Funai seleciona instituições que queiram receber filmes indígenas para atividades arte-educativas

Foto: Acervo FUNAI

Instituições interessadas em realizar atividades arte-educativas por meio da exibição de filmes indígenas, com foco no povo Xavante, podem participar do processo de seleção da Funai que vai disponibilizar caixas de DVDs com sete filmes cada uma, por meio da Coordenação Regional (CR) Xavante. O material será distribuído gratuitamente para as 70 instituições selecionadas. As inscrições vão até dia 30 de junho de 2017.

As caixas foram produzidas pela Coordenação Técnica Local em Nova Xavantina/MT, com apoio do Museu do Índio, como parte do projeto “Cinema nas Aldeias Xavante: ver, ouvir e debater”, de 2015. Esse projeto promoveu sessões de cinema itinerante em aldeias Xavante da Terra Indígena Parabubure, em Campinápolis-MT, e distribuiu a coleção dos filmes exibidos para todas as escolas indígenas das nove terras indígenas do povo Xavante, por meio das Secretarias Municipais e Estadual de Educação.

A iniciativa visa difundir a produção audiovisual indígena, em particular do povo Xavante, com o objetivo de promover espaços de reflexão e educação sobre a realidade indígena brasileira, contribuindo para a diminuição dos preconceitos e da desinformação sobre os povos originários na sociedade brasileira.

Podem participar da chamada pública instituições públicas ou privadas sediadas no Brasil, constituídas formalmente ou não, que venham a utilizar este material de forma pró-ativa em atividades sem fins lucrativos de caráter educativo, artístico, cultural e informativo. Será dada prioridade para instituições que trabalham diretamente com a questão indígena – como movimentos, associações indígenas e entidades indigenistas – e para instituições localizadas na mesorregião leste mato-grossense (Xingu-Araguaia), onde reside a maior parte do povo Xavante, e no Mato Grosso. As instituições selecionadas deverão se responsabilizar pelos custos de envio do material.

Os filmes que fazem parte da caixa são: A’uwẽ Uptabi – O Povo Verdadeiro (32″, Brasil, 1998); Piõ Höimanazé – A Mulher Xavante em Sua Arte (52″, Brasil, 2008); Tsõ’rehipãri – Sangradouro (28″, Brasil, 2009); Índio Cidadão? (52″, Brasil, 2013); Homem Branco em Marãiwatsédé (12″, Brasil, 2011); A Terra Não Termina (15″, Brasil, 2012); e Uma Casa Uma Vida (24″, Brasil, 2013).

ACESSE AQUI O EDITAL E A FICHA DE INSCRIÇÃO

Ana Heloisa d’Arcanchy / Ascom

Colaboração: Maíra Ribeiro / CR Xavante-Funai

Fonte: FUNAI

6º Colóquio Internacional Letramento e Cultura Escrita

Evento ocorre de 30 de julho a 1º de agosto e recebe resumos de trabalho até 30 de junho

Fonte: CEALE

Acontecerá, nos dias 30, 31 de julho e 1º de agosto, o 6º Colóquio Internacional sobre Letramento e Cultura Escrita, na Faculdade de Educação da UFMG. O evento reunirá pesquisadores brasileiros e estrangeiros de diferentes áreas para discutir o tema “Relações entre Linguagem e Poder em Contextos Educacionais”, com o objetivo de realizar uma avaliação das contribuições advindas de diferentes campos do conhecimento, tais quais a história, sociologia, linguística, sociolinguística, antropologia e psicologia.

O 6º Colóquio Internacional sobre Letramento e Cultura Escrita terá cinco eixos temáticos: mobilidades sociais e práticas de leitura e de escrita; cultura escrita e políticas linguísticas; multimodalidade e letramento digital; letramentos escolares e não escolares; e letramentos acadêmicos e profissionais. Segundo os organizadores, essas reflexões são relevantes pela necessidade de examinar, no contexto atual, práticas e significados do letramento produzidos em grupos sociais diversificados e em espaços institucionais variados.

As inscrições para o Colóquio estão abertas. Resumos de trabalho podem ser enviados até 30 de junho, em formulário disponível no site do evento, em Envio de Resumos. Na página também constam as normas de submissão e a formatação em que os trabalhos devem ser enviados.

