Notícias da Rede

Tecnologias no Universo dos Surdos e da Libras

No Brasil existem mais de 10 milhões de pessoas com problemas auditivos. Sim, quase 5% da população total. Grande parte destes, são completamente surdos.

São inúmeros os desafios que um surdo apresenta no dia-a-dia. Embora os problemas associados com uma completa falta de audição possam parecer óbvios, há uma miríade de obstáculos específicos diários e específicos, os surdos têm que lidar, como se comunicar no escuro ou lidar com o preconceito.

No âmbito profissional, podemos citar como barreira as práticas de negócios que reduzem o acesso aos cidadãos surdos e com deficiência auditiva no mercado de trabalho.

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Líderes indígenas reclamam de cortes no orçamento para programas educacionais

Representantes indígenas e da sociedade civil pediram apoio dos deputados para reverter o quadro de falta de investimentos em educação

Lideranças de várias etnias que participam em Brasília de um forum nacional de educação indígena estiveram na Comissão de Direitos Humanos da Câmara, nesta terça-feira (17), para reivindicar que o tema seja tratado com prioridade pelo governo federal.

A maior preocupação é com os cortes no Orçamento, que já estão afetando várias políticas públicas destinadas aos índios. Segundo os representantes da sociedade civil na audiência pública, a perspectiva para 2018 não é animadora.

Dados do Ministério da Educação revelam a precariedade do sistema, disseram os líderes. Pelo Censo da Educação Básica de 2016, há 3,2 mil escolas indígenas no País, nas quais o ensino é em português e na língua da etnia da região, com 18 mil professores e 254 mil alunos. Mas 30% delas não têm prédio próprio e ocupam espaços improvisados; 57% não têm água tratada e 48% estão sem esgoto.

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A Política linguística institucional da Universidade de Stellenbosch promove o Multilinguismo

A Universidade de Stellenbosch (SU), uma das parceiras da futura Cátedra UNESCO Políticas Linguísticas para o Multilinguismo, a ter sede na UFSC, não virou as costas aos afrikaans e permanece comprometida com o uso deste idioma, junto com o inglês, como língua de ensino no contexto da inclusão e do multilinguismo.
Esta foi a mensagem do reitor e vice-chanceler Prof. Wim de Villiers na terça-feira à noite (19 de setembro) durante uma discussão com a comunidade educativa em Paarl, na África do Sul. O evento aconteceu no secundário Klein Nederburg e contou com a presença de escolas na região e do Departamento de Educação do Cabo Ocidental (WCED). O tópico foi “Transformação e Línguas na SU”.
O Prof. De Villiers apontou que há muitos desenvolvimentos positivos na SU, mas que muitas vezes são obscurecidos por menções negativas na mídia. Por exemplo, a SU está bem colocada nas classificações mundiais das melhores universidades e mantém algumas das maiores taxas de sucesso e produção de pesquisa dos estudantes no país. No entanto, em alguns círculos, SU é retratada erroneamente como uma instituição monolíngue – não mais afrikaans, mas agora totalmente em inglês. “Deixe-me dizer isso com muita clareza – isso não é verdade”, afirmou o professor De Villiers.

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Língua alemã falada nas montanhas vira tema de pesquisa nacional

Foto: Julio Huber

A preservação e o incentivo à prática do idioma hunsrückisch, presente no dia a dia de muitas famílias de descendência alemã da região de montanhas do Espírito Santo, poderá ganhar um reforço após a conclusão de estudos que estão sendo feitos por especialistas do Espírito Santo e de entidades nacionais.

No último mês de agosto, os municípios de Marechal Floriano, Domingos Martins e Santa Leopoldina receberam a visita de um grupo de pesquisadores que conheceram famílias descendentes de alemães e que ainda falam a língua. Eles se surpreenderam com a preservação da língua e com o número de pessoas que ainda preservam os costumes dos antepassados.

