BBC vai emitir em 11 línguas e uma é a da Coreia do Norte

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Foto BBC/Público

As redes sociais e os conteúdos digitais vão ser outra das apostas da cadeia britânica.

A cadeia britânica BBC vai reforçar a sua aposta em África, mas também no Leste europeu, na Rússia e na Ásia, incluindo a Coreia do Norte. No total, prepara-se para emitir em 11 novas línguas, naquela que é a maior expansão da cadeia desde 1940.

O serviço mundial da BBC (BBC World Service, no original) prepara-se, agora, para emitir em países da África subsariana e da Península Arábica. As novas línguas introduzidas serão oromo (falado na Etiópia e no Quénia), amárico (Etiópia e partes do Oriente Médio), guzerati (Índia e Paquistão), igbo (Nigéria), coreano, marata (Índia), pidgin, panjábi (Índia e partes do Paquistão), telugo (Índia), tigrínia (Etiópia e Eritreia) e iorubá (Nigéria, Benim, Togo e Serra Leoa).

Ao mesmo tempo, o serviço em inglês vai tentar diferenciar-se pela criatividade e por uma agenda mais ampla.

A inovação vai passar pela maior aposta nas redes sociais e nos conteúdos digitais criados para os dispositivos móveis (como telemóveis e tablets). Os públicos-alvos vão ser os jovens e as mulheres: “Seremos capazes de acelerar a nossa transformação digital, especialmente para audiências mais jovens, e continuaremos a investir em noticiários em vídeo”, diz a directora do serviço mundial da BBC, Francesca Unsworth.

Tony Hall, director geral da BBC, diz que este é um “dia histórico para a BBC” e que “o serviço mundial é a jóia da coroa da BBC e do Reino Unido”.

Os planos, a serem implementados até 2017, vão permitir aumentar a audiência da cadeia britânica: prevêem-se 500 milhões de espectadores em 2022 (centenário do serviço mundial), o dobro dos espectadores actuais. O financiamento de 85 milhões de libras (94 milhões de euros) vem do Governo britânico, que, em 2015, anunciou que queria melhorar o serviço mundial da BBC.

No entanto, segundo o Guardian, os maiores desafios serão a implementação na Coreia do Norte e na Rússia. Alguns diplomatas acreditam que pode gerar tensões e criar controvérsia, uma vez que nesses países o “jornalismo independente” da BBC pode ir contra as pretensões do poder soberano.

Está previsto que a Coreia do Norte receba um novo serviço de distribuição de notícias online e um programa de rádio diário. Para a Rússia, os planos apontam para um novo site e um boletim de notícias mais extenso.

Francesca Usworth disse que numa altura em que se registam “revoluções, guerras ou alterações globais”, as pessoas precisam de ter acesso a “notícias independentes, fiáveis e imparciais”, cita a Lusa.

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