 

Datas importantes

Período de submissão de trabalhos – de 06 a 30 de junho

Divulgação do resultado dos trabalhos aceitos para apresentação – 07 de julho

Inscrições com apresentações de trabalhos – de 07 a 15 de julho

Inscrições no Evento (ouvintes) – de 15 a 29 de junho

 

Valor das inscrições

Professores pesquisadores – R$350,00

Estudantes de Pós-graduação – R$200,00

Professores da Educação Básica – R$160,00

Estudantes da Graduação – R$140,00

 

Mais informações no site: posgrad.fae.ufmg.br/coloquioletramento

Contatos: coloquioletramento2017@gmail.com e +55 (31)3409-5333

Fonte: CEALE

#Librário: Jogo criado por alunos da Uemg facilita aprendizado de Libras

Aluna da Escola Estadual Ari da Franca, em Belo Horizonte, a jovem Helena Regina Carneiro, 15 anos, comemora a facilidade para se comunicar com os três colegas surdos que dividem com ela a sala do 1º ano do ensino médio. A utilização da Língua Brasileira de Sinais (Libras) ficou ainda mais fácil para Helena depois que a turma recebeu uma oficina do Librário: Libras para Todos, jogo criado por alunos da Universidade Estadual de Minas Gerais (Uemg), que está tornando mais acessível o aprendizado de Libras no Estado.

Desenvolvido no Centro de Estudos em Design e Tecnologia (CEDTec) da Escola de Design da Uemg, o Librário é um baralho de pares de cartas que contém os sinais de Libras e seus respectivos significados em português. Divertido e inclusivo, o jogo estimula o aprendizado da língua, colaborando para o processo de inclusão dos surdos. “Um ouvinte geralmente não tem dificuldade para aprender Libras, ao passo que oralizar um surdo é muito mais difícil, e nem todos conseguem”, explica a professora da Uemg e coordenadora do Librário, Rita Engler.

As cartas do baralho contêm o sinal das Libras e o seu respectivo significado. O Librário possui diversas formas de ser trabalhado. Em uma delas, por exemplo, os alunos brincam gesticulando o sinal enquanto os colegas adivinham o que ele significa, como um jogo de mímica. Ou, então, é possível jogar como um jogo de memória, virando as cartas na mesa e treinando os sinais.

O projeto inclui a realização de oficinas de Libras para a comunidade escolar. Na Escola Estadual Ari da Franca, no bairro Santa Mônica, o encontro aconteceu em agosto e envolveu professores e alunos. “Foi muito legal, porque aprendemos de forma divertida. Ficou bem mais fácil de memorizar os sinais com o baralho”, diz a jovem Helena.

Com ajuda das criadoras do Librário, os alunos do 1º ano do ensino médio também fizeram um baralho próprio, que poderá ser utilizado por outras turmas na escola. “Eu conseguia me comunicar com os nossos colegas surdos na sala, mas aprendi novas palavras com o jogo. Também já tive a oportunidade de usar a Libras fora do colégio, orientando um surdo a pegar ônibus perto do meu trabalho. Fico muito feliz de aprender e poder ajudar”, comemora a estudante.

Fonte: Blog Saúde MG

MEC aplicará pela primeira vez videoprovas em libras no Enem

O Ministério da Educação aplicará, pela primeira vez, videoprovas traduzidas para Libras (Língua Brasileira de Sinais) no Enem 2017. Para esta edição, foram solicitadas 1.897 utilizações dessa opção de acessibilidade. O recurso foi o mais selecionado entre os participantes surdos ou com deficiência auditiva. As informações são da Agência Brasil.

Outras opções de acessibilidade do Enem eram o Tradutor-Intérprete de Libras, que teve 1.489 solicitações, e o recurso de Leitura Labial, escolhido por mil pessoas. Cerca de 52 mil participantes solicitaram Atendimento Especializado para o Enem. Desses, 4.957 são deficientes auditivos e 2.184 são surdos.

A videoprova foi desenvolvida pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em parceria com professores, pesquisadores e especialistas da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), do Ines (Instituto Nacional de Educação de Surdos), entre outros. As universidades federais de Santa Catarina e Santa Maria já têm usado o recurso. As questões desenvolvidas nos estudos para construção da ferramenta podem ser acessadas em simuladolibras.coperve.ufsc.br

VIDEOPROVA
Na Videoprova Traduzida em Libras, as questões e as opções de respostas são apresentadas em Língua Brasileira de Sinais por meio de um vídeo. O recurso terá o mesmo número, ordem e valor de questões da prova regular, além da garantia de qualidade e normas de segurança máxima de todas as provas do Enem.

