assume a responsável, explicando que naquela escola o Português é disciplina curricular “tanto nos primeiros cinco anos do Ensino Básico, como no ensino Secundário, via profissional e clássica, sem esquecer as turmas de acolhimento”, que preparam os alunos para integrarem o ensino regular. Continue lendo

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