O projeto, que é patrocinado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), é promovido por uma parceria entre o Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística (IPOL), e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), por meio do Projeto Atlas Linguístico-Contatual das Minorias Alemãs na Bacia do Prata – ALMA-H. A pesquisa no Espírito Santo teve a duração de uma semana e fará parte do Inventário Nacional da Diversidade Linguística do Brasil (INDL), que tem como objetivo conhecer a variedade linguística do Brasil.

A pesquisa, que tem como coordenadores o professor da UFRGS, Cleo Vilson Altenhofen, e a professora e coordenadora do IPOL de Florianópolis (SC), Rosângela Morello, também contou com o apoio de outros três pesquisadores: o ex-professor de alemão em Domingos Martins e falante de hunsrückisch, André Kuster Cid, a professora de sociolinguística da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Edenize Ponzo Peres, e o professor do IPOL Rodrigo Schlenker.

Em Marechal Floriano, o grupo foi guiado pela professora Reni Klippel e pelo coordenador do Grupo Folclórico Germânico Grünes Tal, do distrito de Santa Maria, Werner Bruske. Já em Domingos Martins, o pesquisador André Kuster foi o guia, enquanto que em Santa Leopoldina o grupo foi recebido por Jones Herzog.

Durante o mapeamento, a equipe realizou visitas às zonas rurais destas cidades. Foi analisada a história da língua nos municípios, seu uso e se ela é ensinada às crianças pelos pais ou na escola. Com esse trabalho, será possível conhecer e descrever as variedades da língua e onde estão essas pessoas que falam o hunsrückisch.

SURPRESAS – A professora e pesquisadora da Ufes, Edenize Ponzo Peres, afirmou que se surpreendeu com a quantidade de pessoas que ainda falam o hunsrückisch na região. Ela afirmou que o estudo vai contribuir muito para o reconhecimento dessa língua.

“Eu descobri uma riqueza que eu não tinha ideia que existia no Espírito Santo. Essa pesquisa vai ser muito importante para mostrar para as pessoas que o Estado tem uma diversificação linguística fantástica”, enfatizou a professora.

A coordenadora do IPOL, Rosângela Morello, afirmou que em muitas comunidades de Marechal Floriano e Domingos Martins o hunsrückisch é a língua que as pessoas falam no seu dia a dia.

“Alguns jovens têm manifestado a vontade de aprender. E o interessante é que são jovens cujos pais não falam a língua porque tiveram um processo de discriminação linguística muito forte e os avós não ensinaram porque não queriam que os filhos passassem por situações que eles passaram”, relatou a pesquisadora.

RESULTADOS – Após esse trabalho de campo, que também está sendo feito nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, os dados coletados serão compilados e transformados em gráficos e dados estatísticos. A previsão é de que tudo esteja pronto no primeiro semestre de 2018, quando serão publicados no Inventário Nacional da Diversidade Linguística do Brasil (INDL), o que representará o reconhecimento da língua hunsrucküsch ou o hunsriqueano, como Referência Cultural Brasileira.

“Essa pesquisa não ficará apenas no Brasil, o que poderá atrair até pesquisadores internacionais para o Estado. Ao ver sua língua pesquisada e valorizada, esses falantes terão mais predisposição em manter e passar para as gerações futuras. Isso também é uma imensa homenagem aos imigrantes que lutaram tanto e que construíram boa parte do Espírito Santo”, destacou a professora e pesquisadora da Ufes, Edenize Ponzo Peres.

Projetos municipais podem contribuir para o incentivo à língua

Em Marechal Floriano, o grupo de pesquisadores teve a oportunidade de apresentar o projeto aos vereadores, durante uma sessão da Câmara Municipal. De acordo com a professora Reni Klippel, que mora e trabalha no município, seria ideal que fosse criando um projeto de incentivo à língua hunsrucküsch, da mesma forma que existe em municípios onde o pomerano é ensinado na sala de aula.

“Nós convivemos com muitos descendentes de hunsrucküsch, que hoje estão lamentando a perda da língua, que era falada pelos seus antepassados. Esse é o momento importante de fazer alguma ação concreta para preservar essa cultura tão importante em nossa região. É preciso fazer esse resgate, e o poder público tem um papel fundamental nesse processo”, garantiu Reni.