Só não serão integralmente traduzidas para Libras as questões de Língua Estrangeira Moderna. Nessas questões, somente os trechos originalmente em português serão traduzidos para Libras.

Durante o exame, cada participante receberá um notebook para fazer as provas. As orientações, os enunciados das questões e as alternativas de respostas serão apresentadas em Libras por meio de vídeos gravados em DVDs. Junto com o notebook e os DVDs, o participante também receberá o Caderno de

Questões, a Folha de Redação e Cartão-Resposta, onde deverá marcar as respostas. O participante poderá escolher qual Área do Conhecimento fazer primeiro e poderá assistir aos vídeos na ordem que preferir.

De acordo com o MEC, a prova será aplicada em ambientes preparados para garantir sigilo, autonomia e segurança. A sala poderá ter até 20 participantes usando o recurso e nela atuarão dois intérpretes, três fiscais e um técnico de informática. Os intérpretes farão a mediação entre ouvintes e usuários de Libras. Esses profissionais não auxiliarão os participantes na tradução das questões da prova.

ENEM
O Enem será feito, pela primeira vez, em dois finais de semana, nos dias 5 e 12 de novembro. O resultado pode ser usado para concorrer a vagas em instituições públicas pelo Sisu (Sistema de Seleção Unificada), a bolsas de estudo em instituições privadas pelo ProUni (Programa Universidade para Todos) e a financiamento pelo Fies.

Fonte: Correio do Estado

Fica 2017 terá Tenda Multiétnica para discussão e reflexão sobre os povos do Cerrado

Com uma programação especial, o Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica 2017) traz reuniões de povos indígenas, quilombolas, camponeses e representantes de conselhos, instituições e movimentos sociais. O festival terá uma Tenda Multiétnica, que será realizada na próxima terça-feira (20), às 21h. Todas as atividades serão gratuitas e não exigem inscrição antecipada.

Irão participar da tenda, povos do cerrado, que integra a programação oficial do festival com rodas de conversa, minicurso, oficinas e atividades culturais em um espaço instalado na Praça Brasil Caiado, no Lago do Chafariz. A tenta também contará com a presença da secretária estadual de Educação, Cultura e Esporte, Raquel Teixeira, no dia da abertura oficial, e o reitor da Universidade Estadual de Goiás, Haroldo Reimer.

O espaço será uma oportunidade para trocas culturais, reflexão e aprendizado para os participantes do festival. Os interessados em acompanhar as rodas de conversa podem se organizar para passar pela Tenda de terça-feira (20) à sábado (24), sempre às 19h30. Nas discussões estarão na pauta os temas resistência e territorialidade indígena no Brasil, resistência camponesa, educação multiétnica e impactos e conflitos socioambientais pela água.

Durante as manhãs, nas Tendas serão ofertadas oficinas de jongo (dança afro-brasileira nascida nos quilombos), grafismo Iny/Karajá, capoeira angola e vivência indígena. Também será realizado um minicurso sobre línguas indígenas na manhã de sábado, 24 de junho. Apresentações culturais como dança e “prosa e café” com convidada especial poderão ser conferidas ao longo da programação da tenda.

​Entre os convidados, estarão representantes de povos indígenas, dos Kalunga, do Movimento Camponês Popular (MCP), do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), da Comissão Pastoral da Terra (CPT), do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), da Seduce e da Secima.

Fonte: Diário de Goiás

Filme ‘Larfiagem’, sobre língua criada em SC, será exibido no FAM, em Florianópolis

Sessão gratuita será no dia 20, na UFSC. Curta é dirigido por catarinense e resgata história de idioma inventado por meninos de Herval d’Oeste.

Larfiagem foi criada nos anos 1950 em Herval d’Oeste (Foto: Divulgação)

O curta “Larfiagem”, que conta a história da língua criada por meninos da cidade catarinense de Herval d’Oeste nos anos 1950, será exibido em Florianópolis na próxima terça-feira (20), dentro da programação do 21º Florianópolis Audiovisual Mercosul (FAM).

A sessão começa às 19h30, no Centro de Cultura e e Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A entrada é gratuita.

O filme, dirigido pela catarinense Gabi Bresola, é vencedor do Prêmio Catarinense de Cinema 2013, e reúne alguns dos inventores do idioma, na época garotos entre 7 e 15 anos, hoje na casa dos 60 e 70 anos. O curta também explora arquivos, pesquisas acadêmicas, entrevistas e fotografias da época – trabalho feito em parceria com o escritor e pesquisador Dennis Radünz.

“Sempre quis saber de onde vinha, escutava na rádio, ouvia os meninos falarem das meninas no colégio, em vários pontos da cidade. É um filme pessoal e autobiográfico, sobre uma Herval que não existe mais, acho que foi isso que me moveu”, conta a diretora de 24 anos, nascida na cidade vizinha de Joaçaba, também no Oeste.

Para despistar a polícia

O idioma surgiu nos arredores da estação ferroviária da cidade, que na época funcionava como entreposto para mercadorias que seriam distribuídas pelo estado. O local era passagem obrigatória para quem era do Oeste e da Serra e queria viajar para estados como Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.

Cena de ‘Larfiagem’, de Gabi Bresola (Foto: Reprodução/RBS TV)

Em meio a esse movimento, alguns garotos – que trabalhavam no local vendendo doces e frutas, engraxando sapatos e carregando malas – começaram a usar gírias e a inventar palavras pra se comunicar entre si. E assim nasceu a “larfiagem”, para despistar a polícia, que não queria saber da criançada circulando na estação.

“Surgiu como uma defesa nossa. Quando um via que a polícia estava chegando, falava pros outros, pra eles não entenderem. Aí nós ‘dava’ um jeito de cair fora, passar por trás do trem”, conta o aposentado Adão do Amaral, que era menino naquele tempo.

Com o tempo e a desativação da estrada de terra, a larfiagem deixou de ser tão ouvida nas ruas como antes. “O pessoal sente aquela saudade, isso tudo tinha pelo trem. Infelizmente hoje tá tudo abandonado…dá pra se dizer que era uma cultura que a gente aprendeu”, diz o também aposentado Edson Bulh. Assista ao trailer do filme.

Há uns auriculares que traduzem cerca de 40 línguas em tempo real

Lembra-se do Peixe Babel, da série À Boleia Pela Galáxia, de Douglas Adams, que traduzia instantaneamente qualquer língua e que se podia colocar dentro ouvido?

Fonte: Volta ao Mundo

Fonte: Volta ao Mundo

Agora foi lançado um novo instrumento que em muito se assemelha ao fictício Peixe Babel. Apesar de não serem uns peixes verdadeiros, os novos auriculares «Dash Pro» traduzem cerca de 40 idiomas, em tempo real.

Graças a uma colaboração entre a aplicação iTranslate e a empresa de auriculares wireless Bragi, é possível perceber aquilo que o condutor de um tuk-tuk na Tailândia diz, ou perguntar onde fica o metro, em Tóquio. Combinando o hardware dos auriculares da Bragi com o revolucionário software de reconhecimento e tradução de voz da iTranslate, este é um sistema totalmente integrado que recebe um idioma e envia outro, diretamente para os seus ouvidos.
Fonte: Volta ao Mundo

Fonte: Volta ao Mundo

Com dois pares de Dash Pros, poderá usar o modo «AirTranslate Mode»: cada pessoa conecta os seus auriculares ao seu telemóvel via Bluetooth e, depois do sinal, pode começar uma conversa com a outra pessoa em dois idiomas. Assim, caso vá ter com um amigo à Polónia e ele também tiver os phones, poderá falar em português e ele em polaco. No caso de querer ter uma conversa com alguém que não tenha uns Dash Pros, basta ativar o modo de dispositivo único. É preciso ligar os phones ao telemóvel através do Bluetooth, definir os idiomas e entregar o telefone à outra pessoa. Desta forma, o taxista na China poderá compreender o que está a dizer através do som que sai do telemóvel e responder-lhe – aí receberá o som nos phones.

Os Dash Pros, que funcionam como também apenas como phones com microfone integrado, custam 298 euros. A aplicação para o iPhone tem o custo de 4,5 euros por mês. A versão da app para Android vai ser lançada em breve.

Uma alternativa: Google Tradutor
Para o caso de não ter os auriculares Dash Pro ou não conseguir descarregar a aplicação iTranslate, o Google Tradutor poderá ser uma solução. Tem noventa línguas disponíveis, tanto na escrita como em conversação. E a grande vantagem da aplicação é funcionar sem ligação à internet, desde que antes sejam descarregados os idiomas a usar (função apenas disponível para software Android). Outra ferramenta, talvez a mais impressionante, recorre à máquina fotográfica do smartphone e traduz diretamente no ecrã. Basta apontar para um texto e aparece a tradução, ajustando as palavras sem mexer no fundo. E até é possível desenhar letras que não estejam no teclado, por exemplo do alfabeto chinês.