Santa Maria de Jetibá foi o primeiro município brasileiro que pôde contar com um senso linguístico municipal. “Nós fizemos parte desse trabalho, que levou à cooficialização do pomerano. Hoje o Brasil tem 20 municípios com línguas cooficiais. O primeiro passo para esse processo de reconhecimento é esse levantamento que estamos fazendo com relação ao hunsrucküsch”, relatou a coordenadora do IPOL, Rosângela Morello.

Inclusive, segundo a pesquisadora, o hunsrucküsch é língua cooficial em Antônio Carlos (SC) e Santa Maria do Herval (RS). “Marechal Floriano, por exemplo, tem todas as condições de ter um ensino bilíngue nas escolas. E podem ser desenvolvidas ações conjuntas entre vários municípios, como é o Proepo, que ensina o pomerano em escolas de alguns municípios do Espírito Santo” sugeriu.

DIALETO X LÍNGUA – Para Rosângela Morello, a nomeação do hunsrucküsch como língua brasileira é uma questão política. “Assim é possível fazer um reconhecimento histórico de um processo que começou há mais de 200 anos. As línguas sofreram muitas mudanças no decorrer dos anos, seja por influências locais, ou pelo desuso. E do ponto de vista político e histórico, as línguas seguiram seus percursos. E isso faz parte de todo o processo migratório”, destacou Rosângela.

Segundo ela, o dialeto foi uma construção teórica que olhava qual era a língua central e quais eram as variações. “Isso produz um efeito de que tudo que está distante dessa língua central é um desvio, ou é errado. E aqui no Brasil se criou o entendimento de que o alemão ou o italiano que é falado em diferentes regiões não merecem nem ser ensinado na escola, pois estão diferentes da língua padrão. E essa teoria apaga o processo histórico”, afirmou a estudiosa.

Ela destacou, ainda, que ao instrumentar as línguas históricas, ou seja, criar gramáticas específicas, será possível ensinar essas línguas em escolas. “Achar que essas línguas faladas aqui na região de montanhas são apenas um dialeto ou que se fala apenas entre as famílias, impede que essas línguas possam ser referências de um lugar e da construção histórica de um país”, enfatizou.

Fonte: Montanhas Capixabas

 

Na Andaluzia o ensino do português teve um crescimento de 565,45 por cento desde 2011

O balanço feito desde 2011 é positivo, com o ensino da língua portuguesa a crescer “ano após ano” e a “integrar-se muito bem” no sistema curricular, garante a coordenadora do EPE em Espanha e Andorra, Filipa Soares.

No ano letivo 2011-2012, a Junta da Andaluzia passou a impulsionar o ensino do português como segunda língua estrangeira através do Programa ‘José Saramago’ – que integra um projeto alargado de incentivo ao ensino e aprendizagem de línguas estrangeiras na Andaluzia, promovido pelo Governo autonómico.
Em Espanha, onde a educação está na esfera de competências das comunidades autónomas, a Andaluzia é atualmente a única região do país que assegura o ensino do português sem a presença da rede EPE (Ensino Português no Estrangeiro), tutelada pelo Camões, I.P.. Continue lendo

Entenda quem são os rohingyas, a minoria mais perseguida do mundo

Quase 400 mil muçulmanos já fugiram de Mianmar para Bangladesh em 20 dias

Muçulmanos rohingya deixam embarcação precária após chegar de Mianmar a Bangladesh, na fuga da perseguição – Dar Yasin / AP

RIO — Eles são conhecidos como “a minoria mais perseguida do mundo”. Os muçulmanos rohingya, que atualmente protagonizam uma fuga em massa de Mianmar para Bangladesh, são vítimas de múltiplas discriminações: trabalho forçado, extorsão, restrições à liberdade de circulação, regras de casamento injustas e confisco de terras. Há séculos vivendo no território de Mianmar, são considerados um povo sem Estado e não são reconhecidos como um dos 135 grupos do país. No entanto, atualmente há cerca de 1,1 milhão deles na nação do sul-asiático, sob condições altamente precárias da extrema pobreza. Continue lendo

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