Fonte: Volta ao Mundo

Há um novo mapa da história das línguas bantas (e Angola é importante)

Já não é novidade que os povos bantos percorreram muitos quilómetros ao longo dos tempos. Agora há novos pormenores sobre as suas migrações contadas num artigo na revista Science.

Bantos numa estrada do Gabão LUC-HENRI FAGE

Bantos numa estrada do Gabão LUC-HENRI FAGE

As línguas bantas estão bem presentes no continente africano: cerca de 310 milhões de africanos, a maioria em países da África subsariana, falam estas línguas. Mas se chegaram tão longe é porque há uma história da sua expansão. Um grupo internacional de cientistas, com três portuguesas, quis perceber que caminho percorreram mesmo as línguas bantas há cerca de quatro mil anos para cá. Para isso, seguiram-lhes o rasto através da genética e publicaram o “roteiro” na revista Science. E Angola foi um cenário decisivo neste novo mapa.

As línguas bantas fazem parte da família linguística nigero-congolesa e formam um grupo com mais de 500 línguas. Para tal, tiveram de fazer uma viagem muito longa. A grande jornada das línguas bantas pelo mundo iniciou-se há cerca de quatro mil anos. Nessa altura, os seus falantes viviam na zona ocidental de África, que hoje corresponde à fronteira entre a Nigéria e os Camarões. Depois começaram a espalhar-se para sul, para territórios abaixo da linha do equador.

Quanto aos motivos desta expansão, não são claros: “Não se sabe porquê”, começa por nos dizer Luísa Pereira, geneticista do Instituto de Investigação em Saúde (i3S), da Universidade do Porto e uma das autoras do artigo, que em Portugal também contou com Joana Pereira e Verónica Fernandes, ambas do i3S, e tem como principal autor, Etienne Patin, do Instituto Pasteur, em Paris. “Tinham a vantagem de ser povos agrícolas e ter o domínio da tecnologia do ferro. Está provavelmente relacionado também com o aumento populacional e de novas famílias que precisavam de novos terrenos”, explica.

Mapa com as migrações dos bantos através de África e do seu tráfico para os Estados Unidos PATIN ET.AL. SCIENCE/ETIENNE PATIN/INSTITUTO PASTEUR

Mapa com as migrações dos bantos através de África e do seu tráfico para os Estados Unidos PATIN ET.AL. SCIENCE/ETIENNE PATIN/INSTITUTO PASTEUR

Avançando mais de dois mil anos: os falantes de línguas bantas migraram então para sul, pelo Gabão até Angola. E como se chegou a estes resultados? “Com recursos às técnicas mais avançadas da genética de populações, os investigadores rastrearam marcas específicas que foram deixadas pelas misturas ocorridas com as populações autóctones durante a migração”, refere um comunicado do i3S, acrescentando que essas marcas podem ser analisadas nas populações actuais. Ao todo, a equipa investigou 2055 indivíduos de 57 populações. De alguns desses indivíduos já tinha dados genéticos e obteve ainda dados genéticos novos de 1318 indivíduos relativos a 35 populações.

Os cientistas observaram então que os falantes de línguas bantas do Leste e do Sul de África tinham mais semelhanças genéticas com as populações de Angola do que entre si, ou com a sua população mais originária, mais a norte (entre a Nigéria e os Camarões). E foi aí que perceberam que os bantos migraram primeiro para sul, através do Gabão até Angola, e que aí ocorreu uma divisão populacional há dois mil anos, com duas ondas migratórias: uma para sul através da costa Oeste, até à África do Sul; e outra para leste para a zona dos grandes lagos, seguindo depois para sul, através da costa Leste, chegando a Moçambique e, por fim, também à África do Sul.

“É esta a novidade do artigo: houve uma separação mais tardia e chegaram a Angola”, refere Luísa Pereira. Este estudo veio confirmar que essa divisão entre as populações bantas não tinha acontecido logo na sua expansão inicial há quatro mil anos.

“Das migrações mais importantes”

A viagem dos falantes de línguas bantas passou ainda para o outro lado do oceano durante o período da escravatura. “Deram assim material genético aos afro-americanos, o que resultou da mistura de várias populações de África [tanto de não bantos como de bantos]”, explica Luísa Pereira, acrescentando que não há dados genéticos disponíveis para o Brasil.

Os afro-americanos do Norte dos Estados Unidos têm 73% de ancestralidade africana e os dos estados do Sul têm 78%, de acordo com o comunicado. Desta ancestralidade africana nos EUA, 13% veio dos actuais Senegal ou Gâmbia (não bantos), 7% da Costa do Marfim e Gana (não bantos), 50% da região à volta do Benim (não bantos) e até 30% da costa ocidental da África Central (bantos), sobretudo de Angola. “Estes dados genéticos são surpreendentemente consistentes com os registos históricos sobre o transporte de escravos”, refere ainda o comunicado.

Microsoft lança plug-in para PowerPoint que traduz slides e voz em tempo real

A conferência para desenvolvedores Microsoft Build 2017 trouxe um plug-in bem interessante para o PowerPoint. Chamada de Presentation Translator, a aplicação consegue captar a voz do usuário e traduzir em tempo real para um idioma escolhido. E, ainda, quem estiver assistindo a palestra pode baixar um app em seu celular e acompanhar o conteúdo em seu idioma nativo – caso não entenda as outras línguas. (Confira aqui a apresentação do app.)

Na prática, o usuário instala o Presentation Translator em seu PowerPoint e, depois, coloca sua língua nativa e para qual idioma a conversa deve ser traduzida. Automaticamente, o plug-in reconhece a voz e começa a tradução. O mais interessante é que ele consegue captar o sentido da frase e vai mudando a sentença até o palestrante terminar de falar. Ou seja: ele não traduz palavra por palavra ao pé da letra; ele entende o contexto.

Os ouvintes que não dominam o idioma nativo ou o escolhido para tradução podem baixar o aplicativo do Presentation Translator em seu celular e acompanhar o conteúdo em sua língua-mãe. Para isso, basta o palestrante compartilhar o QR Code ou um código de cinco letras de sua apresentação.

O plug-in da Microsoft compreende 10 idiomas falados. São eles: alemão, árabe, chinês (mandarim), espanhol, francês, inglês, italiano, japonês, português e russo. Já a tradução pode ser feita em mais de 60 línguas.

Por enquanto, o Presentation Translator não está disponível para o público final. Apenas algumas pessoas receberam a licença para testá-lo. Mas você pode preencher um cadastro mostrando seu interesse no plug-in. Assim, a Microsoft irá avisá-lo primeiro quando a aplicação estiver disponível. Clique aqui para se inscrever.

Fonte: 33 Giga

Nanjing candidata-se a “cidade da literatura” da UNESCO

Fonte: Portuguese

Fonte: Portuguese

Nanjing, a capital da província chinesa de Jiangsu, espera poder vir a ser designada “cidade da literatura” pela UNESCO, de acordo com Long Xiang, vice-secretário do município da cidade chinesa.

Se for selecionada, Nanjing poderá tornar-se na primeira cidade chinesa a receber a designação, passando a ser parte da Rede de Cidades Criativas da UNESCO. Edimburgo foi a primeira cidade a ser escolhida.

Nanjing é um dos maiores focos de herança histórica e literária da China, contendo um local designado como herança cultural e 4 itens de herança cultural intangível, constatou Long durante o Fórum Internacional de Diversidade Literária e Desenvolvimento Sustentável, realizado na Universidade de Nanjing a 15 de maio.

Com uma história de 2500 anos, 450 dos quais enquanto capital da China, Nanjing é reconhecida enquanto cidade da poesia, do budismo e um centro literário da China, segundo relata o Yangtze Evening Post. Long disse ao jornal que Nanjing conta agora com 15 bibliotecas públicas, 100 centros culturais e 300 livrarias.

Enquanto centro de produção literária, Nanjing tem atraído vários poetas e escritores ao longo dos anos. A lista de poetas proeminentes da cidade inclui nomes como Li Bai (um dos expoentes máximos da poesia chinesa), Cao Xueqin, autor do romance clássico “Sonho do Pavilhão Vermelho”, e mesmo autores contemporâneos como Lu Xun e Ba Jin.

A Rede de Cidades Criativas da UNESCO foi lançada em 2004 para atribuir reconhecimento a cidades que se destaquem em um dos sete ramos criativos: arte popular, design, cinema, gastronomia, literatura, música e artes “media”. Até à data, a UNESCO designou 20 cidades no campo da literatura, incluindo Cracóvia, Edimburgo, Heidelberg, Cidade de Iowa, entre outras.

Fonte: Portuguese

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